Aluguel residencial sobe 5,42% e São Paulo lidera em 12 meses
IVAR da FGV mostra alta de 0,33% em maio; capital paulista teve maior avanço acumulado entre as quatro cidades pesquisadas.







O aluguel residencial medido pelo IVAR subiu 0,33% em maio de 2026, abaixo da alta de 0,52% registrada em abril, segundo o FGV IBRE. No acumulado em 12 meses, porém, o índice acelerou de 4,49% para 5,42%, a maior leitura desde janeiro de 2026, quando estava em 5,62%.
O destaque do mercado imobiliário foi São Paulo. Entre as quatro capitais acompanhadas pelo IVAR, a cidade foi a única com aceleração na taxa interanual em maio: o acumulado em 12 meses saltou de 0,86% em abril para 7,56% em maio. Com isso, São Paulo passou a liderar o ranking do aluguel residencial entre Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
São Paulo puxa alta do aluguel residencial no IVAR
A fotografia regional mostra movimentos distintos nas capitais pesquisadas. Enquanto São Paulo acelerou para 7,56% em 12 meses, Belo Horizonte caiu de 9,68% para 5,28%, Porto Alegre recuou de 7,31% para 3,71% e Rio de Janeiro passou de 4,82% para 2,10%.
Na variação mensal de maio de 2026, todas as capitais tiveram alta no aluguel residencial. Belo Horizonte avançou 0,64%, Rio de Janeiro subiu 0,34%, Porto Alegre teve alta de 0,32% e São Paulo registrou variação de 0,22%.
A próxima apuração do IVAR, referente a junho de 2026, está programada para 07/07/2026, conforme o calendário informado pelo FGV IBRE.
Mercado imobiliário de São Paulo fica acima do IGP-M
O avanço de 5,42% do IVAR em 12 meses ficou acima do IGP-M de maio de 2026, que acumulou 1,95% no mesmo período. A diferença entre os dois indicadores foi de 3,47 pontos percentuais.
O IGP-M, tradicionalmente usado como referência em contratos de locação, subiu 0,84% em maio, depois de alta de 2,73% em abril. No ano, o índice acumulou 3,79%.
A comparação ajuda a dimensionar a pressão recente sobre os imóveis de aluguel: o índice que mede contratos residenciais efetivamente firmados avançou mais do que o indicador geral de preços monitorado pela FGV no acumulado em 12 meses.
Aluguel residencial também supera o IPCA mais recente
O IVAR de maio também ficou acima do IPCA oficial mais recente disponível na pesquisa. Em abril de 2026, o IPCA foi de 0,67%, acumulou 2,60% no ano e 4,39% em 12 meses, segundo o IBGE.
A diferença entre o IVAR acumulado em 12 meses em maio, de 5,42%, e o IPCA de abril em 12 meses, de 4,39%, foi de 1,03 ponto percentual. O IPCA de maio de 2026 tem divulgação marcada pelo IBGE para 12/06/2026.
No recorte regional do IPCA, a área de São Paulo teve peso de 32,28% no índice de abril, com variação mensal de 0,55%, alta acumulada de 2,61% no ano e avanço de 4,80% em 12 meses.
O que o IVAR mede nos imóveis de aluguel
O IVAR é calculado pelo FGV IBRE com informações anonimizadas de contratos de locação obtidas junto a empresas administradoras de imóveis. O índice cobre Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Lançado em janeiro de 2022, o indicador mede valores de transação de contratos efetivamente firmados. A metodologia inclui novos contratos, renegociações e reajustes anuais, o que diferencia o IVAR de índices baseados em anúncios.
FipeZAP mostra preço médio mais alto em São Paulo
Outro termômetro do mercado imobiliário, o Índice FipeZAP de Locação Residencial, acompanha anúncios de apartamentos prontos para locação. Em abril de 2026, o aluguel residencial anunciado subiu 1,04% em 36 cidades monitoradas, acumulou 3,51% no ano e 8,40% em 12 meses.
No FipeZAP, São Paulo teve alta de 0,90% em abril, avanço de 2,41% no ano e alta de 5,98% em 12 meses. A cidade registrou preço médio de R$ 64,20 por metro quadrado e rental yield de 6,37% ao ano.
Entre as 22 capitais monitoradas pelo FipeZAP, São Paulo teve o maior preço médio de locação residencial em abril de 2026, com R$ 64,20/m². A Fipe informa que o índice usa amostras de anúncios de imóveis para venda e locação veiculados nos portais do Grupo OLX, incluindo Zap, Viva Real e OLX.
Diferença entre contratos e anúncios
A leitura conjunta dos indicadores exige cautela. O IVAR acompanha contratos de locação efetivamente firmados, incluindo novos contratos, renegociações e reajustes anuais. Já o FipeZAP informa que seus preços de locação residencial se referem a anúncios para novos aluguéis e não incorporam contratos vigentes.
Para inquilinos, proprietários e investidores, os dados mostram que São Paulo voltou ao centro da pressão sobre o aluguel residencial em maio de 2026. A cidade liderou o acumulado em 12 meses no IVAR e, no dado mais recente do FipeZAP, também apareceu com o maior preço médio de locação entre as capitais monitoradas.



























