Pajuçara leva Maceió ao topo do m² no Nordeste
Índice FipeZAP mostra Maceió com alta de 2,86% em 2026 e Pajuçara a R$ 14.929/m², maior valor entre bairros listados no Nordeste.







Maceió chegou a abril de 2026 com uma das maiores valorizações de imóveis residenciais entre as capitais nordestinas monitoradas pelo Índice FipeZAP. O preço médio na capital alagoana subiu 2,86% no acumulado de janeiro a abril, avançou 1,03% apenas em abril e alcançou R$ 9.908 por metro quadrado. Em 12 meses, a alta foi de 8,71%, segundo o relatório de venda residencial elaborado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX.
O dado mais expressivo aparece no recorte por bairros, zonas ou distritos representativos: Pajuçara, na orla de Maceió, registrou preço médio de R$ 14.929/m² em abril de 2026. O valor colocou o bairro acima de Ponta d’Areia, em São Luís, com R$ 13.166/m², e de Meireles, em Fortaleza, com R$ 12.974/m², entre os recortes listados no levantamento.
Mercado imobiliário de Maceió avança acima da média nacional
O desempenho de Maceió ficou acima dos principais indicadores nacionais do FipeZAP em abril. Enquanto a capital alagoana acumulou alta de 2,86% em 2026, a média nacional subiu 1,53% no mesmo período. Em 12 meses, Maceió avançou 8,71%, ante alta nacional de 5,63%. O preço médio da cidade, de R$ 9.908/m², também superou a média nacional, de R$ 9.769/m².
O índice acompanha preços de imóveis residenciais com base em anúncios veiculados na internet. Na leitura de abril de 2026, a amostra de Maceió reuniu 7.942 anúncios. O número é inferior ao de mercados maiores da região, como Salvador, com 37.330 anúncios, Recife, com 30.125, João Pessoa, com 22.760, e Fortaleza, com 19.856, mas suficiente para colocar a capital alagoana em posição destacada no mapa de preços do Nordeste.
Maceió tem o m² mais caro entre capitais nordestinas no FipeZAP
No ranking de preço médio entre as 22 capitais cobertas pelo FipeZAP em abril de 2026, Maceió apareceu à frente das demais capitais nordestinas monitoradas. O valor de R$ 9.908/m² ficou acima de Fortaleza, com R$ 9.350/m²; São Luís, com R$ 8.627/m²; Recife, com R$ 8.615/m²; Salvador, com R$ 8.385/m²; João Pessoa, com R$ 8.081/m²; Natal, com R$ 6.334/m²; Teresina, com R$ 5.857/m²; e Aracaju, com R$ 5.529/m².
Na valorização acumulada de 2026, porém, Maceió ficou na quarta posição entre as capitais nordestinas monitoradas. Salvador e Fortaleza lideraram o recorte, ambas com alta de 3,94%, seguidas por Natal, com 3,62%. Depois de Maceió, aparecem Aracaju, com 2,65%; Teresina, com 2,49%; Recife, com 1,54%; São Luís, com 1,52%; e João Pessoa, com 1,19%.
Pajuçara concentra o maior preço dos imóveis em Maceió
Dentro de Maceió, Pajuçara liderou o levantamento local em abril de 2026, com R$ 14.929/m² e variação de 20,9% em 12 meses. A diferença em relação aos demais bairros listados é relevante: Ponta Verde apareceu com R$ 11.360/m²; Jacarecica, com R$ 11.226/m²; Jatiúca, com R$ 10.855/m²; e Cruz das Almas, com R$ 9.467/m².
A presença desses cinco endereços entre os maiores preços médios de Maceió reforça a leitura de que áreas próximas ou associadas à faixa litorânea seguem tendo peso central na formação de preços do mercado imobiliário local. O relatório, no entanto, mede anúncios de venda, não valores efetivamente fechados em transações.
Como comparar os preços dos imóveis em Maceió
Para compradores, investidores e gestores públicos, a leitura do FipeZAP ajuda a dimensionar a pressão de preços em áreas específicas da capital. O indicador permite comparar Maceió com outras capitais, observar a diferença entre bairros e acompanhar se o movimento local anda acima ou abaixo da média nacional.
O contexto urbano também importa. Segundo o IBGE, Maceió tinha 957.916 habitantes no Censo 2022 e área territorial de 509,320 km² em 2022. Em uma capital desse porte, a concentração dos maiores valores por metro quadrado em poucos bairros torna o recorte territorial decisivo para entender o preço dos imóveis.
O que os dados indicam para o mercado imobiliário em Maceió
A fotografia de abril de 2026 mostra Maceió combinando três sinais: preço médio acima da média nacional, valorização em 12 meses superior ao avanço brasileiro e forte destaque de Pajuçara no recorte de bairros do Nordeste. O resultado coloca a capital alagoana em posição de evidência no mercado imobiliário regional.
Ao mesmo tempo, a comparação com Salvador, Fortaleza e Natal mostra que a alta acumulada no ano não foi isolada. O Nordeste monitorado pelo FipeZAP teve várias capitais com avanço nos preços de venda residencial entre janeiro e abril de 2026. Em Maceió, a diferença está no patamar do metro quadrado e na força dos bairros mais valorizados da orla.



























