IFIX desacelera no Brasil e rende 1,46% no 1º semestre
Índice de fundos imobiliários caiu 1,21% em junho e terminou o semestre distante dos 11,12% registrados no mesmo período de 2025.







O IFIX, principal referência dos fundos imobiliários negociados na B3, fechou o primeiro semestre de 2026 com ganho de 1,46% no Brasil. O desempenho ficou bem abaixo dos 11,12% registrados nos seis primeiros meses de 2025, quando o índice teve o melhor primeiro semestre desde 2019, segundo levantamento publicado pelo Money Times.
No último pregão de junho, em 30 de junho de 2026, o índice encerrou em 3.830,59 pontos, com alta diária de 0,31%. Ainda assim, o mês terminou negativo: no acumulado de junho, o IFIX caiu 1,21%, conforme os dados divulgados pelo Money Times e compatíveis com a série diária da B3.
IFIX no Brasil: o que mede o índice de fundos imobiliários
O IFIX é o índice da B3 que mede o desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados em bolsa e balcão organizado. A carteira teórica é formada por FIIs e passa por rebalanceamento periódico, seguindo critérios como liquidez, presença em pregão e limite de participação por fundo, de acordo com explicação da XP/B3.
A série diária da B3 ajuda a dimensionar a perda de fôlego. O IFIX fechou em 3.775,31 pontos em 30 de dezembro de 2025, passou a 3.877,52 pontos em 29 de maio de 2026 e encerrou junho em 3.830,59 pontos. Esses níveis são compatíveis com a alta de 1,46% no semestre e a queda de 1,21% no mês.
Mercado imobiliário financeiro perde ritmo em junho
Dentro de junho de 2026, a B3 registrou um menor fechamento de 3.777,23 pontos e um maior fechamento de 3.860,37 pontos para o IFIX. Depois do encerramento do semestre, o índice aparecia em 3.826,67 pontos em 1º de julho, 3.833,57 pontos em 2 de julho e 3.846,78 pontos em 3 de julho, segundo a mesma consulta da B3.
O retrato é de desaceleração em relação ao ano anterior. Em 2025, a alta de 11,12% no primeiro semestre marcou o melhor resultado para o período desde 2019, conforme a comparação publicada pelo Money Times. Em 2026, o avanço de 1,46% mostra um mercado de FIIs menos acelerado no recorte semestral.
Altas e quedas entre FIIs no último pregão de junho
Entre os fundos imobiliários citados pelo Money Times no pregão de 30 de junho de 2026, o HCTR11 liderou as altas, com valorização de 3,64% e último preço de R$ 16,50. Também avançaram PVBI11, com alta de 2,31% a R$ 73,20, e MCRE11, com ganho de 2,01% a R$ 9,12.
Na ponta negativa, RBRL11 liderou as quedas do mesmo pregão, com baixa de 5,06% e último preço de R$ 74,24. ARRI11 recuou 2,33% a R$ 4,61, enquanto HABT11 caiu 1,78% a R$ 72,67, segundo o levantamento.
Ranking de performance de junho considera cota e proventos
Outro recorte, divulgado pelo Clube FII News, considerou a valorização da cota somada aos proventos em junho de 2026. Nesse ranking, BROF11 apareceu com performance de 18,52%, seguido por CACR11, com 15,02%, HTMX11, com 5,37%, XPIN11, com 3,00%, e PORD11, com 2,37%.
Carteira do IFIX e peso dos principais imóveis listados
A carteira diária do IFIX em 6 de julho de 2026 tinha 107 ativos, quantidade teórica total de 5.501.996.159 cotas e participação total de 100,000%, segundo a B3. Os maiores pesos da composição eram KNCR11, com 7,360%, KNIP11, com 4,751%, BTLG11, com 4,514%, XPML11, com 4,337%, e HGLG11, com 4,069%.
Essa composição mostra a diversidade do índice usado como referência para acompanhar fundos imobiliários no mercado financeiro brasileiro. A presença dos maiores pesos também indica quais FIIs têm maior influência relativa na carteira teórica divulgada pela B3 na data consultada.
Investidores em fundos imobiliários quase dobram em cinco anos
Apesar da desaceleração do IFIX no semestre, a base de investidores em FIIs cresceu nos últimos anos. A B3 informou em 30 de abril de 2026 que o número de pessoas físicas em fundos imobiliários passou de cerca de 1,6 milhão para pouco mais de 3,18 milhões em cinco anos.
Na mesma divulgação, a B3 informou que, em março de 2026, mulheres representavam 26% dos investidores em FIIs e homens, 74%. A região Sudeste concentrava cerca de 1,83 milhão de pessoas físicas investidoras em fundos imobiliários e mais de R$ 113 bilhões em estoque investido.
Selic e inflação entram no radar dos imóveis e FIIs
O desempenho do IFIX ocorreu em um ambiente de juros elevados. Em 6 de julho de 2026, a meta Selic estava em 14,25% ao ano, após a série do Banco Central mostrar 14,50% até 17 de junho e 14,25% a partir de 18 de junho.
No Focus com data de referência de 26 de junho de 2026, a mediana para a Selic no fim de 2026 era 14,00%, com 146 respondentes na base ampla. No mesmo conjunto de expectativas, a mediana para o IPCA de 2026 era 5,3268%, com 148 respondentes.
Para o investidor que acompanha imóveis pela bolsa, o fechamento do semestre deixa uma fotografia clara: o IFIX continuou positivo no acumulado de 2026, mas com avanço modesto, queda em junho e distância expressiva em relação ao forte primeiro semestre de 2025.
Fontes
- Money Times - IFIX acumula queda em junho
- XP/B3 - Saiba o que é o IFIX
- B3 - Série diária IFIX 2026
- B3 - Carteira IFIX em 06/07/2026
- Clube FII News - FIIs com melhor performance em junho de 2026
- B3 - Número de investidores em FIIs quase dobra em cinco anos
- Banco Central do Brasil - SGS série 432 Selic
- Banco Central do Brasil - Focus Selic 2026
- Banco Central do Brasil - Focus IPCA 2026



























