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Prédio da União vira 52 moradias no Centro de Goiânia

Edifício Senador João Vila Boas, vazio há mais de dez anos, passa por retrofit para abrigar famílias de baixa renda.

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Um prédio da União que estava abandonado havia mais de dez anos no Centro de Goiânia começou a ser transformado em moradia popular. O antigo Edifício Senador João Vila Boas, na esquina da Avenida Goiás com a Rua 2, dará lugar ao Residencial Altino Alves Teixeira, com 52 unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida Entidades.

As obras de retrofit começaram em 19 de junho de 2026, segundo publicações locais. O contrato para construção das unidades havia sido assinado em 1º de setembro de 2025 entre a Caixa e o Movimento Pela Reforma Urbana de Goiânia. A Caixa informou investimento de aproximadamente R$ 12 milhões, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social. O Mais Goiás publicou valor diferente, de R$ 10,9 milhões, também atribuído a financiamento da Caixa, e informou prazo de execução de até 18 meses.

Imóveis no Centro de Goiânia entram no Minha Casa, Minha Vida

O empreendimento consta na Portaria MCID nº 355, de 9 de abril de 2024, na lista de propostas selecionadas do MCMV-Entidades com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social. O documento identifica o município como Goiânia, a entidade pelo CNPJ 08362274000132, o nome do projeto como Altino Alves Teixeira e o total de 52 unidades habitacionais.

A iniciativa reaproveita uma estrutura existente em uma área central da capital. A Caixa descreveu o imóvel como um prédio de 13 pavimentos inacabados e 3.246,5 m² de área. O imóvel foi cedido pela União por meio de contrato celebrado com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, segundo a instituição financeira.

Como será o Residencial Altino Alves Teixeira

As unidades habitacionais terão dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, conforme a Caixa. A instituição também informou que os apartamentos terão duas tipologias de área privativa: 48,67 m² e 32,10 m².

O projeto prevê acessibilidade para pessoas com deficiência em todos os apartamentos. Também estão previstas áreas de convivência como salão de festas, brinquedoteca e biblioteca, segundo Diário de Goiás, Mais Goiás e PortalGO.

Outro ponto central do retrofit é a preservação da fachada e de características originais em estilo Art Déco. A manutenção desses elementos foi informada por Diário de Goiás, Mais Goiás e PortalGO, em um projeto que combina habitação social e recuperação de um imóvel antigo no centro da cidade.

Famílias beneficiadas e financiamento das moradias em Goiânia

As famílias beneficiárias já foram selecionadas e possuem renda de até dois salários mínimos, segundo Mais Goiás e Poder Goiás. A Caixa informou que o público-alvo do MCMV Entidades é formado por famílias organizadas de forma associativa, com renda bruta familiar mensal de até R$ 2.850.

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De acordo com o Diário de Goiás, o projeto prevê financiamento parcelado de R$ 210 mil por unidade. A publicação também informou que haverá duas salas comerciais para aluguel, com receita destinada à manutenção das despesas condominiais.

Mercado imobiliário e reaproveitamento de prédio público

A conversão do Edifício Senador João Vila Boas ocorre em um ponto simbólico do Centro de Goiânia, na Avenida Goiás com a Rua 2. Para o mercado imobiliário local, o caso chama atenção por envolver a recuperação de um imóvel público vazio e sua destinação a moradias populares em área consolidada da cidade.

Embora a pauta não trate de IPTU nem de alteração tributária, ela se insere no debate urbano sobre o uso de imóveis ociosos, especialmente em regiões centrais com infraestrutura instalada. No caso do Residencial Altino Alves Teixeira, as informações oficiais e jornalísticas disponíveis apontam para uma solução habitacional vinculada ao Minha Casa, Minha Vida Entidades e ao Fundo de Desenvolvimento Social.

A Caixa informou ainda que, desde a retomada do Minha Casa, Minha Vida em 2023, Goiás somava 55 empreendimentos e 7,3 mil unidades habitacionais contratadas ou em processo de contratação, com mais de R$ 1,05 bilhão em investimentos no estado, considerando as modalidades Rural, Entidades, FAR e FNHIS.

O que ainda precisa ser acompanhado

Com as obras iniciadas em junho de 2026 e prazo informado de até 18 meses pelo Mais Goiás, a execução do retrofit será o principal ponto de acompanhamento. Também serão relevantes a conclusão das adaptações de acessibilidade, a preservação da fachada Art Déco e a entrega efetiva das 52 moradias às famílias selecionadas.

O caso do antigo Edifício Senador João Vila Boas reúne três dimensões de interesse público em Goiânia: o destino de imóveis da União, a política habitacional para famílias de baixa renda e a reocupação do Centro com moradia. A transformação do prédio em residencial popular será medida, daqui em diante, pela capacidade de cumprir o cronograma e entregar habitações em condições adequadas às famílias previstas no projeto.

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