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Luxo no Rio de Janeiro: Leblon chega a R$ 71,3 mil/m²; vendas caem 66%

Levantamento da Brain mostra alta no preço médio e retração dos negócios de luxo, enquanto as vendas de apartamentos na cidade avançam 45%.

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O mercado de imóveis de luxo do Rio de Janeiro reúne preços em alta e menos negócios. No levantamento da Brain Inteligência Estratégica publicado pela Forbes em 12 de setembro de 2026, o metro quadrado no Leblon chegou a R$ 71.338. No conjunto dos segmentos de alto padrão e luxo da cidade, as vendas caíram 66% entre abril e junho de 2026, na comparação com o mesmo trimestre de 2025.

O movimento contrasta com o mercado total de apartamentos carioca, que registrou crescimento de aproximadamente 45% nas vendas no período. Os dados mostram uma diferença de desempenho entre o topo do mercado e o conjunto pesquisado, mas não permitem determinar por que o preço médio do luxo continuou subindo enquanto os negócios recuavam.

Imóveis de luxo: Leblon lidera entre os bairros apresentados

Segundo os dados da Brain divulgados pela Forbes Money, o valor de R$ 71.338/m² no Leblon ficou acima dos R$ 41.759/m² de Ipanema e dos R$ 33.908/m² de Copacabana.

A abrangência desses números é fundamental para sua leitura: eles correspondem ao recorte de luxo pesquisado, não à média de todos os imóveis dos bairros. Portanto, não representam um preço de referência universal para qualquer apartamento nessas localidades.

Preço médio do luxo no Rio de Janeiro sobe 52,29%

Na série publicada pela Forbes, o preço médio do segmento na cidade passou de R$ 21.952/m² no terceiro trimestre de 2024 para R$ 33.431/m² no segundo trimestre de 2026. O aumento nominal calculado sobre esses valores é de 52,29%, sem ajuste pela inflação.

Na comparação anual, a mesma série mostra uma alta menor: o metro quadrado estava em R$ 30.656 no segundo trimestre de 2025. Em relação a essa base, os R$ 33.431 do segundo trimestre de 2026 representam avanço calculado de 9,05%. São comparações com intervalos distintos, que precisam ser identificados para dimensionar a evolução dos preços.

Lançamentos acima de R$ 3 milhões recuam 86,9%

A redução da atividade também aparece nos lançamentos. Entre abril e junho de 2026, foram lançadas apenas 11 unidades acima de R$ 3 milhões, contra 84 no mesmo período de 2025. A retração foi de 86,9%, segundo o levantamento reproduzido pela Forbes.

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Uma publicação da A3 Notícias, de 11 de agosto de 2026, com informações do Diário do Rio e dados atribuídos à Brain, também registra os 11 lançamentos e informa 98 imóveis de alto padrão vendidos no trimestre. A reportagem aponta queda anual de 50,3% no Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos e participação do segmento de 8,7% no VGV lançado na cidade.

Mercado imobiliário carioca tem expansão no total de vendas

Enquanto os negócios de alto padrão e luxo diminuíram, as vendas no mercado total de apartamentos passaram de 5.030 para 7.294 unidades, na comparação entre os segundos trimestres de 2025 e 2026. O crescimento foi de aproximadamente 45%.

Essa diferença impede que a queda de 66% seja tratada como retrato de todo o mercado imobiliário do Rio de Janeiro. O recuo se refere ao segmento informado pela pesquisa; no total de apartamentos, a direção das vendas foi de crescimento.

Divergência exige cuidado ao comparar preços dos imóveis

Há uma divergência entre as publicações sobre a alta anual do preço médio. A A3 informa avanço de 12,2% para os mesmos R$ 33.431/m², enquanto os valores da série da Forbes permitem calcular 9,05%. Sem esclarecimento da base de comparação, os percentuais não devem ser combinados. Nesta matéria, a variação calculada utiliza a série da Forbes.

A reportagem da Forbes também não apresenta uma decomposição que explique a alta do preço médio simultânea à queda das vendas. O retrato disponível, portanto, é de valorização nominal da média pesquisada e retração dos negócios de luxo. A causa dessa combinação permanece sem resposta nos dados apresentados.

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