Itaú e Bradesco leiloam 368 imóveis com desconto de até 63%
Oportunidades no mercado imobiliário: pregões em 21 estados têm lances iniciais a partir de R$ 8 mil. Entenda o cenário, as regras e as opções disponíveis.







Os bancos Itaú e Bradesco estão acelerando a venda de ativos retomados e colocaram 368 imóveis em leilões que se encerram nos dias 25 e 26 de maio de 2026. As oportunidades no mercado imobiliário estão espalhadas por 21 estados brasileiros e o Distrito Federal, com lances iniciais variando drasticamente de R$ 8.000 a R$ 2,13 milhões.
A oferta em massa revela um cenário atrativo para investidores e compradores em busca da casa própria, combinando descontos expressivos — que chegam a 63% do valor de avaliação — com os trâmites dos leilões extrajudiciais de propriedades retomadas por inadimplência.
Como funcionam os leilões de imóveis do Itaú
O Itaú concentra a maior parte do volume de ativos ofertados, dividindo sua carteira entre duas empresas leiloeiras renomadas: a Zuk e a Frazão Leilões.
No portal Zuk (evento identificado como Z-36315), o Itaú disponibiliza 151 oportunidades com lances previstos para 26 de maio, a partir das 10h. É neste lote que se encontra o maior abatimento percentual registrado: uma casa de 65 m² em Augusto Corrêa (PA), avaliada em R$ 45,8 mil, mas oferecida com 63% de desconto. No outro extremo, o imóvel de maior valor citado é um galpão no bairro Jacuhy, em Serra (ES), com lance inicial de R$ 2,13 milhões.
Outros destaques nos leilões do Itaú via Zuk incluem:
- Casa em Mariluz (PR) por R$ 81.500;
- Apartamento em Porto Alegre (RS) por R$ 108.400.
Já através da Frazão Leilões, o Itaú oferta uma carteira com 181 imóveis, conduzida pela leiloeira Ana Claudia Carolina Campos Frazão. O encerramento para habilitação ocorre no dia 25 de maio às 15h. A composição desse grupo abrange 69 apartamentos, 97 casas, 7 imóveis comerciais e 8 terrenos.
O menor lance no pregão da Frazão é de R$ 41.800, referente a um apartamento de 55 m² em São Gonçalo (RJ). Para quem busca propriedades de alto padrão ou comerciais, há um prédio de 588 m² de área construída em Feira de Santana (BA), partindo de R$ 1,18 milhão, que ainda conta com 10% de desconto para pagamento à vista.
Lotes do Bradesco: Imóveis a partir de R$ 8 mil
Por sua vez, o banco Bradesco leva 36 imóveis a pregão, todos organizados pelo portal Zuk sob a identificação "evento Z-36307". Os arremates ocorrem no dia 26 de maio, a partir das 11h02.
O grande destaque pelo baixo custo de entrada é um terreno de 360 m² na cidade de Itapoá (SC), que detém o título de menor lance geral entre todos os 368 imóveis anunciados na pesquisa: apenas R$ 8.000. Já o lote de maior valor do banco é uma casa de 340,50 m² de área construída no bairro Santo Agostinho, em Governador Valadares (MG), avaliada em R$ 1,02 milhão, com disputa marcada para as 11h54.
O Bradesco também oferece perfis diversificados de imóveis, como:
- Loja/sala comercial em Barueri (SP) por R$ 230.000;
- Apartamento em Juiz de Fora (MG) por R$ 433.000;
- Casa em Silvânia (GO) com lance inicial de R$ 109.000.
O cenário da inadimplência e a segurança jurídica
A retomada e subsequente oferta de imóveis pelos bancos estão diretamente atreladas ao ambiente de crédito. Dados do Banco Central do Brasil relativos a março de 2026 apontam que a inadimplência no crédito livre para pessoas físicas subiu 1,3 ponto percentual no acumulado de 12 meses, embora tenha registrado uma queda de 0,2 ponto no último mês. No geral, a inadimplência da carteira total do Sistema Financeiro Nacional figurou em 4,3%.
Para quem decide investir nestas oportunidades do mercado imobiliário, o processo possui um arcabouço legal rigoroso. Os leilões obedecem à Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997, que instituiu a alienação fiduciária. A legislação prevê que, consolidada a propriedade por falta de pagamento, o credor promova leilão público para a venda.
A prática, de fato, proporciona segurança jurídica amparada no Supremo Tribunal Federal (STF). Em outubro de 2023, o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 860.631/SP (Tema 982) confirmou que a execução extrajudicial prevista na Lei 9.514/1997 é plenamente compatível com as garantias constitucionais, assegurando que o investidor pode arrematar e tomar posse da propriedade dentro da legalidade.



























