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Aluguel no Brasil sobe 0,85%, mas 3 quartos recuam

FipeZAP de maio mostra alta de 1,09% em imóveis de 2 dormitórios e queda de 0,16% nos de 3 quartos; Aracaju lidera capitais.

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O aluguel residencial no Brasil subiu 0,85% em maio de 2026, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial, que acompanha apartamentos prontos anunciados na internet em 36 cidades brasileiras. O resultado mostra uma desaceleração em relação a abril, quando a alta havia sido de 1,04%, mas ainda ficou acima do IPCA de maio, de 0,58%, e ligeiramente acima do IGP-M, de 0,84%.

Dentro do próprio mercado imobiliário, porém, o mês foi marcado por um descolamento entre tipologias. Os imóveis de dois dormitórios tiveram a maior alta mensal, de 1,09%, enquanto os apartamentos de três dormitórios recuaram 0,16%. A informação consta do levantamento do FipeZAP de maio de 2026 e também foi destacada pela Exame em reportagem publicada em 16 de junho de 2026.

Aluguel de imóveis no Brasil supera IPCA e IGP-M em maio

O avanço de 0,85% do aluguel residencial em maio ficou acima da variação dos preços de venda residencial, que subiram 0,42% no mesmo mês. A comparação reforça que a locação manteve ritmo mais forte do que a venda no período analisado pelo índice.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o FipeZAP de Locação Residencial registra alta de 4,40%. O percentual supera o IPCA acumulado de 3,20% e o IGP-M acumulado de 3,79% no mesmo intervalo. Em 12 meses até maio de 2026, a alta média do aluguel residencial chega a 8,68%, também acima do IPCA, de 4,72%, e do IGP-M, de 1,95%.

Imóveis de 2 quartos puxam alta; 3 quartos caem no mês

A abertura por número de dormitórios mostra o principal contraste do levantamento. Apartamentos de dois dormitórios subiram 1,09% em maio, a maior variação entre as tipologias. Unidades de quatro ou mais dormitórios avançaram 1,00%, enquanto imóveis de um dormitório tiveram alta de 0,75%.

Na direção oposta, os imóveis de três dormitórios recuaram 0,16% no mês. Ainda assim, essa tipologia aparece com alta de 4,55% no acumulado de 2026 até maio e lidera a valorização em 12 meses, com avanço de 9,69%. No ano, os imóveis de dois dormitórios acumulam alta de 4,73%, os de um dormitório sobem 4,36% e os de quatro ou mais dormitórios avançam 2,70%.

Capitais: Aracaju lidera alta do aluguel residencial

Entre as 22 capitais monitoradas, 15 registraram alta no aluguel residencial em maio de 2026. Aracaju liderou o ranking mensal, com avanço de 3,57%, seguida por Fortaleza, com 3,06%, e Teresina, com 2,30%. Também tiveram alta Brasília, Curitiba, João Pessoa, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Natal, Cuiabá, Campo Grande e Salvador.

Sete capitais tiveram queda mensal. A maior retração ocorreu em Vitória, com recuo de 1,85%. Também caíram Maceió e Belém, ambas com -0,25%, Florianópolis, com -0,23%, Manaus, com -0,15%, Goiânia, com -0,12%, e São Luís, com -0,04%.

Acumulado de 2026 mostra alta em 21 capitais

No acumulado de janeiro a maio de 2026, 21 das 22 capitais acompanhadas pelo FipeZAP tiveram alta no aluguel residencial. Aracaju também lidera nessa janela, com avanço de 15,24%, seguida por Campo Grande, com 11,58%, e Manaus, com 11,40%.

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João Pessoa, Rio de Janeiro, Fortaleza, Goiânia, Brasília, Recife e Maceió completam a lista das dez maiores altas no acumulado do ano até maio. A única queda entre capitais nesse período ocorreu em São Luís, com recuo de 1,73%.

Preço médio do aluguel e rentabilidade no mercado imobiliário

O preço médio de locação residencial nas 36 cidades monitoradas foi de R$ 53,35 por metro quadrado em maio de 2026. Por tipologia, os imóveis de um dormitório tiveram o maior valor médio, de R$ 71,24/m², enquanto os de três dormitórios registraram o menor, de R$ 45,84/m².

Entre as capitais, São Paulo apresentou o maior preço médio de aluguel, R$ 64,67/m². Na sequência aparecem Recife, com R$ 63,64/m², Belém, com R$ 63,27/m², Florianópolis, com R$ 60,93/m², e Rio de Janeiro, com R$ 59,08/m². No outro extremo, Teresina teve o menor preço médio entre capitais, R$ 30,98/m², seguida por Campo Grande, R$ 31,45/m², e Aracaju, R$ 36,62/m².

Para investidores, a rentabilidade média anual do aluguel residencial foi estimada em 6,11% ao ano em maio de 2026. A maior rentabilidade por tipologia ficou com imóveis de um dormitório, em 6,77% ao ano, enquanto a menor foi observada em unidades de quatro ou mais dormitórios, com 4,90% ao ano.

Entre capitais, as maiores rentabilidades anualizadas foram registradas em Recife, com 8,54% ao ano, Cuiabá, com 8,31%, Belém, com 8,29%, Manaus, com 8,27%, e São Luís, com 7,45%. As menores taxas apareceram em Vitória, Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte e Florianópolis.

IPTU, contratos e leitura dos dados

O FipeZAP informa que o índice acompanha preços de locação de apartamentos prontos anunciados na internet e não mede reajustes de contratos vigentes. Por isso, o resultado ajuda a ler o comportamento dos anúncios no mercado imobiliário, mas não substitui a análise de contratos individuais, que podem envolver regras próprias, indexadores e custos associados ao imóvel, como IPTU.

O retrato de maio de 2026 indica um mercado de aluguel ainda pressionado no Brasil, com alta acima da inflação do mês e do acumulado do ano, mas com diferenças relevantes por tipo de imóvel e por capital. Para quem aluga, investe ou acompanha imóveis residenciais, a distância entre a alta dos apartamentos de dois quartos e a queda dos de três quartos é o dado central do levantamento.

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