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MCMV recebe R$ 20 bi em crédito no Orçamento do Brasil

Portaria do Planejamento abriu R$ 20,5 bi em crédito suplementar; quase todo o valor vai ao Minha Casa, Minha Vida.

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O Ministério do Planejamento e Orçamento abriu crédito suplementar de R$ 20.503.345.200,00 no Orçamento Fiscal da União, e R$ 20.000.000.000,00 foram destinados ao financiamento de operações de crédito reembolsável no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida. A medida consta da Portaria GM/MPO nº 246, de 19 de junho de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 22 de junho de 2026.

Na prática, o reforço concentra quase todo o crédito adicional em habitação popular no Brasil. Pelos valores da própria portaria, os R$ 20 bilhões do MCMV equivalem a 97,55% do total aberto. A Agência Brasil informou, também em 22 de junho de 2026, que os recursos destinados ao programa têm como objetivo ampliar o atendimento habitacional no país.

Crédito suplementar no Brasil reforça imóveis do Minha Casa, Minha Vida

A portaria foi publicada no DOU, edição 114, seção 1, página 56, pelo Ministério do Planejamento e Orçamento/Gabinete do Ministro. O ato abriu crédito suplementar em favor de diversos órgãos do Poder Executivo Federal e de Encargos Financeiros da União, mas a principal destinação ficou com o Minha Casa, Minha Vida.

No Anexo I, os R$ 20 bilhões aparecem na ação 00XF, descrita como “Financiamento de operações de crédito reembolsável no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida”, com localizador nacional, unidade 71903, Fundo Social - FS, em Encargos Financeiros da União. O ato foi assinado por Bruno Moretti.

Fonte do recurso: Fundo Social e anulação de dotações

A principal origem do crédito suplementar é o superávit financeiro apurado no balanço patrimonial de 2025, no montante de R$ 20.000.000.000,00. Esse valor é dividido em R$ 10.000.000.000,00 de Capitalização do Fundo Social e R$ 10.000.000.000,00 de Destinações do Fundo Social - FS, conforme a portaria publicada no Diário Oficial.

A parcela restante, de R$ 503.345.200,00, decorre de anulação de dotações orçamentárias indicada no Anexo II. O texto do ato cita como base a competência delegada pelo Decreto nº 12.813, de 9 de janeiro de 2026, além de autorizações da Lei nº 15.346, de 14 de janeiro de 2026, e da Lei nº 15.321, de 31 de dezembro de 2025.

Mercado imobiliário e habitação popular no orçamento

Embora o MCMV concentre a maior parte do crédito, a Agência Brasil listou outros destinos do reforço orçamentário: R$ 205,6 milhões para o Fundo Penitenciário Nacional, R$ 56,3 milhões para o Ministério da Agricultura e Pecuária, R$ 45 milhões para o Banco Central, R$ 40 milhões para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e R$ 7 milhões para o Fundo Nacional de Segurança Pública.

O peso do Minha Casa, Minha Vida dentro do crédito suplementar ajuda a explicar a relevância da medida para o mercado imobiliário voltado à habitação popular. O programa financia produção e aquisição de imóveis para famílias enquadradas em faixas de renda, com recursos lastreados em fontes como FGTS e Fundo Social, segundo a página oficial do Ministério das Cidades atualizada em 23 de abril de 2026.

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Quem pode ser atendido pelo MCMV

A página oficial do Minha Casa, Minha Vida informa que o programa atende famílias com renda mensal urbana de até R$ 13.000,00 e renda anual rural de até R$ 134.000,00, conforme a Portaria nº 333, de 30 de março de 2026. A produção e aquisição financiada atende pessoas físicas das Faixas 1, 2 e 3, com renda mensal bruta familiar de até R$ 9.600,00, além de famílias com renda de até R$ 13.000,00 em financiamentos com recursos do FGTS ou do Fundo Social.

Em 15 de abril de 2026, o Ministério das Cidades já havia informado que o Fundo Social ampliaria em R$ 20 bilhões os recursos do Minha Casa, Minha Vida em 2026. Segundo a pasta, isso elevaria o orçamento anual do programa para R$ 45 bilhões nessa fonte e levaria o volume do Fundo Social na habitação desde 2025 a R$ 60 bilhões.

Meta de moradias e prioridade na Faixa 3

Na mesma divulgação de abril, o Ministério das Cidades informou que o MCMV havia alcançado, com um ano de antecedência, 2 milhões de moradias contratadas. A meta, segundo a pasta, foi elevada para 3 milhões até o fim de 2026.

O ministério também informou que os novos recursos do Fundo Social teriam prioridade no financiamento da Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida, voltada a famílias com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil. Esse enquadramento conecta o reforço orçamentário ao financiamento de imóveis para uma faixa específica de renda dentro da política habitacional.

Base legal do Minha Casa, Minha Vida

O Programa Minha Casa, Minha Vida é regido pela Lei nº 14.620, de 13 de julho de 2023. A norma dispõe sobre o programa e define sua finalidade como promover o direito à cidade e à moradia de famílias residentes em áreas urbanas e rurais.

Com a publicação da Portaria GM/MPO nº 246/2026, o Orçamento Fiscal da União passa a registrar um reforço de R$ 20,5 bilhões, dos quais R$ 20 bilhões ficam direcionados ao MCMV. Para a agenda de transparência pública, o ponto central é a concentração do crédito adicional em habitação popular, com origem majoritária no superávit financeiro ligado ao Fundo Social.

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