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Mercado imobiliário Curitiba

Fazendinha dispara 47,2% e puxa imóveis grandes em Curitiba

Levantamento da Loft mostra que imóveis acima de 125 m² lideraram a alta de preços em Curitiba nos cinco primeiros meses de 2026.

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Os imóveis residenciais com mais de 125 m² foram o principal vetor da alta de preços em Curitiba nos cinco primeiros meses de 2026. Segundo levantamento da Loft com 33 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais da cidade, esse segmento valorizou 16,6% em relação ao mesmo período de 2025, acima da média geral de Curitiba, de 14,5%.

Entre os bairros, o destaque foi o Fazendinha, onde os imóveis acima de 125 m² tiveram alta de 47,2% e tíquete médio de R$ 1,05 milhão. O tíquete médio desse tipo de imóvel na cidade chegou a R$ 1,82 milhão em 2026, conforme dados publicados pelo Bem Paraná.

Imóveis grandes lideram valorização em Curitiba

A valorização dos imóveis maiores aparece em um mercado imobiliário de Curitiba que também registrou alta em outras faixas de tamanho. De acordo com a Portas, os imóveis de 30 m² a 65 m² subiram 15,2%, enquanto os de 100 m² a 125 m² avançaram 15,1%.

O estudo considerou anúncios residenciais ativos em Curitiba entre janeiro e maio de 2025 e entre janeiro e maio de 2026. A base passou por tratamento para remover duplicidades e inconsistências, e os imóveis foram agrupados em cinco faixas de tamanho para comparar a evolução dos preços médios.

Na avaliação atribuída a Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o desempenho dos imóveis maiores em Curitiba combina uma preferência local por unidades maiores, mais completas e bem localizadas com uma demanda mais resiliente entre compradores de maior renda. Takahashi também apontou que esse público depende menos das condições de financiamento.

Fazendinha, Parolin e Cascatinha puxam alta dos imóveis

No recorte dos bairros de Curitiba para imóveis acima de 125 m², o Fazendinha liderou a lista, com valorização de 47,2% e tíquete médio de R$ 1,05 milhão. Em seguida vieram Parolin, com alta de 46,3%; Cascatinha, com 45,5%; e Campina do Siqueira, com 43,1%.

Outros bairros também tiveram altas expressivas no mesmo segmento. Jardim das Américas registrou 39%; Lindóia, 37,4%; Jardim Botânico, 36,7%; Mercês, 35%; e Cristo Rei, 34%.

Esses números ajudam a mostrar que a pressão de preços não ficou restrita a um único eixo da cidade. Ainda assim, o recorte da pesquisa se limita aos anúncios residenciais analisados, não a transações efetivamente concluídas.

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Mercado imobiliário de Curitiba tem contraste com compactos

O movimento dos imóveis grandes ocorre em paralelo a um mercado de lançamentos fortemente marcado por unidades compactas. No primeiro trimestre de 2026, pesquisa da ADEMI-PR com a Brain Inteligência Estratégica apontou que 70% dos 1.863 apartamentos verticais lançados em Curitiba tinham tipologia compacta, segundo a Portas.

O mesmo levantamento informou que os compactos representavam cerca de 38% do estoque disponível da cidade. Indicadores do Inpespar/Secovi-PR citados pelo Imobi Report apontaram que 26% dos moradores de Curitiba viviam em imóveis alugados e que a média de Locação Sobre a Oferta residencial foi de 23,7% no primeiro trimestre de 2026.

Também no primeiro trimestre de 2026, o financiamento esteve presente em 69,2% das negociações imobiliárias monitoradas no levantamento apresentado pela ADEMI-PR/Secovi-PR. Esse dado ajuda a dimensionar a relevância das condições de crédito para parte do mercado, ainda que o segmento de maior renda apontado pela Loft seja descrito como menos dependente do financiamento.

FipeZAP mostra preço médio acima da média nacional

O Índice FipeZAP de Venda Residencial de maio de 2026 oferece outro parâmetro para o mercado imobiliário em Curitiba. No mês, a cidade registrou alta de 0,60%, acumulado de 0,34% em 2026, valorização de 5,02% em 12 meses e preço médio de R$ 11.763 por metro quadrado, em uma amostra de 20.392 anúncios.

No mesmo informe, a média nacional do Índice FipeZAP foi de alta mensal de 0,42%, acumulado de 1,96% em 2026, valorização de 5,59% em 12 meses e preço médio de R$ 9.809 por metro quadrado, conforme o relatório de maio de 2026 da FipeZAP.

No ambiente macroeconômico, o Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano em 17 de junho de 2026, segundo a Agência Brasil. Para Curitiba, os dados disponíveis indicam que os imóveis grandes seguiram como o segmento de maior valorização no período analisado, com o Fazendinha no topo da lista de bairros.

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