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Leblon lidera ranking de imóveis caros no Brasil a R$ 26,4 mil/m²

Ranking atualizado em 18 de maio mostra top 5 concentrado em Rio, São Paulo e Belo Horizonte; Vitória lidera entre capitais por preço médio.

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O Leblon, no Rio de Janeiro, lidera o ranking nacional de bairros mais caros do Brasil em maio de 2026, com preço médio de R$ 26.446 por metro quadrado e valorização de 6,60% em 12 meses. O levantamento da MySide, atualizado em 18 de maio de 2026, usa dados do Índice FipeZAP de Venda Residencial referentes a abril de 2026.

O topo do mercado imobiliário brasileiro segue concentrado em Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Depois do Leblon, aparecem Ipanema, também no Rio, com R$ 25.819/m² e alta anual de 6,70%; Itaim Bibi, em São Paulo, com R$ 19.569/m² e valorização de 3,40%; Pinheiros, em São Paulo, com R$ 18.295/m² e alta de 1,70%; e Savassi, em Belo Horizonte, com R$ 18.277/m² e avanço de 6,90%.

Ranking de imóveis no Brasil tem Rio, São Paulo e BH no top 5

O recorte dos cinco bairros mais caros reúne dois endereços do Rio de Janeiro, dois de São Paulo e um de Belo Horizonte: Leblon, Ipanema, Itaim Bibi, Pinheiros e Savassi. A distância nominal entre os dois primeiros colocados é de R$ 627/m², calculada a partir dos valores divulgados no ranking.

Em São Paulo, a diferença entre Itaim Bibi e Pinheiros chega a R$ 1.274/m². Já entre Pinheiros e Savassi, a disputa é praticamente empatada em termos nominais: a diferença é de R$ 18/m², com o bairro paulistano à frente do representante de Belo Horizonte.

Top 10 dos bairros mais caros amplia presença de Vitória

Depois da Savassi, o ranking nacional traz Enseada do Suá, em Vitória, com R$ 18.028/m² e alta anual de 25,40%; Batel, em Curitiba, com R$ 17.882/m² e valorização de 4,80%; Praia do Canto, em Vitória, com R$ 17.553/m² e alta de 15,30%; Jardins, em São Paulo, com R$ 17.504/m² e avanço de 6,50%; e Lagoa, no Rio de Janeiro, com R$ 17.406/m² e alta de 2,00%.

No conjunto dos dez bairros, Rio de Janeiro aparece com Leblon, Ipanema e Lagoa. São Paulo aparece com Itaim Bibi, Pinheiros e Jardins. Vitória entra com Enseada do Suá e Praia do Canto. Belo Horizonte tem Savassi, e Curitiba aparece com Batel.

Vitória lidera capitais, mas fica fora do top 5 de bairros caros

O contraste central do levantamento está em Vitória. Segundo o informe oficial do FipeZAP de abril de 2026, a capital capixaba tinha o maior preço médio residencial entre as 22 capitais monitoradas, com R$ 14.818/m². Ainda assim, seu bairro mais caro no ranking nacional, Enseada do Suá, aparece em sexto lugar, atrás de Leblon, Ipanema, Itaim Bibi, Pinheiros e Savassi.

A sequência de capitais por preço médio em abril começava com Vitória, a R$ 14.818/m², seguida por Florianópolis, a R$ 13.208/m²; São Paulo, a R$ 12.019/m²; Curitiba, a R$ 11.694/m²; Rio de Janeiro, a R$ 10.939/m²; e Belo Horizonte, a R$ 10.663/m². Ou seja, Vitória superava São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte na média da capital, mas não colocava nenhum bairro entre os cinco primeiros do ranking nacional.

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Em Vitória, o FipeZAP registrou amostra de 8.337 anúncios em abril de 2026, variação mensal de 1,48%, alta acumulada no ano de 4,38% e alta em 12 meses de 12,53%. Entre bairros representativos da capital, além de Enseada do Suá e Praia do Canto, aparecem Mata da Praia, a R$ 15.640/m² e alta anual de 2,7%, e Barro Vermelho, a R$ 15.388/m² e alta de 3,4%.

Mercado imobiliário em abril: índice sobe em 55 de 56 cidades

O Índice FipeZAP de Venda Residencial subiu 0,51% em abril de 2026, depois de altas de 0,20% em janeiro, 0,32% em fevereiro e 0,48% em março. A alta mensal ocorreu em 55 das 56 cidades monitoradas e em 21 das 22 capitais contempladas pelo índice.

No conjunto das 56 cidades, o preço médio residencial foi de R$ 9.769/m² em abril de 2026. Em 12 meses, as maiores altas entre capitais no informe foram Fortaleza, com 13,49%; Salvador, com 12,75%; Vitória, com 12,53%; Belém, com 11,36%; e São Luís, com 9,73%.

Como o FipeZAP acompanha preços de imóveis

O Índice FipeZAP calcula variações de preços com amostras de anúncios de imóveis para venda e locação veiculados nos portais do Grupo OLX, incluindo Zap, Viva Real e OLX. Nos índices de venda e locação residencial, a Fipe informa que os resultados acompanham preços de apartamentos prontos em até 56 cidades, incluindo 22 capitais.

Os dados reforçam uma leitura relevante para quem acompanha imóveis no Brasil: a média de uma capital não necessariamente define quais bairros ocupam o topo nacional. Em abril de 2026, Vitória tinha o maior preço médio entre capitais, mas os endereços mais caros do ranking permaneciam concentrados principalmente em Rio de Janeiro e São Paulo, com Belo Horizonte completando o top 5.

Fontes: MySide/FipeZAP, FipeZAP abril de 2026 e Fipe.

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