Top 10 de imóveis no Brasil ainda sobe dois dígitos no FipeZAP
Mesmo com freio do índice nacional em maio, ranking mostra dez cidades com valorização acima de 10% em 12 meses.







O mercado imobiliário residencial no Brasil entrou em maio de 2026 com um sinal duplo: o Índice FipeZAP de Venda Residencial desacelerou no mês, mas o topo do ranking de cidades continuou exibindo altas de dois dígitos em 12 meses. O índice nacional subiu 0,42% em maio, abaixo dos 0,51% registrados em abril, enquanto dez municípios acumularam valorização superior a 10% no período de 12 meses até maio.
O levantamento acompanha preços de imóveis residenciais anunciados na internet em 56 cidades brasileiras, em parceria entre Fipe e Grupo OLX/Zap/Viva Real/OLX. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o FipeZAP residencial avançou 1,96%, resultado inferior ao IPCA/IPCA-15 de 3,24% e ao IGP-M de 3,79% no mesmo recorte usado pelo informe.
Mercado imobiliário no Brasil perde força na média
A leitura nacional indica desaceleração. Em maio, a alta mensal atingiu 51 das 56 cidades monitoradas, mas o ritmo agregado ficou menor que o de abril. Em 12 meses, a valorização chegou a 55 das 56 cidades e o índice residencial acumulou avanço de 5,59%.
Esse ganho em 12 meses ainda ficou acima do IPCA/IPCA-15 de 4,77% e do IGP-M de 1,95% no mesmo horizonte. O contraste está no curto prazo: de janeiro a maio, a alta dos imóveis medida pelo FipeZAP ficou abaixo dos indicadores de inflação usados no relatório.
A matéria do Portas sobre o tema, publicada em 02/06/2026 e atualizada em 16/06/2026, registrou avaliação de Alison Oliveira, coordenador do FipeZAP, segundo a qual as variações mensais de 2026 ficaram entre +0,20% e +0,51% até maio. Ele também observou que maio, com +0,42%, veio abaixo de abril, com +0,51%.
Ranking FipeZAP: top 10 de imóveis em 12 meses
O ranking das maiores altas em 12 meses tem um ponto relevante para a leitura dos dados: são dez cidades com valorização de dois dígitos. A lista correta inclui Belém, com +10,54%, e deixa São José dos Campos, com +9,89%, na 11ª posição.
- Vila Velha: +14,26% em 12 meses, +6,98% em 2026, +1,29% em maio e preço médio de R$ 11.062/m².
- Fortaleza: +12,99% em 12 meses, +4,69% em 2026, +0,72% em maio e preço médio de R$ 9.418/m².
- Salvador: +12,52% em 12 meses, +5,13% em 2026, +1,15% em maio e preço médio de R$ 8.481/m².
- São José do Rio Preto: +12,42% em 12 meses, +4,67% em 2026, +1,61% em maio e preço médio de R$ 6.017/m².
- Betim: +11,65% em 12 meses, +5,24% em 2026, +1,26% em maio e preço médio de R$ 5.035/m².
- Vitória: +11,40% em 12 meses, +5,41% em 2026, +0,99% em maio e preço médio de R$ 14.965/m².
- Belém: +10,54% em 12 meses, +4,04% em 2026, -0,40% em maio e preço médio de R$ 8.847/m².
- Santos: +10,52% em 12 meses, +4,51% em 2026, +1,44% em maio e preço médio de R$ 8.399/m².
- Jaboatão dos Guararapes: +10,36% em 12 meses, +4,46% em 2026, +0,63% em maio e preço médio de R$ 6.172/m².
- Blumenau: +10,05% em 12 meses, +4,78% em 2026, +1,15% em maio e preço médio de R$ 8.021/m².
Capitais puxam parte das maiores altas de imóveis
Entre as capitais, Fortaleza liderou a alta em 12 meses, com +12,99%. Na sequência aparecem Salvador, com +12,52%, Vitória, com +11,40%, e Belém, com +10,54%. O grupo ajuda a explicar por que o topo do ranking ainda se distancia da média nacional, mesmo em um cenário de perda de tração no índice agregado.
O preço médio nacional apurado pelo FipeZAP em maio de 2026 foi de R$ 9.809/m². Entre as capitais, Vitória teve o maior preço médio no mês, com R$ 14.965/m², seguida por Florianópolis, com R$ 13.288/m², e São Paulo, com R$ 12.045/m².
São José dos Campos fica fora do top 10
São José dos Campos registrou +9,89% em 12 meses, +3,86% em 2026, +1,09% em maio e preço médio de R$ 9.371/m². O desempenho ficou próximo do grupo principal, mas abaixo da linha de dois dígitos que define as dez maiores altas do relatório.
FipeZAP, inflação e a leitura para 2026
Segundo a matéria do Portas, para se aproximar da alta de 3,33% observada no primeiro semestre de 2025, o índice precisaria subir cerca de 1,3% na leitura seguinte. Alison Oliveira estimou ao Portas que a alta dos imóveis residenciais em 2026 terminaria entre 4,7% e 5,2%, próxima da expectativa de 5,09% para o IPCA citada pela matéria com base no Boletim Focus.
O quadro, portanto, é de desaceleração na média nacional, mas não de uniformidade. O FipeZAP de maio mostra que o mercado imobiliário brasileiro avança em ritmos diferentes: enquanto o índice geral perde fôlego no acumulado de 2026, cidades específicas ainda sustentam valorizações robustas em 12 meses.
Fontes: Informe FipeZAP de maio de 2026 e Portas.



























