Operação bloqueia R$ 86 mi em imóveis de luxo em Rio Preto e Olímpia
Polícia Civil mira influenciadora e apura suspeita de lavagem de dinheiro em condomínios de alto padrão no interior de SP.







A Polícia Civil deflagrou na manhã de 25 de maio de 2026 a Operação Destino Oculto para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços situados em condomínios de alto padrão de São José do Rio Preto e Olímpia, no interior de São Paulo. Por decisão judicial, aproximadamente R$ 86 milhões foram bloqueados em contas vinculadas aos investigados, em medida voltada à preservação de ativos e à eventual recuperação patrimonial futura.
A investigação mira uma influenciadora digital de Rio Preto e pessoas ligadas ao núcleo familiar, financeiro e empresarial dela. A suspeita é de lavagem de dinheiro, com possível vínculo a estruturas do crime organizado. Segundo a apuração divulgada pelas fontes consultadas, a movimentação financeira investigada se aproxima de R$ 100 milhões.
Operação em Rio Preto e Olímpia mira condomínios de luxo
As diligências foram conduzidas pelo SECCOLD/DEIC/DEINTER-5 de Rio Preto, unidade apontada como responsável pela operação. Os mandados alcançaram endereços em condomínios de alto padrão nas duas cidades, incluindo, segundo a Gazeta de Rio Preto, o condomínio Damha VI, em Rio Preto, e imóveis em Olímpia ligados a familiares da investigada.
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu cinco veículos de luxo, dinheiro em espécie em reais e dólares, documentos e aparelhos eletrônicos. As buscas também chegaram a um endereço relacionado ao contador da investigada, descrito pela polícia como pessoa ligada à estrutura empresarial e patrimonial sob apuração.
Os principais alvos não foram localizados em São José do Rio Preto durante o cumprimento dos mandados. O nome oficial da influenciadora investigada não havia sido divulgado pela Polícia Civil nas publicações consultadas.
Mercado imobiliário, imóveis e bloqueio patrimonial
O caso chama atenção no mercado imobiliário regional porque envolve endereços em condomínios de luxo e medidas judiciais de bloqueio patrimonial. O bloqueio de aproximadamente R$ 86 milhões foi determinado para preservar ativos que, ao fim da apuração, podem ser usados em eventual recuperação patrimonial.
A investigação aponta que os valores teriam circulado por contas pessoais, empresas, familiares, gateways de pagamento e transferências financeiras sucessivas. A suspeita é de ocultação da origem e do destino do dinheiro, ponto central da apuração sobre lavagem de dinheiro.
Para o setor de imóveis de alto padrão em Rio Preto e Olímpia, o episódio reforça a relevância de controles documentais, rastreabilidade de recursos e atenção a estruturas patrimoniais complexas. Não há, nas informações consultadas, indicação de impacto direto sobre IPTU, preços de imóveis ou funcionamento dos condomínios citados.
Por que a operação se chama Destino Oculto
De acordo com a Polícia Civil, o nome Destino Oculto faz referência à tentativa investigada de esconder o caminho percorrido pelo dinheiro e o destino final dos valores movimentados pelo grupo. O objetivo declarado da operação é arrecadar documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros, elementos contábeis e informações para identificar a origem dos valores, os beneficiários finais e eventual patrimônio ocultado.
A Record Rio Preto publicou que o esquema investigado poderia chegar a R$ 100 milhões. A Band informou que a movimentação apurada passaria por contas pessoais, empresas, familiares, gateways de pagamento e transferências sucessivas, estrutura que, segundo a linha da investigação, poderia dificultar a identificação do fluxo financeiro.
Origem da investigação e sigilo judicial
A Gazeta de Rio Preto publicou que a investigação teria começado após a morte de um morador de Rio Preto que perdeu dinheiro em apostas online conhecidas como Jogo do Tigrinho. Segundo o mesmo veículo, o delegado Fernando Augusto Nunes Tedde, chefe da DEIC de Rio Preto, afirmou que o caso se desdobrou a partir do suicídio de um apostador e que a apuração durava cerca de seis meses.
A publicação identificou o apostador como Agnaldo, de 39 anos, e informou que ele teria perdido cerca de R$ 1.800 em apostas em aplicativo conhecido como Jogo do Tigrinho antes da ocorrência registrada em 17 de setembro de 2025. A Gazeta de Rio Preto também informou que três pessoas são investigadas diretamente no caso, segundo o delegado.
O inquérito tramita sob sigilo judicial. Ainda segundo a Gazeta de Rio Preto, o delegado afirmou que divulgar nomes de pessoas não presas poderia atrapalhar a investigação. Até as publicações consultadas, a Polícia Civil não havia divulgado oficialmente o nome da influenciadora investigada.
O que falta esclarecer sobre os imóveis e valores bloqueados
A Operação Destino Oculto segue centrada na análise de documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e elementos contábeis apreendidos. A partir desse material, a Polícia Civil busca identificar a origem dos valores, os beneficiários finais e a existência de eventual patrimônio ocultado em Rio Preto, Olímpia ou por meio de estruturas empresariais e familiares.
Até o momento, as informações disponíveis indicam bloqueio judicial de aproximadamente R$ 86 milhões, apreensão de bens de luxo e cumprimento de mandados em condomínios de alto padrão. Como o caso está sob sigilo, novas conclusões dependem do avanço formal do inquérito e de futuras manifestações das autoridades responsáveis.
Fontes
- Band - Polícia Civil deflagra a Operação Destino Oculto em duas cidades
- THMais - Operação Destino Oculto mira influenciadora suspeita de lavar quase R$ 100 milhões
- Gazeta do Interior - Influenciadora digital é alvo de operação da DEIC
- Diário da Região - Polícia Civil faz operação contra lavagem de dinheiro ligada a influenciadora
- Diário de Olímpia - Operação Destino Oculto
- Gazeta de Rio Preto - Investigação começou após morte de apostador
- Record/R7 - Polícia Civil faz operação em condomínios de luxo em Rio Preto e Olímpia



























