nr1.lat Blog
Bastidores Brasil

Brasil: Sóstenes declara R$ 500 mil em espécie ao TSE

Líder do PL informou patrimônio de R$ 600 mil, com dinheiro atribuído à venda de imóvel; PF apura origem de valores apreendidos.

Ouça esta matéria Leitura automática · voz natural
Velocidade
Ver comentários dos leitores

O deputado federal Sóstenes Silva Cavalcante, do PL-RJ, declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 600.000,00 no registro de candidatura de 2026, sendo R$ 500.000,00 em dinheiro em espécie e R$ 100.000,00 em um terreno em Brasília. O dado consta dos arquivos oficiais de bens de candidatos do TSE e ganhou relevância porque a Polícia Federal apura a origem de valores em espécie apreendidos em imóvel ligado ao parlamentar.

Sóstenes aparece no portal da Câmara dos Deputados como deputado federal titular em exercício no mandato de 2023 a 2027 e líder do Partido Liberal desde 01/02/2025. No cadastro eleitoral de 2026, ele consta como candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, número 2277, pelo PL, conforme arquivo oficial de candidaturas gerado em 05/08/2026 às 16:30:07.

Declaração ao TSE no Brasil inclui dinheiro vivo e imóvel

No arquivo de bens de candidatos de 2026, Sóstenes declarou dois itens. O principal é de R$ 500.000,00, classificado como “Dinheiro em espécie - moeda nacional”. A descrição oficial informa que os valores corresponderiam ao preço ajustado pela venda de uma casa, vinculada a transação comercial registrada em escritura pública e contrato particular de compra e venda.

O segundo bem declarado é um terreno de R$ 100.000,00. A descrição no TSE identifica o lote 49, conjunto E, no Condomínio Jardim de Itaipu, no setor de condomínios do bairro Jardim Botânico, em Brasília. Somados, os dois bens chegam ao total de R$ 600.000,00.

O Metrópoles publicou em 28/07/2026 que o parlamentar havia declarado R$ 500 mil em dinheiro vivo e patrimônio total de R$ 600 mil, com o restante correspondente ao terreno em Brasília. A informação reforçou a conexão entre a declaração patrimonial e a investigação sobre a origem de dinheiro em espécie.

Mercado imobiliário e venda de imóvel entram no centro da apuração

Segundo a CNN Brasil, a Polícia Federal investiga se aliados de Sóstenes forjaram documentos relacionados à venda de um imóvel para justificar quase R$ 470 mil encontrados em espécie na casa do parlamentar em dezembro de 2025. A versão investigada envolve a venda de um imóvel de Sóstenes em Ituiutaba, Minas Gerais, por R$ 500 mil a Thiago Ferreira de Paula em novembro de 2025.

A CNN Brasil também informou que a PF apontou indícios de incompatibilidade financeira do comprador. Outro ponto citado pela reportagem é que a comunicação da venda ao cartório teria ocorrido em 30/12/2025, depois da apreensão do dinheiro pela Polícia Federal.

nr1.lat — encontre o proprietário e os débitos de qualquer imóvel cadastrado

Em 01/07/2026, o SBT News publicou que a PF havia apreendido R$ 468,7 mil em espécie em dezembro de 2025 em imóvel ligado a Sóstenes. Segundo a reportagem, PF e PGR afirmaram, na decisão que autorizou a Operação Galho Fraco II, que a origem desse dinheiro ainda não havia sido comprovada.

Histórico de bens declarados mostra variação patrimonial

Os dados oficiais do TSE mostram que, em 2022, Sóstenes declarou dois depósitos bancários em conta corrente no país: um de R$ 605,01 e outro de R$ 4.321,75. O total oficial de bens naquele ano foi de R$ 4.926,76.

Em 2018, a declaração ao TSE era maior: um veículo Hyundai Tucson GLS 2011/2012 de R$ 122.000,00 e dois depósitos bancários na Caixa Econômica Federal, de R$ 12.565,22 e R$ 124,26. O total declarado naquele ano foi de R$ 134.689,48.

Investigação envolve cota parlamentar e lavagem de dinheiro

A decisão da PET 14918/DF, assinada por Flávio Dino em 11/12/2025, determinou busca e apreensão e afastamento de sigilo bancário no período de 02/05/2018 a 06/12/2024. O caso apura suspeitas de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro ligadas à cota parlamentar.

Até aqui, os documentos públicos mostram duas frentes que se cruzam: de um lado, a declaração eleitoral de R$ 500 mil em espécie atribuídos à venda de imóvel; de outro, a apuração da PF sobre a origem de dinheiro vivo apreendido anteriormente. Para o mercado imobiliário e para o debate sobre transparência patrimonial no Brasil, o caso evidencia a importância de registros formais, documentação verificável e rastreabilidade financeira em transações com imóveis.

#Brasil#Sóstenes Cavalcante#imóveis#mercado imobiliário#dinheiro em espécie#TSE#Polícia Federal#patrimônio declarado

Fontes

Compartilhar Facebook X Telegram

Comentários

Carregando comentários…

Entre para participar

Cadastre-se para comentar, responder e curtir.