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Mansão Safra em São Paulo volta ao radar por R$ 2,89 bi

Residência no Morumbi reúne cerca de 22 mil m² de terreno, mais de 11 mil m² construídos, 130 cômodos, heliporto e piscina olímpica.

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A Mansão Safra, no Morumbi, em São Paulo, voltou ao centro das conversas sobre imóveis de ultraluxo após reportagem publicada pelo abc+ em 25 de junho de 2026. A residência privada é estimada em cerca de R$ 2,89 bilhões e ocupa um terreno de aproximadamente 22 mil m², com mais de 11 mil m² de área construída, segundo o levantamento citado pelo portal.

Os números ajudam a explicar por que o imóvel se destaca mesmo dentro do mercado imobiliário de alto padrão: cinco pavimentos, três níveis subterrâneos, mais de 130 cômodos, nove elevadores, heliporto e piscina olímpica. A escala coloca a propriedade em uma categoria rara no Brasil e reacende a curiosidade sobre patrimônio, IPTU, arquitetura e grandes residências em São Paulo.

Mansão Safra no Morumbi: imóvel privado em escala rara

A Folha de S.Paulo já havia listado a Família Safra em primeiro lugar em um infográfico sobre as 10 maiores mansões de São Paulo, com base em dados do IPTU da Prefeitura. Naquele levantamento, o imóvel aparecia com terreno de 21.862 m² e área construída de 10.868 m².

A Architectural Digest incluiu a Safra Mansion como a 11ª maior casa do mundo, com 117.000 pés², localizada no Morumbi, em São Paulo. A publicação também registrou que a residência pertence à família Safra e foi construída nos anos 1990. Segundo a revista, os interiores são pouco conhecidos publicamente, embora haja relatos de 130 cômodos e heliporto próprio.

Imóveis de ultraluxo em São Paulo e o efeito dos dados de IPTU

Em imóveis desse porte, a discussão pública costuma depender de registros, reportagens e dados tributários. No caso da Mansão Safra, o IPTU aparece como uma das bases usadas pela Folha para dimensionar o terreno e a área construída. O portal Seu Dinheiro publicou em 20 de janeiro de 2026 que a casa paga quase R$ 1 milhão por ano em IPTU e informou área de 10.868 m², cerca de 130 ambientes, nove elevadores, piscina de padrão olímpico, heliponto e cinco pavimentos.

A mesma reportagem atribuiu o projeto ao arquiteto francês Alain Raynaud, com decoração de Mica Ertegun, paisagismo de Roberto Burle Marx e iluminação de Esther Stiller. São informações que ajudam a situar a propriedade não apenas como ativo imobiliário, mas como objeto arquitetônico de grande complexidade.

Comparação com Casa Branca e Palácio da Alvorada

A escala da mansão ganha outra dimensão quando comparada a edifícios oficiais. A White House Historical Association informa que a Casa Branca tem aproximadamente 55.000 pés² na soma do térreo, andar de Estado e andares residenciais, sem incluir as alas Leste e Oeste. A Architectural Digest atribui 117.000 pés² à Mansão Safra.

No Brasil, o Palácio da Alvorada, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 30 de junho de 1958, tem área de 7.000 m² distribuída em três pisos, segundo Leonardo Finotti. Esse número fica abaixo dos 10.868 m² atribuídos pela Folha à residência da família Safra em São Paulo.

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O que se sabe sobre a construção e os ambientes

O UOL publicou em 30 de novembro de 2024 que a mansão da família Safra no Morumbi foi apontada pela Architectural Digest como a 11ª maior residência do mundo. A reportagem citou 130 cômodos, nove elevadores, cinco andares, três subsolos, 11 mil m² de área construída e terreno de 22 mil m².

O UOL também informou que a mansão foi construída pelo banqueiro Joseph Safra, morto em 2020, e que a imobiliária italiana de luxo Santandrea situava o valor da propriedade em US$ 500 milhões, equivalentes a R$ 2,89 bilhões. Em outro ponto, o portal atribuiu à Veja, em reportagem de 1995, a informação de que a inspiração arquitetônica da casa foi o Palácio de Versalhes.

Segundo o UOL, fontes com acesso à planta relataram sete suítes familiares, duas suítes principais maiores que apartamentos de luxo em São Paulo ou no Rio, quatro guaritas de cerca de 40 m² e consumo elétrico estimado como suficiente para abastecer uma cidade de 2 mil habitantes.

Família Safra, fortuna e contexto patrimonial

A Forbes Brasil informou em 10 de março de 2026 que Vicky Sarfati Safra e família tinham fortuna estimada em US$ 27,1 bilhões, equivalente a R$ 141,2 bilhões, com fonte de riqueza no Banco Safra. A publicação apontou residência em Crans-Montana, na Suíça, e 2º lugar entre os maiores bilionários brasileiros.

A Forbes também registrou que Vicky Safra é viúva de Joseph Safra, morto em dezembro de 2020, herdou cerca de metade da fortuna do banqueiro e tem como herdeiros familiares Jacob, Esther, Alberto e David. O Banco Safra comunicou que Joseph Safra morreu em 10 de dezembro de 2020, aos 82 anos, de causas naturais, e que era casado com Vicky Sarfaty, com quem teve quatro filhos e 14 netos.

Por que a Mansão Safra chama atenção no mercado imobiliário

A Mansão Safra reúne características que dificilmente aparecem juntas no mercado imobiliário de São Paulo: localização em bairro nobre, metragem equivalente à de edifícios institucionais, arquitetura de alto padrão e valor bilionário estimado. Ao mesmo tempo, boa parte do interesse público vem justamente do contraste entre a grande visibilidade dos números e a baixa exposição dos interiores.

Com os dados disponíveis, a propriedade se mantém como um dos exemplos mais extremos de imóvel privado no país. Para o público que acompanha imóveis, IPTU e patrimônio urbano, o caso funciona como retrato de uma faixa do mercado imobiliário paulistano que existe em escala muito distante da moradia comum, mas que ajuda a revelar como grandes fortunas ocupam e transformam endereços estratégicos da cidade.

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