nr1.lat Blog
Risco imobiliário Santa Isabel

Loteamento irregular em Santa Isabel devastou até 90 mil árvores

Operação embargou empreendimento sem licenciamento ambiental em área de Mata Atlântica de cerca de 1 milhão de m² no Bairro Ouro Fino.

Ouça esta matéria Leitura automática · voz natural
Velocidade
Ver comentários dos leitores

Uma operação integrada embargou, em Santa Isabel (SP), um loteamento irregular que avançava sobre área de Mata Atlântica e já havia provocado a supressão de cerca de 60% da vegetação nativa no local. A ação ocorreu na terça-feira, 9 de junho de 2026, e foi divulgada pela Prefeitura em 16 de junho de 2026.

Segundo a Prefeitura de Santa Isabel, a área afetada tem aproximadamente 1.000.000 m², o equivalente a cerca de 100 hectares. Estimativas técnicas citadas pelo município apontam perda aproximada de 60 mil a 90 mil árvores nativas. O Jornal Sete localizou o empreendimento no Bairro Ouro Fino.

Loteamento irregular em Santa Isabel foi embargado

A fiscalização interrompeu o avanço do loteamento por danos a uma área de Mata Atlântica no município. De acordo com reportagem do Diário do Estado de São Paulo, o empreendimento não possuía licenciamento ambiental.

Os responsáveis foram autuados e o empreendimento foi embargado, conforme informou a Prefeitura de Santa Isabel. A medida coloca o caso no centro de uma discussão sensível para o mercado imobiliário local: a regularidade ambiental e urbanística de novos parcelamentos do solo.

A operação foi realizada pelo Grupo de Fiscalização Integrada, com participação da Prefeitura de Santa Isabel, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da SEMIL, da Polícia Militar Ambiental, da Guarda Civil Municipal, do CRECI, da Defesa Civil e das secretarias municipais de Planejamento e Serviços Municipais.

Mercado imobiliário e imóveis em área de Mata Atlântica

Para compradores, corretores e investidores que acompanham imóveis em Santa Isabel, o caso reforça a importância de verificar documentação, licenciamento ambiental e situação urbanística antes de qualquer negociação. A apuração disponível indica que o loteamento foi tratado pelos órgãos públicos como irregular e que a intervenção ocorreu antes da continuidade da ocupação da área.

A Lei nº 11.428/2006 define regras para a utilização e a proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica. O Ibama informa que a supressão de vegetação primária e secundária em estágio avançado na Mata Atlântica depende de autorização do órgão ambiental estadual competente, com anuência prévia quando couber.

nr1.lat — encontre o proprietário e os débitos de qualquer imóvel cadastrado

No caso de Santa Isabel, a informação central das fontes oficiais é que a área sofreu supressão irregular de vegetação nativa. A dimensão estimada da perda, entre 60 mil e 90 mil árvores, dá escala ao impacto ambiental atribuído ao avanço do loteamento.

Impacto ambiental em Santa Isabel

Além da perda de vegetação, a Prefeitura informou que a supressão atingiu habitat de fauna silvestre. Segundo o município, foram afetadas áreas de abrigo, alimentação e reprodução de aves, mamíferos, répteis, anfíbios e insetos polinizadores.

Santa Isabel tinha 53.174 habitantes no Censo 2022 e área territorial de 362,875 km² em 2025, conforme dados do IBGE Cidades e Estados. Nesse contexto, a pressão por novos imóveis e loteamentos precisa conviver com restrições ambientais que incidem sobre áreas de Mata Atlântica.

Recuperação ambiental será exigida

Os infratores deverão promover a recuperação ambiental da área degradada por meio de projetos técnicos específicos e recomposição da vegetação nativa, segundo a Prefeitura. Essa obrigação foi apontada como consequência da autuação e do embargo do empreendimento.

O caso também evidencia o papel da fiscalização integrada em áreas de expansão urbana. Quando um loteamento avança sem licenciamento ambiental, o risco não se limita ao comprador de um imóvel irregular: envolve perda ambiental, insegurança jurídica e possível obrigação de reparação.

Até a divulgação da Prefeitura em 16 de junho de 2026, a informação oficial disponível era de que o loteamento havia sido barrado, os responsáveis autuados e a recuperação ambiental exigida. A continuidade do caso dependerá da apresentação e execução dos projetos técnicos de recuperação da área degradada e de recomposição da vegetação nativa.

#Santa Isabel#loteamento irregular#imóveis#mercado imobiliário#Mata Atlântica#licenciamento ambiental#risco imobiliário

Fontes

Compartilhar Facebook X Telegram

Comentários

Carregando comentários…

Entre para participar

Cadastre-se para comentar, responder e curtir.