Aracaju lidera alta do aluguel no país, com avanço de 25,78%
Capital sergipana teve queda mensal em julho, mas acumulou a maior alta anual entre capitais monitoradas pelo FipeZAP.







Aracaju registrou a maior alta anual dos aluguéis residenciais entre as 22 capitais monitoradas pelo Índice FipeZAP de Locação Residencial em julho de 2026. Segundo o relatório da FipeZAP/Grupo OLX, os preços anunciados para novos contratos na capital sergipana subiram 25,78% em 12 meses, apesar de queda mensal de 0,60% em julho.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, a alta em Aracaju foi de 16,12%, também a maior entre as capitais acompanhadas. O preço médio anunciado chegou a R$ 36,90 por metro quadrado, com rental yield de 0,56% ao mês, ou 6,67% ao ano.
Aluguel em Aracaju avança acima do mercado imobiliário nacional
O desempenho de Aracaju destoou do Índice FipeZAP geral de locação residencial. Em julho de 2026, o índice nacional subiu 0,70%, acumulou 5,97% no ano e 9,28% em 12 meses. O preço médio nacional anunciado foi de R$ 54,17 por metro quadrado, com rental yield médio de 6,14% ao ano.
Na comparação anual, a alta de 25,78% em Aracaju ficou 16,50 pontos percentuais acima do avanço de 9,28% do Índice FipeZAP geral. O dado reforça a pressão sobre os imóveis para locação na capital sergipana dentro do recorte de preços anunciados para novos contratos.
Aracaju supera IPCA e IGP-M no aluguel residencial
A alta anual do aluguel anunciado em Aracaju também ficou distante dos principais indicadores de inflação e reajuste contratual. O IPCA de julho de 2026 foi de 0,07%, acumulou 3,44% no ano e chegou a 4,44% em 12 meses, segundo o IBGE.
Já o IGP-M, divulgado pela FGV IBRE, caiu 1,16% em julho de 2026, acumulou 2,08% no ano e 2,76% em 12 meses. Com isso, o avanço anual dos aluguéis anunciados em Aracaju ficou 21,34 pontos percentuais acima do IPCA e 23,02 pontos percentuais acima do IGP-M.
Essa diferença é relevante porque o relatório FipeZAP trata de preços anunciados para novos aluguéis. O próprio levantamento ressalva que o índice não incorpora a correção de aluguéis vigentes já reajustados conforme contrato.
Ranking das capitais mostra Aracaju à frente de Teresina e Fortaleza
Com alta anual de 25,78%, Aracaju ficou na primeira posição entre as capitais monitoradas. Na sequência apareceram Teresina, com 19,16%, Fortaleza, com 16,27%, Brasília, com 14,80%, Natal, com 14,60%, e Rio de Janeiro, com 13,52%.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, Aracaju também liderou a lista, com 16,12%. Depois vieram Campo Grande, com 11,95%, Manaus, com 11,04%, Fortaleza, com 10,98%, e Natal, com 10,72%.
A liderança em valorização, porém, não significou um dos maiores preços médios absolutos. Em julho de 2026, Aracaju tinha o 20º menor preço médio entre as 22 capitais monitoradas, com R$ 36,90 por metro quadrado, acima apenas de Teresina, com R$ 32,45 por metro quadrado, e Campo Grande, com R$ 31,55 por metro quadrado.
Imóveis em Aracaju: bairros mais caros e maiores altas
Na página específica de Aracaju, o FipeZAP informou uma amostra de 556 anúncios em julho de 2026. O relatório também apresentou dados socioeconômicos da cidade: população residente de 602,8 mil pessoas, área territorial de 182,2 km², 218,5 mil domicílios e 66,6 mil apartamentos em 2022.
Entre zonas, distritos ou bairros mais representativos no índice local, os maiores preços médios anunciados foram registrados em Jardins, com R$ 47,80 por metro quadrado e alta de 21,5% em 12 meses; Atalaia, com R$ 46,00 por metro quadrado e alta de 20,7%; e Coroa do Meio, com R$ 43,00 por metro quadrado e avanço de 22,7%.
As maiores altas anuais nesses recortes intraurbanos foram observadas na Zona de Expansão, com 39,1%, Luzia, com 35,7%, Farolândia, com 22,9%, Coroa do Meio, com 22,7%, e Jardins, com 21,5%.
Como o FipeZAP mede o mercado imobiliário de locação
O Índice FipeZAP é calculado pela Fipe com base em amostras de anúncios de imóveis para venda e locação veiculados nos portais do Grupo OLX, incluindo Zap, Viva Real e OLX.
O relatório de locação residencial de julho de 2026 informa que o índice acompanha preços de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais, com base em anúncios na internet. Por isso, os números retratam o comportamento dos preços pedidos em novos contratos, e não necessariamente o valor final fechado entre proprietários e inquilinos.
Para investidores, proprietários e famílias que acompanham o mercado imobiliário em Aracaju, o recorte de julho mostra uma combinação incomum: a capital liderou a valorização anual e no acumulado do ano entre capitais, mas ainda apareceu entre os menores preços médios do levantamento. O resultado coloca a cidade no centro do debate sobre aluguel, imóveis e distância entre preços anunciados e indexadores como IPCA e IGP-M.



























