Aracaju lidera alta do aluguel entre capitais, com 22,72%
FipeZAP mostra avanço acima da média nacional em maio de 2026, mas aluguel médio da capital sergipana ainda fica abaixo do índice.







Aracaju registrou a maior alta anual do aluguel residencial entre as capitais monitoradas pelo Índice FipeZAP de Locação Residencial em maio de 2026. A capital sergipana acumulou avanço de 22,72% em 12 meses, acima da média nacional do índice, de 8,68%, e também acima do IPCA, de 4,72%, e do IGP-M, de 1,95%, no mesmo período.
O dado coloca Aracaju no centro do debate sobre o mercado imobiliário de locação: a cidade combina aceleração forte dos preços pedidos com um valor médio ainda relativamente baixo. Em maio de 2026, o aluguel residencial médio ficou em R$ 36,62 por metro quadrado, abaixo da média de R$ 53,35 por metro quadrado das 36 cidades acompanhadas pelo índice.
Aluguel em Aracaju sobe acima do FipeZAP, IPCA e IGP-M
No acumulado de janeiro a maio de 2026, Aracaju também liderou entre as capitais acompanhadas, com alta de 15,24% no aluguel residencial. No mesmo intervalo, o Índice FipeZAP acumulou 4,40%, o IPCA avançou 3,20% e o IGP-M subiu 3,79%.
O movimento foi forte também no recorte mensal. Em maio de 2026, os aluguéis residenciais em Aracaju avançaram 3,57%, contra alta média de 0,85% do FipeZAP, 0,58% do IPCA e 0,84% do IGP-M.
O FipeZAP monitora preços de locação de apartamentos prontos com base em anúncios veiculados na internet. O indicador mede preços pedidos para novos aluguéis e não incorpora reajustes de contratos vigentes, o que delimita sua leitura: ele mostra a pressão nas ofertas disponíveis, não necessariamente o reajuste aplicado a todos os inquilinos.
Mercado imobiliário ainda tem aluguel médio abaixo da média
Apesar da liderança na alta, Aracaju segue entre as capitais com aluguel médio mais baixo no levantamento. Entre as capitais listadas, apenas Campo Grande, com R$ 31,45 por metro quadrado, e Teresina, com R$ 30,98 por metro quadrado, tinham valores médios menores em maio de 2026.
Esse contraste ajuda a explicar por que a variação percentual chama atenção: o ponto de partida ainda é inferior ao de grande parte das cidades monitoradas. Para quem acompanha imóveis em Aracaju, o dado sugere um mercado em ajuste acelerado, mas ainda com preços médios abaixo da referência geral do índice.
O relatório informa que a amostra de Aracaju em maio de 2026 tinha 581 anúncios de locação residencial. O rental yield residencial estimado para a cidade foi de 0,56% ao mês e 6,70% ao ano, acima da média anual do Índice FipeZAP, de 6,11%.
Bairros de Aracaju mostram pressão forte nos aluguéis
Nos recortes locais mais representativos do índice, algumas áreas tiveram altas anuais muito superiores à média da cidade. Coroa do Meio registrou aluguel médio de R$ 41,7 por metro quadrado e alta anual de 57,7%. Atalaia teve R$ 47,9 por metro quadrado e avanço de 54,3%. Jardins ficou em R$ 47,4 por metro quadrado, com alta anual de 50,6%.
Outros bairros também aparecem com avanço relevante. Luzia registrou R$ 33,0 por metro quadrado e alta anual de 33,7%. Farolândia teve R$ 33,8 por metro quadrado e aumento de 21,3%. Grageru marcou R$ 29,6 por metro quadrado, com alta de 17,3%, enquanto Inácio Barbosa ficou em R$ 32,1 por metro quadrado e avanço de 10,4%.
Aracaju em contexto: população, economia e turismo
Os dados do IBGE ajudam a dimensionar o mercado local. Aracaju tinha 602.757 habitantes no Censo 2022 e população estimada de 630.932 pessoas em 2025. A área territorial era de 182,163 quilômetros quadrados em 2025, com densidade demográfica de 3.308,89 habitantes por quilômetro quadrado em 2022. O PIB per capita foi de R$ 36.983,19 em 2023.
Outro vetor de contexto é o turismo. Segundo a Prefeitura de Aracaju, o setor injetou mais de R$ 375 milhões na economia local em 2025, alta de 24,3% sobre 2024. No mesmo ano, o Aeroporto Internacional Santa Maria registrou 1,37 milhão de passageiros, crescimento de 7,1% ante 2024.
A administração municipal também informou que o turismo gerou mais de mil novos empregos formais em 2025 e totalizou quase 18 mil carteiras assinadas nas atividades características do setor. Entre julho e dezembro de 2025, o saldo foi de 645 novos postos.
Contraponto entre capitais reforça diferença regional
O desempenho de Campo Grande mostra que a alta não foi uniforme entre as capitais. A cidade teve queda anual de 4,91% nos aluguéis residenciais até maio de 2026, embora tenha acumulado alta de 11,58% em 2026 e preço médio de R$ 31,45 por metro quadrado.
Para investidores, proprietários e locatários, a leitura central é de atenção ao ritmo. Aracaju lidera a alta anual e a alta acumulada no ano entre capitais acompanhadas, mas ainda parte de um aluguel médio inferior à média do FipeZAP. A combinação torna a capital sergipana um caso relevante para acompanhar no mercado imobiliário residencial em 2026.



























