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Greve da Caixa no Brasil: corretor tem mais de 20 comissões pendentes

Relato expõe atraso na renda de profissionais do mercado imobiliário; Caixa afirma que mantém a contratação de financiamentos habitacionais.

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A greve da Caixa, iniciada em 10 de setembro de 2026, afetou o recebimento de comissões no mercado imobiliário no Brasil. Em reportagem publicada pela Exame em 22 de setembro, o corretor Alex Souza relatou mais de 20 comissões pendentes porque compradores não haviam conseguido concluir a assinatura dos financiamentos. O número corresponde ao caso individual do entrevistado.

O problema aparece principalmente em operações do segmento econômico, incluindo o Minha Casa, Minha Vida. Nesses negócios, a conclusão do financiamento integra uma sequência de etapas que antecede o pagamento aos profissionais envolvidos na venda dos imóveis, segundo a reportagem da Exame de 22 de setembro.

Por que a greve da Caixa adia comissões de imóveis

Alisson Souza, superintendente de vendas ouvido pela publicação, descreveu o caminho até o recebimento: conclusão do financiamento, repasse bancário, autorização da incorporadora, emissão da nota fiscal e enquadramento no calendário de pagamentos da empresa. Assim, a assinatura do contrato não é a última etapa para liberar a comissão.

Na estimativa do entrevistado, uma semana de paralisação pode gerar de 30 a 40 dias de atraso no recebimento, dependendo da data do repasse e do calendário da incorporadora. O intervalo não representa uma média nacional. A mesma reportagem registra que gerentes e coordenadores remunerados por comissões também podem ter pagamentos adiados.

Minha Casa, Minha Vida e alto padrão têm relatos distintos

Os depoimentos disponíveis mostram efeitos diferentes conforme a operação. Em reportagem da Exame publicada em 17 de setembro, o corretor Davi Sacramento relatou atrasos de um ou dois dias nos processos, especialmente nos ligados ao Minha Casa, Minha Vida. Até aquele momento, afirmou não ter perdido negócios.

João Vítor Lanzilotti, que atende principalmente compradores de alto padrão, descreveu impacto limitado. Ele associou essa situação ao uso de recursos próprios, ao parcelamento com vendedores ou à contratação de financiamento em outros bancos. Os relatos retratam experiências específicas, sem estabelecer uma medida única do efeito da greve sobre o mercado imobiliário brasileiro.

Caixa diz manter o financiamento imobiliário

Na resposta publicada em 17 de setembro, a Caixa afirmou que continuava contratando financiamentos habitacionais e que os correspondentes permaneciam em atividade. O banco citou o fluxo Nato Digital, com envio de documentos e assinaturas com certificado, além do WhatsApp e do aplicativo Habitação Caixa.

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Naquela ocasião, a instituição declarou não ter recebido da área responsável informações sobre impactos no segmento nem dados de contratos atrasados. A manifestação antecede a publicação do relato de Alex Souza, em 22 de setembro, e deve ser lida com essa referência temporal.

O impasse da greve da Caixa no Brasil

A paralisação foi convocada por tempo indeterminado após assembleias realizadas em 3 e 4 de setembro. Segundo a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, a Fenae, a proposta inicial do banco havia sido rejeitada em 128 bases sindicais.

Em 21 de setembro, a Exame informou que 102 bases haviam comunicado rejeição a uma nova proposta e 30, aprovação, conforme balanço da Contraf-CUT. O Saúde Caixa estava entre os principais pontos do impasse. Esses números se referem às bases que comunicaram suas decisões, não à quantidade de contratos imobiliários afetados.

Mediação anunciada e pagamentos ainda em espera

Em atualização de 23 de setembro, às 11h18, a Fenae informou que a greve chegava ao 14º dia e que o Ministério Público do Trabalho havia recorrido ao Tribunal Superior do Trabalho. A entidade anunciou uma audiência de mediação pré-processual para as 14h30 daquele dia, esclarecendo que ainda não se tratava de dissídio coletivo. A publicação não apresentava o resultado da audiência.

Para os profissionais citados nas reportagens, o efeito sobre a renda depende tanto do andamento do financiamento quanto das etapas posteriores de pagamento. O caso das mais de 20 comissões pendentes evidencia essa espera, mas as fontes consultadas não permitem quantificar quantos corretores ou contratos foram afetados no Brasil.

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Fontes

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