Só duas cidades no Brasil têm m² abaixo de R$ 5 mil no FipeZAP
Pelotas e São Vicente ficam abaixo de R$ 5 mil/m² no Índice FipeZAP de maio; Itapema e Balneário Camboriú passam de R$ 15 mil/m².







Apenas duas cidades brasileiras monitoradas pelo Índice FipeZAP de Venda Residencial apareceram, em maio de 2026, com preço médio de imóveis abaixo de R$ 5.000 por metro quadrado. No recorte de 56 cidades acompanhadas pelo levantamento, Pelotas (RS) registrou R$ 4.464/m² e São Vicente (SP), R$ 4.996/m².
O dado, apurado no informe de maio do FipeZAP e divulgado também por BOL/UOL, mostra a distância entre mercados imobiliários urbanos no Brasil. Na outra ponta do ranking, Itapema (SC) chegou a R$ 15.226/m² e Balneário Camboriú (SC) a R$ 15.215/m², as únicas cidades acima de R$ 15.000/m² no levantamento.
Mercado imobiliário no Brasil: só Pelotas e São Vicente ficam abaixo de R$ 5 mil/m²
O Índice FipeZAP de Venda Residencial é desenvolvido pela Fipe e pelo Grupo OLX/Zap/Viva Real/OLX. A base do levantamento são anúncios de imóveis residenciais veiculados na internet, o que delimita o alcance da leitura: trata-se das 56 cidades monitoradas pelo índice, e não de todos os municípios do Brasil.
Dentro desse universo, Pelotas ocupou o menor patamar de preço médio, com R$ 4.464/m². São Vicente veio logo acima, com R$ 4.996/m², praticamente no limite da faixa de R$ 5.000 por metro quadrado. As duas foram as únicas cidades listadas abaixo desse valor em maio de 2026.
A cidade imediatamente acima da barreira de R$ 5.000/m² foi Betim (MG), com R$ 5.035/m². Em seguida apareceram São Leopoldo (RS), com R$ 5.168/m², e Ribeirão Preto (SP), com R$ 5.254/m².
Ranking de imóveis expõe distância entre cidades brasileiras
A comparação com o topo do ranking evidencia o tamanho da diferença nominal entre os mercados. Itapema, com R$ 15.226/m², ficou R$ 10.762/m² acima de Pelotas, que registrou R$ 4.464/m². Balneário Camboriú, com R$ 15.215/m², ficou R$ 10.219/m² acima de São Vicente, que registrou R$ 4.996/m².
Essas distâncias ajudam a dimensionar como o preço anunciado de venda residencial varia entre cidades acompanhadas pelo mesmo indicador. O contraste é especialmente forte porque as duas cidades catarinenses foram as únicas acima de R$ 15.000/m², enquanto Pelotas e São Vicente foram as únicas abaixo de R$ 5.000/m².
A média ponderada do Índice FipeZAP em maio de 2026 foi de R$ 9.809/m². Pelotas ficou R$ 5.345/m² abaixo dessa média, e São Vicente ficou R$ 4.813/m² abaixo do mesmo parâmetro nacional do índice.
Capitais, média nacional e leitura para o mercado imobiliário
Entre as capitais monitoradas, Aracaju (SE) teve o menor preço médio de venda residencial em maio de 2026, com R$ 5.633/m². O valor ficou acima dos preços de Pelotas e São Vicente, mas abaixo da média ponderada nacional do índice.
O recorte por capitais reforça que a leitura do mercado imobiliário brasileiro exige cuidado com comparações diretas. O FipeZAP reúne cidades de diferentes portes e dinâmicas, sempre a partir de anúncios de venda residencial publicados na internet. Por isso, os números mostram o comportamento dos mercados monitorados pelo índice, sem representar automaticamente todos os imóveis ou todos os municípios do país.
FipeZAP sobe em maio, mas perde ritmo no acumulado de 2026
Além do ranking de preço médio por metro quadrado, o informe de maio registrou alta de 0,42% no Índice FipeZAP. A variação ficou abaixo da leitura de abril de 2026, quando o índice havia subido 0,51%.
No acumulado de 2026 até maio, o FipeZAP avançou 1,96%. O resultado ficou abaixo do IPCA de 3,24% usado no informe e também abaixo do IGP-M/FGV de 3,79% no mesmo período.
Em 12 meses até maio de 2026, porém, o quadro foi diferente: o Índice FipeZAP acumulou alta de 5,59%, acima do IPCA de 4,77% usado no relatório e também acima do IGP-M/FGV de 1,95%.
O que o ranking do FipeZAP indica para quem acompanha imóveis no Brasil
O levantamento de maio mostra um mercado imobiliário com diferenças expressivas de preço entre cidades. No piso do ranking monitorado, Pelotas e São Vicente permaneceram como exceções abaixo de R$ 5.000/m². No topo, Itapema e Balneário Camboriú superaram R$ 15.000/m².
Para compradores, proprietários, investidores e gestores públicos que acompanham imóveis, IPTU e dinâmica urbana, a principal leitura é a heterogeneidade do mercado. O preço médio anunciado por metro quadrado muda de forma relevante conforme a cidade, e a média nacional de R$ 9.809/m² não elimina diferenças locais que, no ranking de maio, passaram de R$ 10 mil por metro quadrado entre as pontas comparadas.



























