Itapema (SC) passa Balneário Camboriú no m² por R$ 11
FipeZAP de maio mostra Itapema no topo nacional, com R$ 15.226/m²; Balneário Camboriú aparece logo atrás, a R$ 15.215/m².







Itapema (SC) assumiu em maio de 2026 a liderança do ranking nacional de preço médio do metro quadrado residencial monitorado pelo Índice FipeZAP de Venda, segundo dados publicados em 2 de junho de 2026 pelo BOL/UOL. A cidade apareceu com valor médio de R$ 15.226/m², apenas R$ 11 acima de Balneário Camboriú (SC), que registrou R$ 15.215/m².
A diferença estreita marca uma virada simbólica no mercado imobiliário catarinense. De acordo com a mesma apuração, Itapema e Balneário Camboriú eram as únicas cidades monitoradas pelo índice com preço médio acima de R$ 15 mil por metro quadrado em maio de 2026.
Itapema (SC) lidera ranking de imóveis no FipeZAP
O topo do ranking nacional informado pelo FipeZAP em maio foi ocupado por Itapema, seguida por Balneário Camboriú. Na sequência vieram Vitória (ES), com R$ 14.965/m²; Florianópolis (SC), com R$ 13.288/m²; e Itajaí (SC), com R$ 13.208/m².
O recorte mostra a força de Santa Catarina entre os maiores preços médios do país: quatro das cinco cidades listadas no top 5 são catarinenses. Além de Itapema e Balneário Camboriú, aparecem Florianópolis e Itajaí.
O Correio Braziliense também publicou em 2 de junho de 2026 que o relatório de maio do FipeZAP apontou Itapema a R$ 15.226/m² e Balneário Camboriú a R$ 15.215/m². A reportagem informou ainda alta acumulada em 12 meses de 6,35% em Itapema e 2,94% em Balneário Camboriú, além de valorização no ano de 2,46% em Itapema e 1,50% em Balneário Camboriú.
Mercado imobiliário nacional sobe menos que o IPCA-15
No Brasil, o preço médio do metro quadrado residencial chegou a R$ 9.809 em maio de 2026. O Índice FipeZAP subiu 0,42% no mês e acumulou alta de 1,96% nos cinco primeiros meses do ano.
A variação mensal ficou abaixo da registrada em abril de 2026, quando o índice havia avançado 0,51%. O BOL/UOL comparou o resultado de maio e o acumulado do ano ao IPCA-15, que registrou 0,62% no mês e 3,79% no mesmo acumulado de 2026.
Entre os tipos de imóveis analisados, as unidades de um dormitório tiveram a maior alta em maio, de 0,55%. Já os imóveis de três dormitórios registraram a menor variação, de 0,28%. Em preço médio por tipologia, apartamentos de um dormitório chegaram a R$ 11.987/m², enquanto unidades de dois dormitórios ficaram em R$ 8.813/m².
O que o índice mede no mercado de imóveis
O Índice FipeZAP de Venda Residencial acompanha preços de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios veiculados na internet, conforme informe do DataZAP/FipeZAP de janeiro de 2026. A metodologia declarada nos informes do FipeZAP é disponibilizada pela Fipe.
Esse ponto é relevante para a leitura do ranking: os valores mostram preços médios anunciados dentro da base acompanhada pelo índice, não uma medição de todas as transações imobiliárias realizadas nas cidades.
Itapema (SC): população, território e pressão urbana
Segundo o IBGE Cidades, Itapema tinha população estimada de 86.116 pessoas em 2025 e população de 75.940 pessoas no Censo 2022. O município tinha área territorial de 58,21 km² em 2025 e PIB per capita de R$ 50.035,95 em 2023. O prefeito registrado pelo IBGE para Itapema em 2025 era Carlos Alexandre de Souza Ribeiro.
Além da escalada no ranking de imóveis, a cidade aparece em outro tema de impacto urbano. Em 27 de maio de 2026, a Folha de S.Paulo informou que Itapema recebeu autorização para ampliar a faixa de areia da Meia Praia de 20 metros para até 60 metros em um trecho de 4,75 km da orla.
Obra na Meia Praia e efeitos sobre a orla
De acordo com a Folha, a licença ambiental de instalação do projeto foi concedida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina e assinada em 6 de maio de 2026 pelo governador Jorginho Mello. O projeto prevê a colocação de 416 mil a 498 mil m³ de areia entre os rios Perequê e Taboleiro das Oliveiras, com areia dragada a cerca de 19 km da costa.
A obra estava prevista para começar em agosto de 2026, durar de 90 a 120 dias e custar R$ 60 milhões, financiados metade pela prefeitura e metade pelo governo estadual, segundo a reportagem. A Folha apresentou o alargamento como uma intervenção voltada a conter erosão e expandir o mercado imobiliário.
Disputa por R$ 11 no m² reforça nova fotografia dos imóveis
A liderança de Itapema por R$ 11/m² não altera sozinha a estrutura do mercado imobiliário catarinense, mas registra uma nova fotografia do ranking nacional em maio de 2026. O dado coloca Itapema à frente de Balneário Camboriú por margem mínima, em um grupo restrito de cidades com metro quadrado acima de R$ 15 mil.
Para compradores, investidores e moradores, o resultado reforça a necessidade de acompanhar os dados do FipeZAP em conjunto com indicadores locais, projetos urbanos e custos de manutenção dos imóveis. No recorte disponível, Itapema aparece como a cidade mais cara do país por metro quadrado residencial anunciado em maio de 2026.



























