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Curitiba lidera valorização de imóveis e desafia eixo Rio-SP

IGMI-R mostra alta de 29,57% em 12 meses na capital paranaense, acima de São Paulo e Rio; Centro tem pacote com IPTU e ITBI.

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Curitiba assumiu a liderança nacional de valorização residencial entre as 10 capitais acompanhadas pelo IGMI-R Abecip em abril de 2026. A capital paranaense registrou alta de 1,78% no mês e de 29,57% em 12 meses, segundo levantamento divulgado pela Abecip e calculado em parceria com o IBRE/FGV. No mesmo indicador, o avanço nacional foi de 0,67% em abril, 4,05% no ano e 19,53% no acumulado de 12 meses.

O dado reforça uma mudança relevante no mapa do mercado imobiliário: a maior valorização não ficou concentrada no eixo Rio-São Paulo. No acumulado de 12 meses até abril, Curitiba superou São Paulo, que subiu 16,83%, e Rio de Janeiro, que avançou 14,12%. Também ficaram acima das duas maiores vitrines do país Recife, com 28,69%, Brasília, com 27,46%, e Salvador, com 23,49%.

Curitiba puxa alta dos imóveis no IGMI-R

Na variação mensal de abril de 2026, Curitiba apareceu à frente de Belo Horizonte, com 0,87%, Recife, com 0,86%, Goiânia, com 0,85%, São Paulo, com 0,76%, Fortaleza, com 0,75%, Porto Alegre, com 0,39%, Salvador e Brasília, ambas com 0,31%, e Rio de Janeiro, com 0,13%.

No recorte de 12 meses, a ordem também colocou Curitiba no topo. Depois da capital paranaense vieram Recife, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Fortaleza, Goiânia e Rio de Janeiro. Para investidores e compradores, a leitura é importante porque o IGMI-R não se baseia apenas em anúncios: o índice usa laudos de imóveis financiados pelos bancos.

Mercado imobiliário de Curitiba avança fora do eixo Rio-SP

O primeiro quadrimestre de 2026 confirma que a valorização está distribuída por outras capitais. Nesse período, Recife liderou o IGMI-R, com 8,08%, seguida por Curitiba, com 7,08%, Porto Alegre, com 6,35%, Goiânia, com 5,55%, Brasília, com 4,76%, e Salvador, com 4,68%.

A metodologia do IGMI-R ajuda a explicar por que o indicador é observado pelo mercado imobiliário. Segundo a Abecip, o índice é calculado em parceria com o IBRE/FGV, tem amostra mensal iniciada em janeiro de 2014 e reúne informações de imóveis em mais de 4 mil municípios, a partir de laudos de avaliação de unidades financiadas pelos bancos.

FipeZAP mostra preço anunciado dos imóveis em Curitiba

Outro retrato, o Índice FipeZAP de Venda Residencial de abril de 2026, acompanha preços anunciados em 56 cidades brasileiras. O levantamento registrou alta média de 0,51% no mês, com valorização em 55 das 56 cidades monitoradas e em 21 das 22 capitais contempladas.

Em Curitiba, o FipeZAP trabalhou com amostra de 20.934 anúncios em abril. O preço médio anunciado foi de R$ 11.694 por metro quadrado, com alta mensal de 0,62%, queda acumulada de 0,26% em 2026 e avanço de 5,31% em 12 meses.

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Batel, Bigorrilho e Juvevê concentram preços mais altos

No recorte por bairros de Curitiba, o FipeZAP apontou Batel com preço médio de R$ 17.882 por metro quadrado. Na sequência apareceram Bigorrilho, com R$ 14.272 por metro quadrado, Juvevê, com R$ 13.804 por metro quadrado, Ahú, com R$ 13.156 por metro quadrado, e Água Verde, com R$ 12.316 por metro quadrado.

Os números dialogam com o porte econômico e urbano da capital. Segundo o IBGE Cidades, Curitiba tinha população estimada de 1.830.795 pessoas em 2025, densidade demográfica de 4.078,53 habitantes por quilômetro quadrado em 2022 e PIB per capita de R$ 67.691,30 em 2023.

Financiamento imobiliário e crédito sustentam leitura de investimento

O ambiente de crédito também aparece aquecido nos dados nacionais. Em abril de 2026, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança SBPE somaram R$ 16,98 bilhões no Brasil. O volume representou queda de 8,1% ante março, mas alta de 35,2% ante abril de 2025, sendo o melhor abril da série histórica da Abecip.

No primeiro quadrimestre de 2026, os financiamentos com recursos da poupança SBPE chegaram a R$ 59,4 bilhões, alta de 17,7% sobre o mesmo período de 2025. Foram financiados 180,9 mil imóveis, avanço de 25,3% na mesma comparação. Em abril, a poupança SBPE teve captação líquida positiva de R$ 499 milhões, saldo de R$ 753,8 bilhões e o primeiro resultado mensal positivo de captação no ano.

IPTU, ITBI e Centro entram no radar dos imóveis em Curitiba

Além da valorização medida pelos índices, Curitiba tem uma política municipal voltada à região central. O programa Curitiba de Volta ao Centro foi instituído pela Lei Complementar 150/2025 e regulamentado por cinco decretos em 2026. A iniciativa inclui instrumentos para retrofit de edifícios subutilizados, requalificação de imóveis do patrimônio histórico, novas construções sustentáveis, moradia e usos econômicos estratégicos na Região Central.

O pacote prevê até R$ 133 milhões em incentivos fiscais com vigência até 2032, incluindo IPTU, ITBI e ISS, além de subvenção econômica estimada em R$ 30 milhões para requalificação de imóveis e novos empreendimentos na região central. Em 31 de março de 2026, a Prefeitura de Curitiba também anunciou consulta pública de edital de subvenção econômica de até R$ 10 milhões para custear de 25% a 50% de gastos de obras de revitalização de imóveis no Centro.

O conjunto dos dados mostra Curitiba em posição de destaque no mercado imobiliário residencial em 2026: liderança no IGMI-R em abril e em 12 meses, preços anunciados monitorados pelo FipeZAP, crédito imobiliário nacional em expansão anual e instrumentos municipais que incluem IPTU, ITBI e requalificação urbana. Para quem acompanha investimento em imóveis, a capital paranaense passou a ocupar um lugar central na comparação entre capitais.

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