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Aluguel no Brasil acelera em julho; Porto Alegre puxa alta

IVAR/FGV sobe 0,66% em julho de 2026; Belo Horizonte lidera o acumulado em 12 meses, com 7,77%.

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O aluguel residencial no Brasil voltou a acelerar em julho de 2026. O IVAR/FGV, índice que acompanha valores efetivamente pagos em contratos de locação, registrou alta mensal de 0,66%, acima dos 0,10% de junho e dos 0,06% observados em julho de 2025, segundo a FGV IBRE.

No acumulado em 12 meses, a taxa passou de 4,46% em junho para 5,08% em julho. No ano, até julho, o avanço acumulado chegou a 2,98%. A pressão mais forte no mês veio de Porto Alegre, que teve alta de 1,14% e liderou as capitais pesquisadas pelo indicador.

Mercado imobiliário no Brasil: o que mede o IVAR/FGV

O IVAR é uma referência relevante para o mercado imobiliário porque mede a evolução mensal dos valores desembolsados em contratos de locação residencial, e não apenas preços pedidos em anúncios. O cálculo usa informações anonimizadas de administradoras de imóveis, conforme o press release do IVAR/FGV.

O índice cobre Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. O resultado nacional é calculado como média ponderada dessas capitais, com os mesmos pesos usados nos subitens do IPC-S. Essa metodologia ajuda a diferenciar o comportamento dos contratos em vigor e renovados da dinâmica de preços anunciados em plataformas de imóveis.

Porto Alegre lidera alta mensal dos aluguéis

Todas as capitais acompanhadas pelo IVAR tiveram aumento nos aluguéis residenciais em julho de 2026. Porto Alegre subiu 1,14%, Belo Horizonte avançou 0,62%, Rio de Janeiro teve alta de 0,49% e São Paulo registrou avanço de 0,45%, de acordo com a FGV IBRE.

O dado de São Paulo chama atenção pela virada na comparação mensal: a capital saiu de queda de 0,19% em junho para alta de 0,45% em julho. Em Porto Alegre, além da maior variação mensal, houve a maior aceleração no acumulado em 12 meses entre junho e julho, de 3,06% para 4,12%, diferença de 1,06 ponto percentual.

Belo Horizonte lidera alta anual dos imóveis para aluguel

No acumulado em 12 meses, Belo Horizonte apresentou a maior taxa entre as capitais informadas, com 7,77% em julho de 2026. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 6,40%, São Paulo, com 4,33%, e Porto Alegre, com 4,12%.

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A capital mineira também acelerou no período: passou de 7,07% em junho para 7,77% em julho, alta de 0,70 ponto percentual. O Rio de Janeiro avançou de 5,87% para 6,40%, diferença de 0,53 ponto percentual. Esses movimentos indicam que a pressão sobre contratos residenciais não ficou restrita a uma única praça, embora Porto Alegre tenha puxado o resultado mensal.

IGP-M, contratos e leitura para investimento imobiliário

O comportamento do IVAR contrasta com o IGP-M, indexador historicamente usado em contratos de aluguel. Em julho de 2026, o IGP-M/FGV caiu 1,16%, após queda de 0,50% em junho. O índice acumulou alta de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses.

O IGP-M é formado pelo IPA, IPC e INCC, com pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente, e é usado como referência em contratos de aluguel, tarifas públicas e contratos de prestação de serviços. Para proprietários, inquilinos e investidores em imóveis, a divergência entre indicadores reforça a importância de observar qual índice está previsto em contrato e qual métrica está sendo usada para avaliar o mercado.

Preços anunciados e Selic completam o cenário

Outra régua do setor, o Índice FipeZAP de Locação Residencial, mede preços anunciados, e não contratos efetivamente pagos. Em junho de 2026, o indicador registrou alta de 0,81% e acumulou 5,24% no primeiro semestre em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais.

Segundo o FipeZAP, a alta de 0,81% em junho superou o IPCA do mês, de 0,16%, e o IGP-M de junho, de -0,50%. Já no cenário de juros, o Banco Central informou que o Copom reduziu a meta da Selic para 14,00% ao ano na reunião de 5 de agosto de 2026, com vigência a partir de 6 de agosto de 2026.

Próximo dado do IVAR no Brasil

A próxima divulgação do IVAR, referente a agosto de 2026, está marcada para 08/09/2026. Até lá, o dado de julho deixa um retrato claro: os aluguéis residenciais medidos por contratos aceleraram no Brasil, com alta em todas as capitais pesquisadas, liderança mensal de Porto Alegre e maior avanço anual em Belo Horizonte.

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