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Mercado imobiliário Balneario Camboriu

Balneário Camboriú perde topo do m² enquanto ergue torre de 550 m

Itapema passou Balneário Camboriú no FipeZAP de maio de 2026; cidade tenta sustentar luxo com Senna Tower bilionária.

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Balneário Camboriú, em Santa Catarina, perdeu em maio de 2026 a liderança nacional no preço médio do metro quadrado residencial para a vizinha Itapema. Segundo o Índice FipeZAP Residencial de Venda, Itapema chegou a R$ 15.226/m², enquanto Balneário Camboriú registrou R$ 15.215/m², uma diferença de R$ 11/m².

A troca no topo ocorre depois de Balneário Camboriú ocupar a 1ª posição desde 2022. O movimento chama atenção porque a cidade segue como vitrine do mercado imobiliário de luxo, com projetos de alto impacto, entre eles o Senna Tower, apresentado oficialmente como a torre residencial mais alta do mundo.

Mercado imobiliário em Balneário Camboriú perde fôlego no FipeZAP

O dado mais sensível não está apenas na posição do ranking, mas no ritmo de valorização. Em 12 meses até maio de 2026, Balneário Camboriú teve alta de 2,94% no preço médio anunciado dos apartamentos prontos. Itapema, no mesmo período, avançou 6,35%.

No informe de maio de 2026, o Índice FipeZAP nacional subiu 5,59% em 12 meses. A inflação ao consumidor usada como referência pela Fipe, composta pelo IPCA acumulado até abril mais o IPCA-15 de maio, foi de 4,77%. Assim, a variação de Balneário Camboriú ficou abaixo tanto do índice nacional quanto da referência inflacionária usada no relatório.

O FipeZAP informa que o levantamento cobre 56 cidades e calcula preços a partir de anúncios de apartamentos prontos em portais do Grupo OLX. Ou seja, o indicador mede preços anunciados, não valores efetivamente fechados em transações.

Itapema ultrapassa Balneário Camboriú no preço dos imóveis

O ranking nacional de maio de 2026 colocou Itapema em 1º lugar, Balneário Camboriú em 2º, Vitória em 3º, com R$ 14.965/m², Florianópolis em 4º, com R$ 13.288/m², e Itajaí em 5º, com R$ 13.208/m².

A lista confirma a força de Santa Catarina no segmento de imóveis de maior preço anunciado. Quatro das cinco cidades mais caras do ranking eram catarinenses: Itapema, Balneário Camboriú, Florianópolis e Itajaí.

Para Balneário Camboriú, a perda da liderança não elimina o status de mercado caro, mas expõe uma mudança de momento. A cidade permanece entre os endereços mais valorizados do país, porém já não concentra sozinha a narrativa de maior preço do metro quadrado residencial.

Senna Tower reforça luxo em Balneário Camboriú

Ao mesmo tempo em que o metro quadrado perde tração relativa, Balneário Camboriú avança com um dos projetos mais ambiciosos do mercado imobiliário brasileiro. O Senna Tower fica na Avenida Atlântica, 4.466, Barra Sul, em Balneário Camboriú. O site oficial informa registro de incorporação R-5 da matrícula 67.763, do 2º Registro de Imóveis de Balneário Camboriú.

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A página oficial apresenta o empreendimento como “a torre residencial mais alta do mundo” e informa 204 apartamentos, 18 mansões suspensas, coberturas duplex, coberturas triplex e 8 elevadores de alta performance. Também cita mais de 6.000 m² de lazer, áreas wellness e fitness a 216 metros de altura e salões de festas a 460 metros.

A CNN Brasil reportou que o Senna Tower teria mais de 550 metros, 157 pavimentos e 228 unidades, com previsão de conclusão das obras em 2033 e investimento previsto de R$ 3 bilhões. Já o Council on Tall Buildings and Urban Habitat, por meio do The Skyscraper Center, lista o projeto com altura arquitetônica de 544 metros, função residencial, estrutura “Steel Over Concrete” e 135 andares.

Imóveis de luxo chegam a centenas de milhões

Os valores divulgados para o Senna Tower reforçam o contraste entre a desaceleração média dos anúncios em Balneário Camboriú e a permanência de um nicho de altíssimo luxo. Segundo a CNN Brasil, as unidades de entrada partiam de R$ 28 milhões e poderiam chegar a R$ 40 milhões.

A mesma reportagem informou mansões suspensas a partir de R$ 60 milhões, coberturas duplex entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões e megacoberturas triplex a partir de R$ 300 milhões. O VGV estimado foi reportado em R$ 8,5 bilhões, com 18% das unidades vendidas antes do lançamento.

Em abril de 2026, a Exame informou que o empreendimento já ultrapassava R$ 2,2 bilhões em vendas e estava em fase de fundação. A publicação também reportou que o Senna Tower é uma parceria entre FG Empreendimentos, marca Senna e Havan, composição também citada pela CNN Brasil.

O paradoxo dos imóveis em Balneário Camboriú

O caso de Balneário Camboriú mostra uma divisão importante do mercado imobiliário. De um lado, os dados do FipeZAP indicam perda de fôlego no preço médio anunciado dos apartamentos prontos. De outro, o segmento de luxo extremo continua associado a projetos com escala internacional e tíquete de dezenas ou centenas de milhões de reais.

Essa combinação ajuda a explicar o paradoxo atual da cidade. Balneário Camboriú deixou de ser a líder nacional do metro quadrado em maio de 2026, mas segue no centro da disputa por visibilidade, capital e prestígio no mercado de imóveis de alto padrão. A pergunta que fica é se a força simbólica dos arranha-céus será suficiente para compensar a desaceleração mostrada pelos anúncios residenciais.

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