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Santa Catarina aprova R$ 12,04 mi para imóveis rurais

Crédito fundiário contempla 41 famílias em 26 municípios, com 310,31 hectares e valor médio de R$ 38,8 mil por hectare.

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Santa Catarina aprovou R$ 12,04 milhões em projetos do Programa Nacional de Crédito Fundiário, o PNCF, para 41 famílias de agricultores em 26 municípios catarinenses comprarem ou ampliarem imóveis rurais. O pacote cobre 310,31 hectares, com área média de 8,93 hectares por propriedade e investimento médio de R$ 38,8 mil por hectare.

A aprovação foi feita pela Câmara Técnica Fundiária da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina. O informe foi publicado pelo portal Tudo Sobre Xanxerê em 27 de junho de 2026, com atualização em 4 de julho de 2026, a partir de divulgação atribuída à Secom SC.

Crédito fundiário em Santa Catarina ainda depende do MDA

Apesar da aprovação estadual, os financiamentos ainda não estão contratados. Segundo a divulgação, os projetos seguem agora para análise do Ministério do Desenvolvimento Agrário e, depois dessa etapa, para a contratação dos financiamentos.

Esse ponto é central para a leitura do mercado imobiliário rural: a decisão em Santa Catarina sinaliza demanda organizada por terra produtiva, mas o dinheiro aprovado só se transforma em operação efetiva após a tramitação federal e a contratação.

Imóveis rurais: pacote soma 310,31 hectares

Os recursos aprovados foram destinados à aquisição de 310,31 hectares de terras rurais. A área média informada é de 8,93 hectares por propriedade, dado que reforça o perfil de pequenas unidades produtivas no pacote analisado pela Câmara Técnica Fundiária.

O investimento médio de R$ 38,8 mil por hectare oferece uma referência objetiva para acompanhar operações de imóveis rurais ligadas ao crédito fundiário em Santa Catarina. O dado não representa uma tabela de preços de mercado, mas mostra o patamar médio dos projetos aprovados no conjunto divulgado.

Linhas do PNCF aprovadas em Santa Catarina

Dos projetos aprovados, 27 são da linha PNCF Terra para a Juventude, 11 da linha PNCF Mais e 3 da linha PNCF Empreendedor. As três modalidades têm regras nacionais informadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

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  • PNCF Terra da Juventude: teto de financiamento por família de R$ 306.044,77, juros de 0,5% ao ano, bônus de adimplência de 40% e prazo de 25 anos, com carência de 36 meses.
  • PNCF Mais: renda anual de até R$ 60.719,26, patrimônio de até R$ 140 mil, teto de R$ 306.044,77, juros de 2,5% ao ano, bônus de adimplência de 20% e prazo de 25 anos, com carência de 36 meses.
  • PNCF Empreendedor: renda anual de até R$ 327.785,79, patrimônio de até R$ 500 mil, teto de R$ 306.044,77, juros de 4,0% ao ano, sem bônus de adimplência, e prazo de 25 anos, com carência de 36 meses.

Mercado imobiliário rural e agricultura familiar

Em Santa Catarina, o PNCF é executado pela Sape por meio da Diretoria de Desenvolvimento Sustentável e Fundiário, a DISF, que coordena a Unidade Técnica Estadual de Crédito Fundiário. A divulgação cita o secretário estadual Admir Dalla Cort e o diretor de Desenvolvimento Sustentável e Fundiário, Jairo Afonso Henkes.

O contexto ajuda a dimensionar a relevância do crédito fundiário. Com base no Censo Agropecuário do IBGE, a Epagri informou que Santa Catarina tinha 183 mil propriedades rurais e 502 mil pessoas ocupadas no setor agrícola em 2017.

A Epagri também informou que 78% das propriedades rurais catarinenses eram de agricultura familiar, ocupavam 364 mil pessoas e somavam 2,45 milhões de hectares cultivados. Nesse ambiente, programas de financiamento de terra dialogam diretamente com sucessão rural, permanência no campo e acesso a imóveis produtivos.

O que observar daqui para frente

O próximo passo é a análise dos projetos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Só depois vem a contratação dos financiamentos, etapa que transforma a aprovação estadual em crédito efetivamente disponível às famílias contempladas.

Para quem acompanha transparência pública, mercado imobiliário e políticas de acesso à terra em Santa Catarina, os números deixam três referências: R$ 12,04 milhões aprovados, 310,31 hectares envolvidos e valor médio de R$ 38,8 mil por hectare. A evolução desses projetos indicará se a aprovação se converterá em aquisição ou ampliação de imóveis rurais pelas famílias beneficiadas.

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