Brasil: 75% da amostra de corretores CLT têm base até R$ 2.500
Levantamento do Portal Salário aponta média de R$ 2.459,67; dados consideram salário-base registrado em carteira e excluem comissões e autônomos.







No Brasil, 75% dos registros da amostra de corretores de imóveis com carteira assinada apresentam salário-base mensal de até R$ 2.500. O dado consta do levantamento do Portal Salário atualizado em 8 de outubro de 2026, elaborado com registros do Caged. A remuneração-base média informada é de R$ 2.459,67, para uma jornada de 43 horas semanais.
O resultado exige uma distinção: salário-base não equivale à renda total. A pesquisa exclui comissões, bônus, horas extras, adicionais e benefícios, além de não abranger corretores autônomos. Assim, o percentual não significa que três quartos de todos os profissionais do mercado imobiliário brasileiro recebam, ao todo, até R$ 2.500 por mês.
Salário de corretores de imóveis no Brasil: o que os valores mostram
Na pesquisa da ocupação, identificada pelo código CBO 3546-05, o valor de R$ 2.500 corresponde ao terceiro quartil, também chamado de percentil 75. Pela metodologia do portal, isso significa que três quartos dos registros analisados têm salário-base igual ou inferior a esse patamar.
A mediana é de R$ 2.070: ela divide a distribuição salarial ao meio. Já o primeiro quartil está em R$ 1.853, valor até o qual se encontra um quarto da amostra. Esses indicadores ajudam a contextualizar a média de R$ 2.459,67, que, isoladamente, não informa como os salários se distribuem.
A página apresenta crescimento de 6,4% da média em relação a 2025. A comparação se refere ao indicador salarial publicado, dentro do recorte da pesquisa, e não permite concluir que a renda total de cada corretor tenha aumentado nessa proporção.
Mercado imobiliário: amostra reúne 3.888 movimentações
A base contabiliza 3.888 movimentações, compostas por 1.895 admissões e 1.993 desligamentos. O saldo é negativo em 98 postos. Embora o cabeçalho da página use o termo “profissionais”, o painel identifica o total como movimentações; por isso, esse número não deve ser apresentado como uma contagem confirmada de pessoas distintas.
O levantamento informa trabalhar com os últimos 12 meses. No bloco de comparação temporal, explicita setembro de 2025 como início e agosto de 2026 como fim do período. Esses limites diferenciam a janela dos registros analisados da data de atualização da página, em outubro.
Salário-base dos corretores por região do Brasil
Entre as médias regionais publicadas, o Sudeste apresenta o maior valor, de R$ 2.547 mensais. O Centro-Oeste tem o menor, de R$ 2.163. Os valores divulgados são:
- Sudeste: R$ 2.547;
- Norte: R$ 2.477;
- Sul: R$ 2.398;
- Nordeste: R$ 2.175;
- Centro-Oeste: R$ 2.163.
O recorte regional mantém a mesma limitação do indicador nacional: trata do salário-base dos vínculos formais cobertos pela pesquisa. Não é uma comparação dos ganhos totais obtidos com a venda ou a intermediação de imóveis em cada região.
Como os dados do emprego formal são tratados
Segundo a metodologia do Portal Salário, os cálculos utilizam registros administrativos de contratações e desligamentos fornecidos ao Ministério do Trabalho e Emprego. Não entram salários declarados por usuários nem valores de anúncios de vagas. O portal declara excluir registros inconsistentes, códigos inválidos e salários considerados fora do razoável antes dos cálculos.
O Ministério do Trabalho e Emprego define o Caged como registro de admissões e dispensas de empregados sob a CLT. Esse escopo ajuda a compreender por que os resultados não abrangem todas as formas de atuação na corretagem.
Quanto ganha um corretor: o limite da pesquisa
Além dos autônomos, ficam fora da cobertura prestadores de serviços como pessoa jurídica, trabalhadores informais e servidores estatutários. A exclusão das comissões também impede usar esses valores para estimar quanto recebem os profissionais que mais vendem.
Para quem acompanha o mercado imobiliário, o levantamento oferece uma referência sobre o salário-base registrado em carteira. A conclusão sustentada pelos dados é específica: três quartos dos registros da amostra estão em até R$ 2.500 mensais, sem incluir as demais parcelas da remuneração.



























