Caso Deolane expõe luxo do Tamboré 1 em Barueri
Operação Vérnix levou investigação sobre lavagem de dinheiro ao condomínio de alto padrão, onde imóveis chegam a R$ 60 milhões.







A prisão da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, na manhã de 21 de maio de 2026, em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, levou para o centro do noticiário um endereço associado ao luxo imobiliário: o condomínio Tamboré, em Alphaville. A ação, batizada de Operação Vérnix, foi conduzida em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, segundo a Agência Brasil.
O caso ganhou relevância para o mercado imobiliário porque a investigação mencionou patrimônio, imóveis, veículos de luxo e um terreno em Tamboré. De acordo com a SpaceMoney, o Tamboré 1, em Alphaville, região de Barueri, é um condomínio de alto padrão com imóveis que chegam a R$ 60 milhões.
Operação Vérnix em Barueri mira lavagem de dinheiro e patrimônio
A Operação Vérnix investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital. Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do PCC e preso na Penitenciária Federal de Brasília, também foi alvo da ação, conforme a Agência Brasil.
A mesma reportagem informou que a operação previa seis mandados de prisão preventiva, bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis. A Veja, por sua vez, noticiou bloqueio de R$ 357,5 milhões das contas dos investigados e sequestro de 17 veículos, incluindo automóveis de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de imóveis vinculados aos suspeitos.
Segundo o InfoMoney, com base em Estadão Conteúdo, a Polícia Civil analisou quase uma década de movimentações financeiras que ligariam a cúpula do PCC a Deolane Bezerra. A reportagem também informou que o uso de fintechs teria ampliado os valores movimentados pelo grupo investigado.
Tamboré 1: imóveis de luxo em Alphaville e Barueri
De acordo com o InfoMoney, Deolane chegou de Roma em 20 de maio de 2026 e foi presa às 6h de 21 de maio em sua residência no condomínio Tamboré, na Grande São Paulo. O UOL, com Agência Estado, informou que o nome da influenciadora foi lançado na Difusão Vermelha da Interpol quando investigadores constataram, pelas redes sociais, que ela estava em Roma; a reportagem também registrou o retorno ao Brasil em 20 de maio e a captura às 6h em Tamboré.
No recorte imobiliário, o Tamboré 1 aparece como um dos endereços mais caros de Alphaville. A SpaceMoney informou que os imóveis no condomínio variam de R$ 5 milhões a R$ 60 milhões, conforme tamanho do terreno, construção e localização interna. O veículo também descreveu lotes residenciais de 600 m² a mais de 5.000 m², clube privativo, quadras esportivas, áreas de lazer, câmeras, guaritas e custo condominial mensal que pode ultrapassar R$ 5.000.
Esse tipo de estrutura ajuda a explicar por que condomínios premium de Barueri e Alphaville são acompanhados não apenas por compradores de alto padrão, mas também por quem observa rastreamento patrimonial, segurança, custos recorrentes, mercado imobiliário e tributos urbanos como IPTU.
Mercado imobiliário de Barueri tem preço médio acima de R$ 12 mil/m²
Barueri tinha 316.473 habitantes no Censo 2022 e população estimada de 333.737 pessoas em 2025, segundo o IBGE Cidades. O município tinha área territorial de 66,364 km² em 2025 e PIB per capita de R$ 226.391,22 em 2023.
No mercado de venda residencial, o Índice FipeZAP de maio de 2026 registrou em Barueri preço médio de R$ 12.086/m². A cidade teve variação mensal de +0,49%, alta acumulada de +3,70% em 2026 e valorização de +7,94% em 12 meses.
A Fipe informa que o Índice FipeZAP usa amostras de anúncios de imóveis para venda e locação veiculados nos portais Zap, Viva Real e OLX. Por isso, o indicador retrata preços anunciados, não necessariamente valores finais de transação.
Indiciamento amplia a conexão entre investigação e imóveis
Em 29 de maio de 2026, a Polícia Civil de São Paulo concluiu a investigação e indiciou Deolane Bezerra e outras seis pessoas por lavagem de dinheiro para o PCC e por pertencimento a organização criminosa, segundo a Veja.
Além de Deolane, foram indiciados Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Herbas Camacho Júnior, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Everton de Souza e Eduardo Affonso Rodrigues, conforme a mesma reportagem.
O InfoMoney informou ainda que a investigação apontou depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil nas contas de Deolane entre 2018 e 2021, somando R$ 1,067 milhão. A Polícia Civil também apontou, segundo o veículo, que ela teria adquirido carros de luxo, incluindo dois Land Rover e um Porsche avaliado em R$ 1 milhão, além de um terreno em Tamboré.
Transparência patrimonial no mercado imobiliário de luxo
O caso não transforma o Tamboré 1 em alvo imobiliário por si só. O que ele revela é como imóveis de alto valor, condomínios fechados e ativos de luxo entram no radar público quando uma investigação criminal passa a seguir dinheiro, veículos e patrimônio.
Para Barueri, a repercussão mostra a força e a visibilidade de um mercado imobiliário de alto padrão que combina preços elevados, infraestrutura privada e localização estratégica na Grande São Paulo. Para o público, reforça a importância de dados verificáveis sobre imóveis, custos, titularidade e movimentações patrimoniais quando o luxo deixa de ser apenas anúncio e passa a fazer parte de uma apuração policial.
Fontes
- Agência Brasil - Influenciadora Deolane Bezerra é presa em ação da Polícia Civil de SP
- InfoMoney/Estadão Conteúdo - Caso Deolane revela como fintechs fizeram explodir recursos do PCC, diz polícia
- UOL/Agência Estado - Polícia diz que Deolane lavou dinheiro do PCC
- Veja - Operação prende influenciadora Deolane Bezerra e mira família de Marcola
- Veja - Polícia Civil conclui investigações e indicia Deolane Bezerra
- SpaceMoney - Condomínio de luxo onde Deolane foi presa
- IBGE Cidades - Barueri
- FipeZAP - Índice de venda residencial maio de 2026
- Fipe - Índice FipeZAP



























