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Recife lidera alta de imóveis no ano, aponta IGMI-R

Capital pernambucana acumula 8,39% de janeiro a maio; em 12 meses, chega a 28,07%, atrás apenas de Curitiba no índice Abecip/FGV IBRE.

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Recife liderou a valorização residencial entre as capitais acompanhadas pelo IGMI-R Abecip no acumulado de janeiro a maio de 2026. Segundo o índice de maio, calculado pelo FGV IBRE em parceria com a Abecip, os preços residenciais na capital pernambucana subiram 8,39% no ano, quase o dobro da média nacional, de 4,60%.

Em 12 meses, Recife acumula alta de 28,07% no mercado imobiliário residencial. O resultado coloca a cidade praticamente empatada com Curitiba, que aparece à frente no recorte anualizado, com 28,39%. A diferença entre as duas capitais é de 0,32 ponto percentual.

Mercado imobiliário em Recife avança acima da média nacional

O desempenho de Recife chama atenção porque ocorre em um momento de desaceleração nacional dos preços residenciais. Em maio de 2026, o IGMI-R Abecip registrou alta de 0,53% no país, abaixo da variação de abril, de 0,67%.

No acumulado de 12 meses, o índice nacional também perdeu força: passou de 19,53% em abril para 18,45% em maio. Ainda assim, o patamar segue elevado, com alta de 4,60% no acumulado de janeiro a maio e de 18,45% em 12 meses.

Na comparação direta, o avanço de Recife no ano, de 8,39%, ficou 3,79 pontos percentuais acima da média nacional. O resultado equivale a 1,82 vez a variação brasileira no mesmo período, segundo os dados do IGMI-R de maio.

Imóveis em Recife sobem 28,07% em 12 meses

No recorte mensal, Recife teve alta de 0,29% em maio de 2026. O número é menor que a média nacional do mês, mas não altera a posição da capital pernambucana no acumulado do ano, em que a cidade aparece na liderança entre as capitais acompanhadas pelo índice.

Em 12 meses, a alta de 28,07% mantém Recife entre os mercados residenciais de maior valorização no levantamento. Curitiba, com 28,39%, foi a única capital citada com desempenho superior nesse intervalo.

Curitiba também registrou alta de 0,36% em maio e acumulou 7,46% no ano. A capital paranaense, portanto, ficou atrás de Recife no acumulado de janeiro a maio, mas permaneceu ligeiramente à frente no período de 12 meses.

Capitais mostram ritmos diferentes no IGMI-R de maio

Entre as capitais citadas na publicação da Abecip, o Rio de Janeiro teve a maior variação mensal em maio de 2026, com alta de 1,21%. Na outra ponta, Belo Horizonte registrou queda de 0,15%, enquanto Goiânia teve recuo de 0,10%.

No acumulado de 12 meses, além de Curitiba e Recife, outras capitais também apresentaram altas expressivas. Salvador acumulou 24,62%, Brasília chegou a 23,66% e Porto Alegre registrou 18,53%.

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Na sequência aparecem Belo Horizonte, com 16,79%; São Paulo, com 15,15%; Rio de Janeiro, com 14,43%; Fortaleza, com 13,61%; e Goiânia, com 12,11%, sempre segundo o IGMI-R de maio de 2026.

Como o índice mede os preços dos imóveis

O IGMI-R Abecip é calculado pelo FGV IBRE em parceria com a Abecip. O indicador usa laudos de avaliação de imóveis financiados por bancos, o que o diferencia de índices baseados em anúncios de venda.

A série mensal do IGMI-R começou em janeiro de 2014 e é atualizada mensalmente. De acordo com a FGV, a base do índice reúne informações sobre imóveis em mais de 4 mil municípios do Brasil.

FipeZAP mostra outro recorte do mercado imobiliário

Como comparação por anúncios, o Índice FipeZAP de Venda Residencial subiu 0,42% em maio de 2026, também abaixo do resultado de abril, de 0,51%. O levantamento considera preços de venda de imóveis residenciais anunciados em 56 cidades.

No FipeZAP, Recife teve 29.693 anúncios na amostra de maio de 2026. A cidade registrou alta de 0,76% no mês, 2,31% no ano e 5,93% em 12 meses, com preço médio de R$ 8.680 por metro quadrado.

Curitiba, por sua vez, teve 20.392 anúncios na amostra do FipeZAP. A capital paranaense apresentou alta de 0,60% no mês, 0,34% no ano e 5,02% em 12 meses, com preço médio de R$ 11.763 por metro quadrado.

Recife segue no radar dos preços residenciais

Os dados de maio indicam um quadro de duas velocidades: o índice nacional desacelera, mas Recife continua com valorização acumulada acima da média no mercado imobiliário residencial. No ano, a capital pernambucana lidera; em 12 meses, fica praticamente colada a Curitiba.

Para compradores, proprietários, investidores e gestores que acompanham imóveis, financiamento e custos urbanos como IPTU, o movimento reforça a importância de observar diferentes indicadores. O IGMI-R mostra avaliações ligadas a financiamentos bancários; o FipeZAP, por sua vez, retrata preços anunciados. Juntos, os recortes ajudam a dimensionar a pressão recente sobre os preços residenciais em Recife.

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