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Crescimento urbano Centro Oeste

Centro-Oeste ocupa 2 pódios no alto padrão imobiliário

IDI Brasil do 1º trimestre de 2026 põe Brasília em 1º e Goiânia em 3º entre 81 cidades no segmento de alto padrão.

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O Centro-Oeste passou a ocupar duas das três primeiras posições nacionais no mercado imobiliário de alto padrão no 1º trimestre de 2026. Segundo o IDI Brasil/Sienge-CV CRM, Brasília liderou o ranking do segmento, com nota 0,880, São Paulo ficou em 2º lugar, com 0,857, e Goiânia avançou para a 3ª posição, com 0,750.

O recorte de alto padrão usado pelo índice considera famílias com renda superior a R$ 24 mil e imóveis a partir de R$ 811 mil. O levantamento cobre 81 cidades brasileiras, com representantes de todas as regiões do país e do Distrito Federal.

Centro-Oeste ganha força no mercado imobiliário de alto padrão

O resultado colocou Brasília e Goiânia, duas cidades do Centro-Oeste, no pódio nacional do alto padrão, enquanto São Paulo foi a única representante do Sudeste entre as três primeiras posições. O próprio relatório afirma que a presença de Brasília em 1º e Goiânia em 3º “reduz a concentração histórica do eixo Sul-Sudeste no topo do alto padrão”.

Brasília confirmou a liderança que já havia alcançado no 4º trimestre de 2025. A capital federal tinha aparecido em 5º lugar no 3º trimestre de 2025, subiu para 1º no 4º trimestre e manteve a ponta no 1º trimestre de 2026. Goiânia, por sua vez, saiu do 4º lugar no 4º trimestre de 2025 para o 3º no 1º trimestre de 2026, após ter ocupado a 2ª posição no 3º trimestre de 2025.

Como o IDI Brasil mede a atratividade de imóveis

O IDI Brasil foi desenvolvido pelo Ecossistema Sienge e pelo CV CRM, com metodologia do Grupo Prospecta e parceria da CBIC. A escala vai de 0,000 a 1,000, sendo 1,000 o maior score de atratividade.

A metodologia combina seis indicadores: Demanda, Demanda Direta CV CRM, Dinâmica Econômica, Ofertas de Terceiros, Atratividade para Antigos Lançamentos CV CRM e Atratividade para Novos Lançamentos CV CRM. No caso de Brasília, o relatório atribui a liderança no alto padrão ao indicador de Dinâmica Econômica no máximo da escala e à alta velocidade de absorção de estoque.

Brasília e Goiânia também aparecem em outros padrões de imóveis

A força das duas praças não ficou restrita ao topo do mercado. No padrão médio, definido por renda familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil e imóveis entre R$ 575 mil e R$ 811 mil, Goiânia ficou em 3º lugar e Brasília em 4º no 1º trimestre de 2026.

No padrão econômico, que considera renda familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil e imóveis entre R$ 115 mil e R$ 575 mil, Goiânia ficou em 4º lugar e Brasília em 5º no mesmo período. Esses resultados reforçam a presença das duas cidades em diferentes faixas do mercado imobiliário.

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Oferta de imóveis cresce no Centro-Oeste

O contexto regional também mostra expansão da oferta. Levantamento da CBIC/CII, com elaboração da Brain Inteligência Estratégica, registrou 6.799 unidades residenciais lançadas no Centro-Oeste no 1º trimestre de 2026, alta de 38,3% em relação ao 1º trimestre de 2025. Foi o melhor desempenho regional do país nesse comparativo.

No mesmo levantamento, o Centro-Oeste vendeu 6.199 unidades residenciais no 1º trimestre de 2026, crescimento de 10,9% frente ao mesmo período de 2025. A oferta final disponível chegou a 26.545 unidades, alta de 14,1% na comparação anual.

O contraste com o quadro nacional ajuda a dimensionar o movimento. No Brasil, a CBIC/CII registrou 97.802 unidades residenciais lançadas no 1º trimestre de 2026, queda de 4,9% em relação ao 1º trimestre de 2025. As vendas nacionais somaram 110.722 unidades, alta de 4,1%, e o VGV de vendas chegou a R$ 65,9 bilhões, valor atualizado pelo INCC-DI e 0,5% acima do 1º trimestre de 2025.

Preços anunciados em Brasília, Goiânia e São Paulo

O Índice FipeZAP de maio de 2026, que monitorou preços anunciados de venda residencial em 56 cidades brasileiras, registrou alta média de 0,42% no mês. Entre as três cidades no pódio do alto padrão, São Paulo teve o maior preço médio anunciado, de R$ 12.045/m².

Brasília apareceu com preço médio anunciado de R$ 10.085/m², e Goiânia, com R$ 8.280/m². Em 12 meses até maio de 2026, a variação dos preços residenciais anunciados foi de +5,32% em Goiânia, +5,10% em Brasília e +4,23% em São Paulo.

Renda regional ajuda a explicar o pano de fundo

Outro dado relevante para o pano de fundo econômico vem do IBGE. Em 29 de maio de 2026, o instituto divulgou que o rendimento nominal mensal domiciliar per capita do Centro-Oeste foi de R$ 2.772 em 2025, acima da média nacional de R$ 2.316.

O Coeficiente de Desequilíbrio Regional do Centro-Oeste foi 1,00 em 2025, segundo cálculo do IBGE com base na PNAD Contínua. Com Brasília no topo e Goiânia no 3º lugar do IDI Brasil, o 1º trimestre de 2026 marca um avanço do Centro-Oeste no mapa de atratividade dos imóveis de alto padrão.

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