nr1.lat Blog
Bastidores Ponta Grossa

Creci-PR faz 869 atos em Ponta Grossa e leva 9 casos à polícia

Fiscalização no mercado imobiliário de Ponta Grossa mirou exercício ilegal, contratos de intermediação e anúncios sem autorização escrita.

Ouça esta matéria Leitura automática · voz natural
Velocidade
Ver comentários dos leitores

O Creci-PR realizou uma operação especial em Ponta Grossa entre 8 e 12 de junho de 2026 e informou ter produzido 869 documentos de fiscalização em cinco dias. Segundo o conselho, foram 672 autos de constatação, 96 autos de notificação e 101 autos de infração. A ação também resultou no encaminhamento à polícia de nove comunicações de exercício ilegal da profissão de corretor de imóveis.

A fiscalização, conforme o Creci-PR, teve foco no cumprimento da legislação profissional, no combate à atuação irregular e na segurança de consumidores e profissionais do mercado imobiliário. Na prática, a operação expôs um ponto sensível dos bastidores do setor: a disputa entre corretores regularizados e agentes que atuam sem observar as exigências legais da atividade.

Fiscalização em Ponta Grossa teve média de 173,8 atos por dia

Com 869 documentos registrados em cinco dias, a média aritmética da operação foi de 173,8 documentos de fiscalização por dia. Os autos de constatação foram a maior parte do trabalho: 672 registros, equivalentes a 77,3% do total. Os 96 autos de notificação representaram 11,0%, enquanto os 101 autos de infração corresponderam a 11,6%.

As irregularidades citadas pelo Creci-PR envolveram descumprimento de obrigações legais do exercício profissional, falta de apresentação de contratos de intermediação imobiliária, anúncios sem autorização por escrito dos proprietários e acobertamento do exercício ilegal da profissão. Esses pontos atingem diretamente a rotina de captação, divulgação e intermediação de imóveis em Ponta Grossa.

Mercado imobiliário, contratos e anúncios de imóveis na mira

A operação também chama atenção para a importância documental na intermediação imobiliária. A Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978, regulamenta a profissão de corretor de imóveis e disciplina o funcionamento dos órgãos de fiscalização da categoria. Já o Decreto nº 81.871, de 29 de junho de 1978, trata do exercício profissional, da obrigatoriedade de inscrição no Conselho Regional e da fiscalização e orientação da atividade.

No campo dos contratos, a Resolução-Cofeci nº 1.504/2023 instituiu contrato-padrão para serviços de intermediação imobiliária e listou modelos para venda com exclusividade, venda sem exclusividade, compra com exclusividade, compra sem exclusividade, locação e parceria. Em publicação institucional, o Creci-PR afirma que o contrato de corretagem também é conhecido por corretores do Paraná como autorização de venda, contrato de prestação de serviços ou opção de vendas.

O mesmo material institucional do conselho afirma que compete ao Creci fiscalizar anúncios de venda de imóveis, com base na Resolução-Cofeci nº 458/95. Esse ponto é central para entender por que anúncios sem autorização escrita dos proprietários aparecem entre as irregularidades apontadas na fiscalização de Ponta Grossa.

Ação ocorreu após caso com Polícia Civil e Procon

A operação de 8 a 12 de junho ocorreu poucos dias depois de outra ação em Ponta Grossa, realizada em 3 de junho de 2026 com Polícia Civil e Procon. Segundo o Creci-PR, aquela frente apurava denúncias sobre anúncios de imóveis usados para atrair consumidores e ofertar produtos financeiros de forma potencialmente enganosa.

nr1.lat — encontre o proprietário e os débitos de qualquer imóvel cadastrado

As denúncias partiram de corretores de imóveis da região e apontavam o uso de imagens de imóveis reais em anúncios cuja finalidade alegada não era vender os bens, mas ofertar cartas de consórcio e linhas de crédito. O caso ajuda a explicar por que a fiscalização posterior concentrou atenção em contratos, publicidade imobiliária e exercício ilegal da profissão.

Prisão em flagrante e suspeitas em escritório

A imprensa local também registrou desdobramentos da ação de 3 de junho. O BnT Online informou, em 4 de junho de 2026, que a operação conjunta da Polícia Civil do Paraná, Creci-PR e Procon de Ponta Grossa resultou na prisão em flagrante de dois homens, de 22 e 24 anos, em ação contra um escritório em sala comercial na Rua Bonifácio Vilela.

Segundo a reportagem, o escritório era investigado por suspeita de estelionato, crimes contra o consumidor e exercício irregular da profissão. O texto informou ainda que o grupo atuava como suposta facilitadora imobiliária, prometia financiamentos de imóveis inclusive para pessoas negativadas e atraía vítimas principalmente por anúncios em redes sociais ligados à compra da casa própria.

A mesma reportagem afirmou que consumidores assinavam contratos e faziam pagamentos via PIX para contas sem CNPJ regular, inclusive contas de pessoas físicas, e depois eram informados de que haviam contratado cotas de consórcio.

Bastidores dos corretores legalizados em Ponta Grossa

O tamanho do mercado local dá dimensão ao impacto de operações desse tipo. Em reportagem atualizada em 25 de fevereiro de 2026, o Diário dos Campos informou que Ponta Grossa tinha 1.100 corretores de imóveis e 210 imobiliárias. A regional dos Campos Gerais abrangia 32 municípios, 1.800 profissionais pessoas físicas e 360 pessoas jurídicas.

Para esse universo de profissionais e empresas, a fiscalização não se limita a punir infrações. Ela também delimita responsabilidades em um mercado no qual anúncios, contratos e promessas de acesso à casa própria podem envolver valores altos e expectativas relevantes para consumidores. Ao encaminhar nove comunicações de exercício ilegal à polícia, o Creci-PR levou a disputa administrativa para uma esfera de apuração criminal.

O caso de Ponta Grossa reforça uma lição básica para quem compra, vende ou anuncia imóveis: a regularidade do profissional, a autorização escrita para divulgação e a clareza do contrato de intermediação são parte da segurança da negociação. Em um mercado imobiliário que também convive com temas recorrentes como documentação, financiamento e IPTU, a transparência continua sendo um filtro essencial antes de qualquer pagamento ou assinatura.

#Ponta Grossa#Creci-PR#mercado imobiliário#imóveis#corretor de imóveis#fiscalização imobiliária#IPTU

Fontes

Compartilhar Facebook X Telegram

Comentários

Carregando comentários…

Entre para participar

Cadastre-se para comentar, responder e curtir.