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Investimento Passo Fundo

Passo Fundo lança distrito com 34 lotes para P&D

Passo Fundo Valley ocupa 10 hectares na UPF e prevê converter até 75% da ocupação dos terrenos em pesquisa aplicada.

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Passo Fundo inaugurou oficialmente, na noite de 20 de maio de 2026, o Passo Fundo Valley, distrito de inovação instalado no Campus I da Universidade de Passo Fundo. O empreendimento ocupa 10 hectares, recebeu investimento de R$ 13 milhões e terá 34 lotes urbanizados para empresas de base tecnológica, startups e centros de pesquisa e desenvolvimento.

Segundo a UPF, o modelo de ocupação será por Direito Real de Uso por 20 anos prorrogáveis. O diferencial econômico é que até 75% do valor pago pela ocupação do terreno poderá ser convertido em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação executados em parceria com laboratórios da universidade.

Passo Fundo Valley amplia área de inovação no mercado imobiliário local

O novo distrito foi viabilizado com R$ 10 milhões captados em edital da Finep e R$ 3 milhões de contrapartida da Fundação Universidade de Passo Fundo. A entrega ampliou em 75% a área dedicada à inovação no parque da universidade.

Na prática, o projeto adicionou mais de 2.900 m² de nova infraestrutura aos 4.000 m² já existentes, elevando para mais de 7.000 m² a estrutura física dedicada à inovação no campus. A infraestrutura listada pela UPF inclui salas corporativas, laboratórios avançados, Arena UPF Parque com capacidade para 150 pessoas, nova incubadora com mais de 500 m², Espaço Collab, Coworking e Stage Valley.

34 lotes em Passo Fundo miram empresas de tecnologia

A UPF informou que serão ofertados 34 lotes urbanizados de 1.000 m² a 3.000 m² para empresas de base tecnológica, startups e centros de P&D instalarem unidades próprias. O Jornal do Comércio, porém, publicou que os lotes variam de 700 m² a 3.000 m², indicando uma divergência pública sobre a metragem mínima disponível.

Para o mercado imobiliário de Passo Fundo, o desenho do distrito adiciona uma frente específica de ocupação empresarial dentro de um ambiente universitário. O projeto foi estruturado para conectar academia, mercado privado e setor público, com verticais estratégicas em Agronegócio, Saúde, Indústria Criativa, Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação.

Modelo converte ocupação dos imóveis em pesquisa aplicada

O mecanismo financeiro é o ponto mais singular do Passo Fundo Valley. A UPF informou que até 75% do valor da ocupação do terreno poderá ser direcionado a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em parceria com seus laboratórios. Ao Jornal do Comércio, Ricardo Fantinelli, gestor do UPF Parque, afirmou que a troca do valor de locação por serviços do parque, da UPF e do ecossistema terá piso de 25% e teto de 75%.

Empresas instaladas no distrito também terão acesso à Rede Analítica UPF Multi, que reúne mais de 210 laboratórios especializados compartilhados. A universidade informou ainda que interações de P&D entre academia e mercado resultaram em R$ 4,2 milhões em negociações no último ciclo.

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Empresas assinam intenção de ocupar espaços no distrito

Durante o lançamento, quatro empresas assinaram protocolos de intenção para espaços no distrito: Stara S/A, Grupo Fotosul, Tetrix Construção Inteligente e Semiocrop. A Exame informou que quatro empresas já haviam assinado termos para ocupar áreas do Passo Fundo Valley e teriam prazo de seis meses para iniciar as obras.

A Exame identificou duas empresas com relacionamento próximo com a universidade: Semicrop, startup de agrobiotecnologia criada a partir de pesquisas conduzidas por professores da instituição, e Stara, fabricante de máquinas agrícolas com projetos conjuntos de tecnologia embarcada com a universidade. A UPF citou Cristiano Paim Buss como diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Stara.

Empregos qualificados e inovação em Passo Fundo

O Jornal do Comércio informou que o UPF Parque pretende ampliar em cerca de 40% o número de postos de trabalho qualificados no próximo ciclo, a partir de aproximadamente 80 empregos diretos no ecossistema. A Exame registrou que a expectativa da universidade é que o distrito ultrapasse mil empregos diretos quando atingir ocupação plena.

A Fundação Universidade de Passo Fundo também informou deter 100 ativos de propriedade intelectual vigentes e mais de 150 títulos protegidos, um indicador do estoque de conhecimento que o distrito pretende aproximar das empresas instaladas.

Projeto dialoga com pacto de inovação da cidade

A Prefeitura de Passo Fundo havia registrado, em 9 de abril de 2026, que integrantes do Pacto pela Inovação visitariam as novas instalações do Passo Fundo Valley durante reunião da Mesa do Passo para o Futuro. Segundo a administração municipal, o Passo para o Futuro é um pacto para impulsionar inovação e empreendedorismo no município, com foco em desenvolvimento sustentável, educação inovadora, qualidade de vida e fortalecimento do setor agro.

Com área urbanizada, acesso a laboratórios e um modelo que transforma parte da ocupação dos terrenos em P&D, o Passo Fundo Valley coloca imóveis empresariais, universidade e política de inovação no mesmo projeto. O desempenho do distrito dependerá agora da ocupação efetiva dos lotes e da capacidade de converter protocolos de intenção em pesquisa aplicada e atividade econômica.

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