Jundiaí: potencial de compra de imóveis sobe 21,3%; classe B recua
Projeção chega a R$ 539 milhões em 2026, com avanço de 31,1% na classe A e queda de 8,7% na B; indicador não representa vendas realizadas.







O potencial de consumo para aquisição de imóveis em Jundiaí está estimado em R$ 539 milhões em 2026, alta de 21,3% sobre os R$ 444,2 milhões projetados para 2025. O levantamento da consultoria IPC Maps, divulgado pelo Jornal de Jundiaí/Sampi em 9 de setembro de 2026, aponta crescimento no município, mas revela trajetórias distintas conforme a classe socioeconômica.
Enquanto o potencial de compra da classe A aumenta 31,1%, o da classe B recua 8,7%. A diferença é central para interpretar a perspectiva do mercado imobiliário local: a expansão agregada não significa que todos os públicos apresentem aumento da capacidade potencial de consumo.
Imóveis em Jundiaí: classe A concentra o maior valor
Segundo os dados publicados pelo Jornal de Jundiaí/Sampi, a classe A alcança R$ 388,1 milhões em potencial para aquisição de imóveis em 2026. O valor corresponde à maior parcela dos R$ 539 milhões estimados para a cidade.
As classes C e D/E também apresentam expansão, de 28,8% e 15,6%, respectivamente. A classe B é a única com retração entre os grupos apresentados. Assim, a alta de 21,3% no total municipal precisa ser lida em conjunto com a distribuição por renda para avaliar o público dos empreendimentos.
Mercado imobiliário regional projeta R$ 809,5 milhões
Na Região Metropolitana de Jundiaí, o potencial de consumo para compra de imóveis chega a R$ 809,5 milhões em 2026, crescimento de 20% sobre 2025. O comportamento por classe repete a direção observada no município: avanço nos grupos A, C e D/E e recuo na classe B.
No recorte regional, as variações são de 28,4% para a classe A, queda de 3,9% para a B, alta de 23% para a C e crescimento de 7,2% para D/E. A retração da classe B, portanto, aparece tanto em Jundiaí quanto no conjunto metropolitano, embora com intensidades diferentes.
A região reúne Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista. Sua criação ocorreu pela Lei Complementar estadual nº 1.362/2021, publicada em 1º de dezembro de 2021, conforme a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Compra de imóveis e construção têm indicadores diferentes
Os percentuais de 11,1% para Jundiaí e de 12% para a região, também mencionados na reportagem, têm uma abrangência diferente. Eles se referem à soma do potencial de consumo para aquisição de imóveis e materiais de construção, com valores de R$ 1,85 bilhão e R$ 2,92 bilhões, respectivamente.
Para analisar especificamente a aquisição de imóveis, os índices correspondentes são 21,3% no município e 20% na região. Todos esses valores medem potencial de consumo: não representam vendas efetivadas, valorização dos imóveis ou retorno garantido ao investidor.
Como o IPC Maps apresenta o potencial de consumo
Na apresentação do IPC Maps 2026, a consultoria descreve o levantamento como um banco de dados secundários, elaborado com informações de instituições oficiais e atualizado anualmente. O perfil municipal reúne dados demográficos, número de empresas e potencial de consumo de 22 categorias, segmentadas por classe socioeconômica.
A metodologia pública classifica os domicílios urbanos nos grupos A, B1, B2, C1, C2 e D/E. Essa segmentação ajuda a compreender por que o resultado agregado exige atenção: em Jundiaí, a perspectiva de expansão para aquisição de imóveis convive com a queda na classe B. O levantamento indica capacidade potencial de consumo, e a leitura por público é essencial para dimensionar o alcance desse crescimento.



























