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Mercado imobiliário Teresina

Aluguel no Planalto salta 84,9% em Teresina

Informe FipeZAP de maio/2026 mostra bairro com R$ 50,8/m², acima da média da capital, enquanto Teresina avança 17,48% em 12 meses.

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O aluguel residencial no Planalto, em Teresina, registrou alta de 84,9% em 12 meses e chegou a R$ 50,8 por metro quadrado em maio de 2026, segundo o Informe FipeZAP de Locação Residencial, desenvolvido pela Fipe e pelo Grupo OLX. O número coloca o bairro em posição fora da curva dentro do mercado imobiliário local: no mesmo período, a capital acumulou alta de 17,48%, enquanto a média nacional do índice foi de 8,68%.

O levantamento acompanha preços de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, com base em anúncios publicados na internet. No recorte de Teresina, a amostra de maio de 2026 reuniu 1.329 anúncios. A capital teve alta mensal de 2,30%, avanço acumulado de 4,36% no ano, preço médio de R$ 30,98/m² e rental yield de 0,51% ao mês, ou 6,13% ao ano.

Mercado imobiliário em Teresina: Planalto supera média da cidade

O preço médio do Planalto, de R$ 50,8/m², ficou 63,98% acima da média de Teresina, calculada em R$ 30,98/m² no mesmo informe. A diferença também aparece na variação anual: a alta de 84,9% no bairro foi 67,42 pontos percentuais superior ao avanço da capital e 76,22 pontos percentuais acima da média nacional do Índice FipeZAP de Locação Residencial.

A leitura exige cautela. O relatório informa que os preços considerados são de anúncios para novos aluguéis, e não reajustes de contratos vigentes. Por isso, o índice tende a captar de forma mais dinâmica a evolução de oferta e demanda por moradia, mas o informe não atribui uma causa específica para o salto registrado no Planalto.

Teresina tem terceira maior alta mensal entre capitais

Entre as 22 capitais monitoradas em maio de 2026, Teresina teve a terceira maior alta mensal do aluguel residencial, com 2,30%. A capital piauiense ficou atrás apenas de Aracaju, onde os aluguéis subiram 3,57% no mês, e de Fortaleza, com avanço de 3,06%.

Na comparação de 12 meses entre capitais, Teresina aparece em segundo lugar, com alta de 17,48%. O resultado fica abaixo de Aracaju, que liderou com 22,72%, e acima de Brasília, com 14,90%, João Pessoa, com 14,40%, e Fortaleza, com 12,33%.

Aluguel em bairros de Teresina mostra dispersão de preços

A tabela de zonas, distritos ou bairros mais representativos de Teresina mostra diferenças relevantes no preço por metro quadrado e na variação em 12 meses. Além do Planalto, São Cristóvão aparece com R$ 47,6/m² e alta de 30,0%, enquanto Jóquei registra R$ 39,6/m² e avanço de 13,8%.

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Fátima aparece com R$ 33,9/m² e variação de 0,0%. Horto tem R$ 32,6/m² e alta de 21,0%; Uruguai, R$ 31,8/m² e avanço de 32,5%; Cristo Rei, R$ 29,8/m² e alta de 22,4%; Ininga, R$ 25,6/m² e avanço de 8,0%; Santa Isabel, R$ 22,9/m² e queda de 10,8%; e Centro, R$ 20,4/m² e alta de 16,1%.

FipeZAP mede anúncios de imóveis para novos aluguéis

A metodologia é central para entender o dado. A Fipe informa que as variações do Índice FipeZAP são calculadas com amostras de anúncios de imóveis para venda e locação veiculados nos portais do Grupo OLX, incluindo Zap, Viva Real e OLX. No caso do informe de locação, o foco está em apartamentos prontos anunciados para novos contratos.

No agregado nacional, o Índice FipeZAP de Locação Residencial avançou 0,85% em maio de 2026, acumulou 4,40% no ano e subiu 8,68% em 12 meses. O preço médio nacional foi de R$ 53,35/m², com rental yield de 6,11% ao ano.

Contexto de Teresina ajuda a dimensionar o mercado

Segundo o IBGE, Teresina tinha 866.300 habitantes no Censo 2022, área territorial de 1.387,466 km² em 2025, população estimada de 905.692 pessoas em 2025 e PIB per capita de R$ 33.994,07 em 2023. Esses dados ajudam a dimensionar a escala urbana da capital, mas não explicam, por si só, a variação dos aluguéis apontada pelo FipeZAP.

O resultado do Planalto, portanto, deve ser lido como um sinal forte nos anúncios de imóveis para locação em Teresina em maio de 2026. Ele mostra um bairro com preço médio bem acima da capital e uma alta anual muito superior às médias local e nacional, sem que o relatório permita concluir a causa específica desse movimento.

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