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Mercado imobiliário Rio De Janeiro

Mansão de R$ 130 mi no Rio expõe luxo imobiliário no Humaitá

Imóvel da família Gouvêa Vieira tem 2.400 m², terreno de 170 mil m², vista para o Corcovado e IPTU anunciado de R$ 1.650.

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Uma mansão no Humaitá, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi colocada à venda por R$ 130 milhões e passou a ocupar uma faixa raríssima do mercado imobiliário carioca. A propriedade é ligada à família Gouvêa Vieira, integrante do antigo bloco de controle do Grupo Ipiranga até a venda da companhia em 2007, segundo o Diário do Rio.

A oferta aparece na Bossa Nova Sotheby’s International Realty como Casa cód. 135328, com 2.400 m² de área construída, 8 dormitórios, 5 suítes e 10 vagas. A divisão do preço pedido pela área construída resulta em aproximadamente R$ 54.167 por m², valor que ajuda a dimensionar o patamar do imóvel dentro do segmento de ultraluxo no Rio de Janeiro.

Mansão no Humaitá tem preço de R$ 130 milhões

O anúncio individual descreve a casa como uma “Propriedade exclusiva no meio do verde”, no Humaitá, com 2.400 m² de área construída e 170.000 m² de terreno. O imóvel fica na parte alta da Rua Davi Campista, ao lado do Hospital do Coração, e tem vista para o Morro do Corcovado, conforme publicado pelo Diário do Rio.

Na busca da Bossa Nova Sotheby’s para casas no Humaitá, aparecem 5 imóveis selecionados. Nesse recorte, a casa cód. 135328 é a oferta mais cara listada. A segunda maior oferta exibida no bairro é a casa cód. 99750, com 810 m², 4 suítes, 4 vagas e preço de R$ 18 milhões.

Imóvel no Rio de Janeiro reúne lazer, apoio e IPTU anunciado

A casa principal reúne 2 salões, 2 salas de almoço e jantar, 2 varandas voltadas para jardim e piscina, 2 lavabos, 5 quartos, 3 banheiros sociais, biblioteca, corredores amplos e escada principal em madeira, de acordo com a descrição da Bossa Nova Sotheby’s.

A estrutura de apoio e lazer inclui 2 cozinhas, 4 casas de caseiro, campo de futebol, quadra de tênis, complexo de apoio com cozinha e banheiro, piscina aquecida com banheiro, galpão com pé-direito duplo e 2 estacionamentos. O anúncio individual informa ainda IPTU de R$ 1.650 para o imóvel.

Preço por m² supera médias do mercado imobiliário carioca

O preço implícito de cerca de R$ 54,2 mil por m² fica aproximadamente 4,9 vezes acima do preço médio residencial do Rio de Janeiro em maio de 2026, que foi de R$ 10.982 por m² no Índice FipeZAP. No mesmo mês, o índice registrou na cidade amostra de 196.694 anúncios, alta mensal de 0,40%, alta acumulada de 1,39% em 2026 e alta de 4,00% em 12 meses.

A comparação também chama atenção diante dos bairros mais caros do Rio no recorte FipeZAP de maio de 2026. O Leblon apareceu com média de R$ 27.068 por m², Ipanema com R$ 25.719 por m² e Lagoa com R$ 17.353 por m². O valor por metro quadrado da mansão do Humaitá é cerca de 2,0 vezes o valor médio do Leblon naquele levantamento.

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Oferta dialoga com o topo dos imóveis de luxo no Rio

O preço de R$ 130 milhões coloca a propriedade entre as residências mais caras atualmente ofertadas no Rio de Janeiro. Há outra oferta pública na cidade no mesmo patamar: uma casa triplex de 6.000 m² de área útil na Rua Visconde de Itaúna, no Jardim Botânico, anunciada pela Villa Ipanema Imóveis sob o código IPA0253.

Esses anúncios mostram como o mercado imobiliário de alto padrão no Rio combina atributos difíceis de replicar: localização na Zona Sul, grandes terrenos, áreas construídas extensas, privacidade, infraestrutura de lazer e vistas associadas à paisagem carioca. No caso do Humaitá, a escala do terreno e a proximidade do Corcovado reforçam o caráter singular da oferta.

Família Gouvêa Vieira e o elo com a antiga Ipiranga

A família Gouvêa Vieira integrou o bloco de controle do Grupo Ipiranga até a venda da companhia em 2007. Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira iniciou sua trajetória na Ipiranga em 1968, empresa da qual seu pai foi um dos acionistas fundadores, trabalhou na companhia por quase 40 anos e foi responsável pela construção do ativo industrial químico e petroquímico vendido em 2007, segundo a Memória da Indústria Firjan.

Em 18 de março de 2007, Ultrapar, Braskem e Petrobras assinaram instrumentos relacionados à compra de ações e à reorganização dos negócios da Ipiranga, conforme decisão da CVM. Naquele ano, a Braskem informou que Petrobras, Grupo Ultra e Braskem concluíram entendimentos para adquirir os negócios do Grupo Ipiranga por cerca de US$ 4 bilhões.

Na divisão anunciada em 2007, o Grupo Ultra ficaria com a rede de distribuição de combustíveis da Ipiranga nas regiões Sul e Sudeste e continuaria operando com a marca Ipiranga; a Petrobras assumiria a rede no Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e Braskem e Petrobras ficariam com os ativos petroquímicos em proporção de 60% e 40%, respectivamente.

Quase duas décadas depois, a mansão do Humaitá funciona como um retrato do ultraluxo residencial carioca: um ativo familiar de grande escala, anunciado em uma das áreas mais valorizadas da cidade, com preço que ultrapassa de longe as médias de venda de imóveis residenciais no Rio de Janeiro.

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