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Imóveis sobem em 49 cidades no Brasil, mas perdem da inflação

FipeZAP avança 0,46% em julho, mas alta acumulada de 2026 fica abaixo da inflação ao consumidor usada no informe.

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O preço de venda de imóveis residenciais no Brasil voltou a subir em julho de 2026, segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial. O indicador avançou 0,46% no mês, praticamente repetindo a variação de junho, de 0,45%, e registrou alta em 49 das 56 cidades monitoradas.

O resultado mensal ficou acima do IPCA-15 de julho, que foi de 0,06%, conforme divulgação do IBGE em 28 de julho de 2026, e contrastou com a queda de 1,16% do IGP-M informada pela FGV IBRE em 30 de julho. Ainda assim, no acumulado de janeiro a julho, o mercado imobiliário residencial mostra um paradoxo: o FipeZAP subiu 2,89%, abaixo da inflação ao consumidor de 3,43% usada no informe.

Mercado imobiliário no Brasil: alta mensal se espalha pelas cidades

O levantamento do FipeZAP cobre 56 cidades brasileiras e utiliza informações de anúncios de imóveis residenciais veiculados na internet. Em julho de 2026, a alta foi disseminada: 49 cidades tiveram valorização mensal. Entre as 22 capitais acompanhadas, 18 registraram aumento nos preços de venda.

Vitória liderou a alta mensal entre as capitais, com avanço de 1,56%. Na sequência apareceram Recife, com 1,19%, Aracaju, com 1,17%, e Manaus, com 1,08%. O movimento, portanto, não ficou restrito a um único eixo regional, alcançando capitais de diferentes partes do país.

Quatro capitais, porém, caminharam na direção oposta em julho. Campo Grande teve queda de 0,64%, Porto Alegre recuou 0,32%, Belo Horizonte caiu 0,20% e Maceió teve baixa de 0,04% nos preços de venda residencial.

Imóveis valorizam em 2026, mas abaixo da inflação ao consumidor

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Índice FipeZAP subiu 2,89%. O desempenho ficou abaixo da inflação ao consumidor usada pelo próprio informe, de 3,43%, calculada com o IPCA acumulado até junho acrescido da prévia de julho pelo IPCA-15.

Na comparação com o IGP-M, o quadro é diferente. O FipeZAP acumulado no ano superou o índice da FGV IBRE, que registrou alta de 2,08% no mesmo período. Isso significa que a leitura sobre ganho real depende do parâmetro de inflação usado: frente à inflação ao consumidor, os imóveis perderam; frente ao IGP-M, avançaram.

Mesmo com esse desempenho abaixo da inflação ao consumidor, a valorização foi quase generalizada em 2026. Das 56 cidades monitoradas, 55 tiveram alta nos preços residenciais no acumulado do ano.

Capitais com maior valorização acumulada

Entre as capitais, Vitória também liderou a alta acumulada de janeiro a julho, com 8,82%. Em seguida vieram Manaus, com 8,43%, Aracaju, com 7,00%, Salvador, com 6,73%, e Florianópolis, com 5,50%.

Porto Alegre foi a única capital com queda no acumulado de 2026, com variação negativa de 0,43%. O dado reforça que, embora o mercado imobiliário tenha mostrado avanço amplo no país, os resultados locais seguem bastante distintos.

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FipeZAP supera inflação em 12 meses no Brasil

Na janela de 12 meses encerrada em julho de 2026, o Índice FipeZAP acumulou alta de 5,46%. Nesse recorte mais longo, o indicador superou tanto a inflação ao consumidor usada no informe, de 4,43%, quanto o IGP-M, de 2,76%.

Todas as 56 cidades monitoradas tiveram valorização residencial em 12 meses. Entre as capitais, Salvador liderou o avanço, com 11,27%, seguida por Manaus, com 10,64%, Fortaleza, com 9,71%, Vitória, com 9,41%, e Aracaju, com 9,14%.

Os dados mostram uma diferença importante entre o curto e o médio prazo. Em julho, a alta mensal foi superior ao IPCA-15 e ao IGP-M. No acumulado do ano, perdeu da inflação ao consumidor. Em 12 meses, voltou a apresentar ganho acima dos dois índices de referência citados no informe.

Preço médio dos imóveis chega a R$ 9.900/m²

O preço médio nacional de venda residencial medido pelo FipeZAP em julho de 2026 foi de R$ 9.900 por metro quadrado. Entre os tipos de imóveis, as unidades de um dormitório tiveram o maior preço médio, de R$ 12.123/m², enquanto as unidades de dois dormitórios apresentaram o menor valor, de R$ 8.886/m².

Entre as capitais, Vitória teve o maior preço médio em julho, com R$ 15.448/m². Florianópolis apareceu em segundo lugar, com R$ 13.461/m², seguida por São Paulo, com R$ 12.099/m², Curitiba, com R$ 11.761/m², e Rio de Janeiro, com R$ 11.131/m².

Na outra ponta, Aracaju registrou o menor preço médio entre as capitais listadas no informe, com R$ 5.764/m². A diferença entre os valores médios das capitais ajuda a explicar por que o mercado imobiliário brasileiro precisa ser analisado cidade a cidade, mesmo quando o indicador nacional aponta uma tendência de alta.

Inflação, IGP-M e leitura para o mercado imobiliário

O IPCA-15 de julho de 2026 foi de 0,06%, segundo o IBGE. A divulgação também apontou alta acumulada de 3,51% em 2026 e de 4,52% em 12 meses para o IPCA-15.

Já o IGP-M caiu 1,16% em julho de 2026, após queda de 0,50% em junho, conforme a FGV IBRE. Com o resultado de julho, o índice acumulou alta de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses.

Para compradores, vendedores e investidores, o retrato de julho sugere um mercado de imóveis ainda aquecido em várias praças, mas sem uma valorização homogênea em termos reais no acumulado de 2026. A alta existe, é ampla e aparece na maioria das cidades; o ponto central é que, no ano, ela ainda não foi suficiente para superar a inflação ao consumidor considerada pelo FipeZAP.

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