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Corretagem de luxo no Brasil teve 30 acima de R$ 1 mi

Pilar informou ao InfoMoney que 30 corretores superaram R$ 1 milhão em 2025, em meio ao avanço dos imóveis de luxo no Brasil.

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A corretagem de imóveis de luxo no Brasil ganhou uma nova vitrine em 2025: a proptech Pilar informou ao InfoMoney que 30 corretores tiveram rendimentos acima de R$ 1 milhão no ano. A reportagem, publicada em 20 de maio de 2026, descreve a migração de ex-executivos para o mercado imobiliário de alto padrão e cita profissionais com passagens por Bunge, Microsoft, Disney, Twitter, Fiesp e Nestlé.

Segundo a empresa, mais de R$ 250 milhões foram distribuídos em comissões desde 2021, ano de fundação da Pilar. O ticket médio das transações da plataforma foi descrito como entre R$ 3 milhões e R$ 3,5 milhões, faixa que ajuda a explicar por que a corretagem de luxo passou a atrair profissionais vindos de carreiras corporativas.

Mercado imobiliário de luxo no Brasil amplia renda potencial

O avanço ocorre em um mercado de alto padrão que também cresceu em volume. Estudo da Brain Inteligência Estratégica obtido pela Forbes Brasil apontou que o mercado residencial de luxo e superluxo nas capitais brasileiras vendeu 10.607 unidades acima de R$ 2 milhões em 2025. Essas vendas movimentaram R$ 52,2 bilhões e representaram crescimento de 35% em relação a 2024.

O recorte de imóveis acima de R$ 2 milhões respondeu por 3,75% das 282.996 unidades residenciais vendidas nas capitais, mas concentrou 29,4% dos R$ 177,7 bilhões negociados no mercado residencial brasileiro em 2025. Na oferta, incorporadoras lançaram 11.696 unidades de luxo e superluxo nas capitais, com potencial de vendas de R$ 58 bilhões e alta de 36% ante 2024.

O Sudeste teve peso central nesse mapa. Nas quatro capitais da região, foram 5.490 vendas de imóveis de luxo e superluxo em 2025, volume superior a metade do total nacional desse recorte, segundo o mesmo levantamento divulgado pela Forbes Brasil.

Comissões milionárias convivem com volatilidade da profissão

O retrato da Pilar mostra a parte mais rentável da atividade, mas a própria reportagem do InfoMoney apresenta um contraste importante. Felipe Abramovay, CEO da Pilar, afirmou que um corretor “mediano” no Brasil costuma ganhar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil por mês, conforme a região e o segmento.

No luxo, Abramovay disse que a renda pode ultrapassar seis dígitos em um único mês. Ao mesmo tempo, classificou a atividade como “extremamente variável” e afirmou que uma venda pode exigir meses de construção até se concretizar. A combinação entre tickets elevados e baixa previsibilidade é o centro do paradoxo: há potencial de renda milionária, mas sem a estabilidade típica de cargos executivos.

Nos dados atribuídos ao CEO, a Pilar fechou 2025 com R$ 3,5 bilhões em VGV, mais de mil transações e crescimento de 85% no número de negócios frente ao ano anterior. Para 2026, a projeção informada é atingir R$ 5 bilhões em vendas.

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Imóveis de alto padrão e dados de ITBI em São Paulo

São Paulo aparece como um dos principais termômetros do mercado imobiliário de luxo no Brasil. Levantamento da Pilar com base em dados de ITBI da Prefeitura de São Paulo, divulgado pela Forbes Brasil, apontou que o segmento residencial acima de R$ 3 milhões movimentou R$ 16,2 bilhões em 2025.

O valor representa alta de 8,7% sobre os R$ 14,95 bilhões registrados em 2024. O mesmo levantamento, divulgado também pelo Mercado & Consumo, apontou 2.579 transações nessa faixa de preço em 2025. Embora o IPTU seja uma referência recorrente na vida dos proprietários de imóveis, os dados citados no levantamento sobre transações vieram da base de ITBI.

Brasil tem centenas de milhares de corretores e imobiliárias

A escala da profissão também ajuda a dimensionar o fenômeno. A reportagem do InfoMoney cita cerca de 700 mil corretores e 74 mil imobiliárias no Brasil, números também informados em notícia do Creci-TO, com base em informações do Sistema Cofeci-Creci. A página institucional “Conheça o COFECI”, consultada em 2026, informa “cerca de 600 mil profissionais” e “70 mil empresas de intermediação”.

A divergência pública nos números não altera a leitura principal: trata-se de uma ocupação ampla, regulada e competitiva. A profissão de corretor de imóveis é regulamentada pela Lei Federal nº 6.530, de 12 de maio de 1978. O Decreto nº 81.871, de 29 de junho de 1978, define que compete ao corretor exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, além de opinar quanto à comercialização imobiliária.

Contexto nacional do mercado imobiliário

O desempenho do luxo se insere em um mercado imobiliário brasileiro que também bateu marcas relevantes em 2025. Segundo CBIC, CII/CBIC, SESI Nacional e Brain Inteligência Estratégica, o país registrou 453.005 unidades lançadas no ano, alta de 10,6% em 12 meses, com VGL de R$ 292,3 bilhões, também 10,6% acima de 2024.

As vendas nacionais subiram 5,4%, de 404,2 mil para 426,2 mil unidades, e o VGV chegou a R$ 264,2 bilhões em 2025, alta de 3,5%. Nesse cenário, a corretagem de luxo aparece como uma ponta de alto valor: menor em quantidade de unidades, mas capaz de concentrar receitas, comissões e competição por clientes de maior renda.

O caso dos 30 corretores acima de R$ 1 milhão em 2025, portanto, não descreve a média da profissão. Ele revela uma faixa específica do mercado imobiliário no Brasil, ligada a imóveis de alto padrão, tickets milionários e ciclos de venda longos. Para quem acompanha transparência, renda e dinâmica urbana, o dado é um sinal de como o luxo passou a reorganizar expectativas dentro da intermediação imobiliária.

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