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Crescimento urbano Rio De Janeiro

Centro do Rio captura 58% da ocupação corporativa

Escritórios no Rio de Janeiro têm melhor 1º semestre em quatro anos, com queda da vacância e avanço do Centro no mercado imobiliário.

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O Centro concentrou 58% de toda a absorção bruta de escritórios corporativos no Rio de Janeiro entre janeiro e junho de 2026, segundo dados inéditos do Research Lab da CBRE publicados pelo Diário do Rio em 30 de julho de 2026. No período, a cidade ocupou 100 mil m² de escritórios corporativos, volume 4% superior ao registrado no 1º semestre de 2025.

O movimento ajudou o mercado imobiliário corporativo carioca a fechar o melhor primeiro semestre em quatro anos. De acordo com o mesmo levantamento atribuído à CBRE, a vacância caiu para 24,8% no mercado geral e para 22,3% nos edifícios Classe A e A+, os menores patamares observados na década.

Mercado imobiliário no Rio de Janeiro reduz vacância

A recuperação aparece também em outros levantamentos do setor. A JLL registrou vacância de 25,3% no mercado corporativo do Rio de Janeiro no 2º trimestre de 2026, o menor nível em 11 anos. Segundo a consultoria, a área disponível somava 472 mil m² no período.

Embora os percentuais variem conforme a metodologia e o recorte de cada pesquisa, os relatórios apontam na mesma direção: há redução da ociosidade e retomada gradual da ocupação dos imóveis corporativos. A Buildings, em publicação de 17 de julho de 2026, informou que a absorção líquida de escritórios corporativos Classes A e A+ no Rio alcançou 20,7 mil m² no 2º trimestre de 2026.

A Buildings também registrou queda da vacância de escritórios Classes A e A+ de 25,6% para 24,5% no 2º trimestre de 2026. O mesmo indicador era de 35,3% no 4º trimestre de 2023, o que reforça a leitura de recuperação em relação ao patamar anterior.

Centro lidera imóveis corporativos no Rio de Janeiro

O Centro aparece como principal vetor dessa retomada. A JLL afirmou que a região permaneceu como a mais ativa do mercado corporativo carioca no 2º trimestre de 2026, concentrando 9 das 10 maiores transações do período, com destaque para o complexo Ventura Corporate.

O retrato da Cushman & Wakefield também reforça a centralidade da região. No relatório Office Q2 2026, a consultoria registrou vacância de 24,44% no mercado Classe A do CBD do Rio de Janeiro e aluguel pedido médio de R$ 79,11/m²/mês.

No mesmo levantamento, a absorção líquida do mercado de escritórios Classe A do CBD foi positiva em 15.186 m² no 2º trimestre de 2026, acima do resultado do trimestre anterior. Dentro desse recorte, o Centro teve absorção líquida de 17.572 m², enquanto Porto apresentou absorção líquida negativa de 2.386 m².

Transações no Centro e perfil da demanda

A Cushman & Wakefield informou ainda que todas as transações do 2º trimestre de 2026 ocorreram no Centro e somaram 22.971 m² de áreas transacionadas. A demanda foi liderada por tecnologia da informação, com 10.232 m², seguida pelo setor financeiro, com 8.252 m².

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Esses dados ajudam a explicar por que a região central voltou a ganhar peso no debate sobre imóveis corporativos no Rio de Janeiro. A concentração das maiores transações, a absorção líquida positiva e a queda da vacância indicam uma recomposição de ocupação em edifícios de maior padrão, sobretudo no recorte Classe A.

Orla tem baixa vacância, mas Centro concentra negócios

A retomada não se limita ao Centro. Segundo a JLL, o submercado Orla tinha vacância de 5,5% no 2º trimestre de 2026, o menor nível em 17 anos, além de valorização de preço de 14,6% no trimestre.

A diferença está no papel de cada região dentro do mercado corporativo. Enquanto a Orla aparece com baixa disponibilidade e valorização, o Centro concentra a atividade transacional mais relevante reportada pelas consultorias no período. Para empresas em busca de áreas maiores, esse volume de imóveis disponíveis e transacionados torna a região central um ponto de atenção.

Reviver Centro amplia contexto urbano

A recuperação dos escritórios ocorre em paralelo a iniciativas públicas voltadas à região central. A Prefeitura do Rio informa que o Reviver Centro é um programa para incentivar moradia no Centro e recuperar urbanística, cultural, social e economicamente a área.

O relatório mensal do Reviver Centro com data de referência de 5 de fevereiro de 2026 registrou 67 licenças emitidas entre julho de 2021 e janeiro de 2026. Essas licenças correspondiam a 7.415 unidades totais, sendo 7.335 residenciais e 80 não residenciais.

Em 9 de julho de 2026, a Prefeitura sancionou a Lei Complementar nº 301, ligada ao projeto Praça Onze Maravilha. Na ocasião, informou que projetos de construção, retrofit ou reconversão com processos abertos até 30 de junho de 2026 dentro do Reviver Centro teriam direitos preservados.

O que os dados indicam para o mercado corporativo

O conjunto dos levantamentos mostra que o Rio de Janeiro entrou em 2026 com melhora nos principais indicadores de ocupação de escritórios. O Centro, em especial, capturou a maior fatia da absorção bruta no 1º semestre e concentrou transações relevantes no 2º trimestre.

Para o mercado imobiliário, a queda da vacância reduz a pressão sobre imóveis corporativos ociosos e recoloca a região central no centro das decisões de empresas, proprietários e investidores. O desafio, agora, é observar se a combinação entre ocupação corporativa, projetos de retrofit, reconversão e incentivo à moradia manterá a recuperação ao longo dos próximos trimestres.

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