Vila Velha lidera FipeZAP com alta de 14,26% nos imóveis
Município teve a maior valorização residencial em 12 meses entre as cidades monitoradas em maio de 2026; metro quadrado chegou a R$ 11.062.







Vila Velha registrou a maior valorização de imóveis residenciais entre as cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP em maio de 2026. O preço médio dos imóveis no município acumulou alta de 14,26% em 12 meses, chegou a R$ 11.062 por metro quadrado e avançou 1,29% no mês, segundo o relatório de venda residencial do FipeZAP.
O desempenho colocou Vila Velha acima da média ponderada do índice, que foi de R$ 9.809/m² em maio de 2026. No acumulado do ano, a cidade já somava alta de 6,98%. O levantamento acompanhava preços de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios veiculados na internet, em parceria entre Fipe e Grupo OLX/Zap/Viva Real/OLX.
Vila Velha supera capitais no mercado imobiliário residencial
A alta de 14,26% em 12 meses foi apontada pela Portas, com base no Índice FipeZAP de maio de 2026, como a maior valorização entre as cidades analisadas. O resultado chama atenção porque superou inclusive as capitais com maior avanço no período.
No recorte das capitais, Fortaleza liderou a valorização em 12 meses, com 12,99%, seguida por Salvador, com 12,52%, e Vitória, com 11,40%. Todos esses percentuais ficaram abaixo da alta registrada por Vila Velha na tabela das demais cidades monitoradas pelo índice.
O movimento também mostra aceleração em relação ao mês anterior. Em abril de 2026, Vila Velha havia registrado alta mensal de 2,07%, avanço de 5,61% no acumulado do ano, valorização de 13,37% em 12 meses e preço médio de R$ 10.920/m². Em maio, o preço médio passou para R$ 11.062/m², variação que coincide com o avanço mensal de 1,29% informado pelo FipeZAP.
Preço dos imóveis em Vila Velha fica acima da média FipeZAP
Entre as cidades listadas no gráfico de preço médio por cidade, Vila Velha aparece atrás de Itapema, Balneário Camboriú, Vitória, Florianópolis, Itajaí, Barueri, São Paulo e Curitiba. Ao mesmo tempo, o município aparece à frente do Rio de Janeiro, uma referência tradicional do mercado imobiliário nacional.
O contraste é relevante para entender o novo mapa de preços. A valorização desloca parte do foco para a Grande Vitória, onde a capital capixaba também se destaca. Em maio de 2026, Vitória apresentou o maior preço médio entre as 22 capitais acompanhadas pelo FipeZAP, com R$ 14.965/m². Na sequência vieram Florianópolis, com R$ 13.288/m², e São Paulo, com R$ 12.045/m².
Vitória teve alta mensal de 0,99%, avanço de 5,41% em 2026 e valorização de 11,40% em 12 meses, com amostra de 7.890 anúncios. Nos bairros monitorados da capital, Enseada do Suá atingiu R$ 18.194/m², com alta de 19,0% em 12 meses, enquanto Praia do Canto chegou a R$ 17.789/m², com valorização de 15,9%.
Grande Vitória tem obras em expansão e Vila Velha na liderança
A pressão sobre os preços ocorre em um contexto de forte atividade imobiliária na região. O mercado imobiliário da Grande Vitória tinha 19.469 unidades residenciais e comerciais em produção no fim de 2025, ante 14.885 unidades em dezembro de 2024, crescimento de 30,8%, segundo o 46º Censo Imobiliário do Sinduscon-ES citado por A Gazeta.
O levantamento abrange Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana, com dados de 75 incorporadoras e construtoras atuantes nesses municípios. Vila Velha concentrava 9.801 unidades em produção no fim de 2025, ante 7.255 no fim de 2024, crescimento aproximado de 35%.
A liderança de Vila Velha também aparece na composição das obras. O município detinha 50,3% das unidades residenciais em produção e 49,1% das unidades comerciais em produção na Grande Vitória em 2025, com 9.551 unidades residenciais e 250 comerciais em obras.
Novas unidades reforçam o peso de Vila Velha em 2026
Para 2026, pesquisa complementar com incorporadoras estimou 6.664 novas unidades residenciais na Grande Vitória. Vila Velha aparecia novamente na liderança prevista, com 2.540 unidades, seguida por Serra, com 2.310, e Vitória, com 1.146.
O peso econômico e urbano do município ajuda a dimensionar o impacto desse ciclo. Vila Velha tinha 467.722 habitantes no Censo 2022, população estimada de 506.779 pessoas em 2025, área territorial de 210,225 km², densidade demográfica de 2.224,86 hab/km² em 2022 e PIB per capita de R$ 42.143,26 em 2023, segundo o IBGE Cidades.
Com o metro quadrado acima da média nacional do FipeZAP e a maior valorização em 12 meses entre as cidades acompanhadas, Vila Velha passa a ocupar posição central no debate sobre imóveis, mercado imobiliário e custo de moradia na Grande Vitória. Para compradores, investidores e gestores públicos, o dado também serve como sinal de acompanhamento para temas ligados à expansão urbana, oferta de moradias e planejamento municipal, incluindo discussões recorrentes sobre IPTU e capacidade de infraestrutura.



























