nr1.lat Blog
Risco Brasil

Caixa leva 569 imóveis inadimplentes a leilão no Brasil

Edital nacional reúne bens retomados por inadimplência em 25 estados, com 1º leilão em 25/06/2026 e 2º em 03/07/2026.

Ouça esta matéria Leitura automática · voz natural
Velocidade
Ver comentários dos leitores

A Caixa Econômica Federal levou a leilão público 569 imóveis recebidos como garantia em contratos inadimplentes de alienação fiduciária no Brasil. O edital oficial “Leilão Público nº 0027/0226 CPA/RE”, regido pela Lei nº 9.514/1997, foi criado em 17/06/2026 e marca o 1º leilão para 25/06/2026, às 10h, e o 2º para 03/07/2026, também às 10h.

A sessão será exclusivamente online, pelo site www.fidalgoleiloes.com.br. A leiloeira oficial indicada no edital é Patricia Avelar Monteiro Fidalgo, inscrita na Junta Comercial de São Paulo sob nº 1043. A homologação dos resultados do 1º e do 2º leilão está prevista a partir de 08/07/2026.

Leilão da Caixa expõe imóveis inadimplentes em 25 estados do Brasil

O edital da Caixa tem 143 páginas e lista, no Anexo II, imóveis distribuídos em 25 unidades da federação. Aparecem na relação AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RS, SC, SE, SP e TO. Acre e Roraima não constam na lista de imóveis.

A maior concentração está em São Paulo, com 176 itens. Em seguida vêm Rio de Janeiro, com 91; Goiás, com 53; Minas Gerais, com 37; e Paraná, com 36. A distribuição completa inclui ainda AL 3, AM 6, AP 1, BA 11, CE 10, DF 3, ES 8, MA 11, MS 8, MT 9, PA 7, PB 9, PE 13, PI 14, RN 17, RO 3, RS 28, SC 6, SE 8 e TO 1.

Valores dos imóveis e tamanho do leilão no mercado imobiliário

A soma dos valores de venda do 1º leilão dos 569 itens é de R$ 144.138.045,05. Para o 2º leilão, a soma é de R$ 143.285.278,56. Já a soma dos valores de avaliação informados para os imóveis é de R$ 133.513.492,04.

O maior valor de venda no 1º leilão é de R$ 3.052.017,60, referente ao item 198, uma casa em Teresina, no Piauí. O menor valor de venda no 1º leilão é de R$ 50.000,00, no item 387, um terreno em Itaporanga d’Ajuda, em Sergipe.

No 2º leilão, o maior valor de venda é de R$ 8.141.673,28, no item 23, uma casa em Cascavel, no Ceará. O menor valor de venda no 2º leilão é de R$ 42.541,72, no item 392, um terreno em Poço Verde, em Sergipe. O menor valor de avaliação da lista é de R$ 28.000,00, no item 331, uma casa em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte.

IPTU, condomínio e ocupação: os riscos para quem arremata imóveis

O edital informa que os imóveis serão vendidos “no estado de ocupação e conservação em que se encontram”. Também atribui ao adquirente a responsabilidade por desocupação, reformas, averbações, regularizações e despesas decorrentes.

nr1.lat — encontre o proprietário e os débitos de qualquer imóvel cadastrado

Outro ponto de risco está nos débitos. O edital determina que eventuais débitos fiscais, como IPTU e foro, além de débitos condominiais, sejam levantados e quitados exclusivamente pelo adquirente. O documento também informa que podem existir ações judiciais sobre imóveis mesmo quando não constarem no anúncio ou no edital, cabendo ao interessado apurar a existência e os riscos antes da proposta.

A comissão do leiloeiro é de 5% do lance vencedor e deve ser paga pelo arrematante. O edital esclarece que esse valor não compõe o valor do lance ofertado. A parte à vista deve ser paga em até 2 dias úteis após a homologação do certame.

Como os lances podem ser pagos no leilão da Caixa

O edital admite lances com recursos próprios, FGTS ou financiamento habitacional somente na modalidade SBPE da Caixa, conforme a condição de cada imóvel. Para o interessado, isso torna essencial verificar a situação específica do item antes de ofertar lance, inclusive quanto à forma de pagamento permitida.

Contexto: inadimplência habitacional e carteira imobiliária da Caixa

O leilão ocorre em um mercado imobiliário no qual a Caixa informou, no resultado do 1T26, carteira de crédito imobiliário de R$ 966,2 bilhões em março de 2026, alta anual de 13,9% e participação de mercado de 68,0% no segmento. No mesmo resultado, o banco informou inadimplência geral de 3,71% e carteira total de crédito de R$ 1,410 trilhão.

A série 21151 do Banco Central mede a inadimplência de financiamento imobiliário total para pessoas físicas com recursos direcionados, em percentual da carteira com pelo menos uma parcela em atraso superior a 90 dias. Nessa série, a inadimplência foi de 1,40% em abril de 2026, ante 1,25% em maio de 2025.

O edital nacional da Caixa, portanto, mostra o desdobramento concreto de contratos inadimplentes: a retomada dos imóveis dados em garantia e sua conversão em estoque de leilão. Para o mercado imobiliário no Brasil, a lista também funciona como um mapa de ativos disponíveis, mas com riscos operacionais, jurídicos e financeiros expressamente transferidos ao interessado e ao arrematante.

#Brasil#Caixa#imóveis#mercado imobiliário#leilão de imóveis#IPTU#inadimplência imobiliária#alienação fiduciária

Fontes

Compartilhar Facebook X Telegram

Comentários

Carregando comentários…

Entre para participar

Cadastre-se para comentar, responder e curtir.