Golpes com imóveis em Cabo Frio levam mãe e filho à prisão
Polícia Civil apura fraudes em aluguéis e falsas vendas; prejuízo supera R$ 200 mil e suspeita tem mais de 45 registros.







A Polícia Civil prendeu em Cabo Frio, na Região dos Lagos, em 15 de maio de 2026, mãe e filho suspeitos de aplicar golpes com aluguéis e falsas vendas de imóveis. Segundo a apuração publicada por O Dia, a investigação atribui à dupla prejuízo superior a R$ 200 mil a diferentes vítimas da região.
Os investigados foram identificados como Luciana Cruz de Santana e João Pedro Santana de Souza. De acordo com a Polícia Civil citada na reportagem, eles foram apontados como autores de crimes de estelionato em Cabo Frio e tiveram prisões cautelares decretadas pela Justiça após investigação conduzida por meses pelo setor de fraudes da 126ª DP.
Golpes imobiliários em Cabo Frio miravam aluguel e venda de imóveis
O esquema descrito pela polícia envolvia principalmente contratos de aluguel e falsas vendas de imóveis. A dinâmica, conforme a investigação, passava pela intermediação entre proprietários e locatários, com prejuízos para ambos os lados nas negociações fraudulentas.
Na semana da prisão, Luciana teria recebido R$ 20 mil de sinal por uma venda fraudulenta de imóvel que já havia sido negociado com terceiros. Contra ela, a polícia informou haver mais de 45 registros de ocorrência e 22 anotações criminais relacionadas a golpes.
João Pedro, segundo a investigação, se apresentava como corretor de imóveis para ganhar confiança das vítimas e intermediar as negociações. O caso também foi noticiado pelo R7, que informou que a Polícia Civil de Cabo Frio prendeu mãe e filho suspeitos de estelionato e apontados por fraudes no mercado imobiliário local envolvendo aluguel e venda ilegal de propriedades.
Prisão no Reserva do Peró e investigação da 126ª DP
De acordo com O Dia, o setor de inteligência da 126ª DP contou com apoio do setor de capturas da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro e da Polícia Federal de Macaé para localizar mãe e filho no bairro Reserva do Peró, em Cabo Frio.
Antes das prisões, os policiais fizeram dois dias de diligências veladas para confirmar o endereço usado pela dupla. As prisões foram efetuadas nas primeiras horas do dia. A polícia também informou que os investigados mudavam de endereço para dificultar a localização e utilizavam imóveis no município de Macaé.
Além dos indiciamentos por estelionato, os dois também foram indiciados por organização criminosa. A Justiça autorizou mandados de prisão e bloqueio de contas bancárias e bens dos investigados, segundo a reportagem.
Estelionato em Cabo Frio cresce no radar do mercado imobiliário
Os dados oficiais do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro ajudam a dimensionar o ambiente de risco em que o caso se insere. Conforme a soma dos campos mensais de estelionato na base municipal do ISP/RJ, Cabo Frio registrou 1.859 ocorrências de estelionato em 2024, 2.492 em 2025 e 1.108 de janeiro a abril de 2026.
Na série municipal do ISP/RJ, foram 248 estelionatos em janeiro de 2026, 197 em fevereiro, 320 em março e 343 em abril. Os números não se limitam ao mercado imobiliário, mas indicam a relevância do estelionato como categoria criminal no município.
No estado do Rio de Janeiro, o relatório Segurança em Números 2026, do ISP/RJ, registrou 146.981 estelionatos em 2025, alta de 2,0% sobre 2024 e maior número da série histórica estadual citada no documento.
Como reduzir riscos ao alugar imóveis em Cabo Frio
Para quem busca imóveis em Cabo Frio, as orientações públicas do CRECI-RJ reforçam cuidados básicos antes de fechar uma locação. O conselho orienta que interessados não concluam a locação sem conhecer o imóvel, visitem o local mais de uma vez, verifiquem as condições com o proprietário e leiam o contrato antes de assinar.
Essas medidas não substituem a apuração policial nem garantem, por si só, a inexistência de fraude. Mas ajudam a organizar uma checagem mínima antes de transferir valores, assinar contratos ou aceitar intermediações no mercado imobiliário.
Transparência nas negociações de imóveis
O caso investigado pela 126ª DP mostra como golpes com aluguel e venda de imóveis podem atingir proprietários, locatários e compradores em uma mesma cadeia de negociação. Em Cabo Frio, onde os registros de estelionato aparecem em patamar elevado na base oficial do ISP/RJ, a recomendação prática é tratar pressa, sinal antecipado e informações incompletas como pontos que exigem verificação documental e presencial.
A prisão de Luciana Cruz de Santana e João Pedro Santana de Souza não encerra, por si só, o risco de fraudes no setor. Ela reforça a necessidade de transparência em anúncios, contratos e pagamentos, especialmente em operações imobiliárias que envolvem valores altos e confiança entre pessoas que nem sempre se conhecem.



























