Salvador supera SP e Rio na alta do m² residencial
Mesmo com juros altos, Salvador avançou 1,15% em maio e acumulou 12,52% em 12 meses no preço de venda residencial.







Salvador voltou a se destacar no mercado imobiliário brasileiro em maio de 2026. Segundo o Índice FipeZAP de venda residencial, o preço médio anunciado dos imóveis na capital baiana subiu 1,15% no mês, acima de São Paulo, que avançou 0,22%, do Rio de Janeiro, com 0,40%, e de Belo Horizonte, com 0,15%.
O desempenho mantém a cidade entre as capitais com maior valorização do metro quadrado. Em maio, Salvador acumulou alta de 5,13% no ano e de 12,52% em 12 meses, com preço médio de R$ 8.481/m² e amostra de 35.422 anúncios. Na comparação anual, ficou novamente em segundo lugar entre as capitais monitoradas, atrás apenas de Fortaleza, que registrou 12,99%.
Mercado imobiliário de Salvador acelera acima de SP, Rio e BH
A trajetória já vinha chamando atenção em abril de 2026, quando Salvador registrou alta mensal de 1,22% no preço de venda residencial. No mesmo mês, São Paulo avançou 0,19%, o Rio de Janeiro subiu 0,34% e Belo Horizonte teve alta de 0,39%.
Naquele fechamento, a capital baiana acumulava valorização de 12,75% em 12 meses, a segunda maior entre as capitais acompanhadas pelo FipeZAP, novamente atrás de Fortaleza, com 13,49%. A variação de Salvador equivalia a 2,76 vezes o IPCA usado no informe, de 4,62% em 12 meses.
A matéria de A Tarde também registrou os principais números de abril para Salvador: alta mensal de 1,22%, avanço de 12,75% em 12 meses e desempenho superior ao de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Preço do m² em Salvador ainda fica abaixo de capitais mais caras
O avanço percentual ocorre sobre uma base de preço ainda inferior à de vários mercados mais caros do país. Em maio de 2026, Salvador tinha preço médio anunciado de R$ 8.481/m². O valor ficava abaixo de Vitória, com R$ 14.965/m², Florianópolis, com R$ 13.288/m², São Paulo, com R$ 12.045/m², Curitiba, com R$ 11.763/m², e Rio de Janeiro, com R$ 10.982/m².
A capital baiana também aparecia abaixo de Belo Horizonte, com R$ 10.680/m², Brasília, com R$ 10.085/m², Maceió, com R$ 9.961/m², Fortaleza, com R$ 9.418/m², Belém, com R$ 8.847/m², Recife, com R$ 8.680/m², e São Luís, com R$ 8.662/m².
Em abril, o quadro era semelhante. O preço médio residencial anunciado em Salvador foi de R$ 8.385/m², abaixo de São Paulo, com R$ 12.019/m², do Rio de Janeiro, com R$ 10.939/m², de Belo Horizonte, com R$ 10.663/m², e de Florianópolis, com R$ 13.208/m².
Bairros de Salvador mostram diferenças na valorização dos imóveis
Nos bairros mais representativos da amostra de Salvador em maio de 2026, a Barra apareceu com o maior preço médio, de R$ 12.556/m², e alta de 12,5% em 12 meses. Caminho das Árvores registrou R$ 11.313/m² e valorização de 8,7%, enquanto Ondina chegou a R$ 10.962/m², com alta de 16,0%.
Entre os bairros listados, Brotas teve uma das maiores variações anuais: 21,9%, com preço médio de R$ 9.849/m². Rio Vermelho marcou R$ 9.731/m² e alta de 7,4%; Pernambués, R$ 8.716/m² e 5,1%; Graça, R$ 8.501/m² e 16,2%; Pituba, R$ 8.410/m² e 11,3%; Imbuí, R$ 7.959/m² e 2,1%; e Itaigara, R$ 7.573/m² e 6,2%.
Juros, crédito imobiliário e IPTU: o pano de fundo da alta
A valorização dos imóveis em Salvador ocorre em um ambiente de juros ainda restritivo. Em 17 de junho de 2026, o Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. Antes disso, a taxa havia permanecido em 15% ao ano de junho de 2025 a março de 2026.
O crédito imobiliário também passou por mudanças recentes. Em outubro de 2025, foi anunciado um modelo que elevou o teto do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, manteve 65% da poupança direcionada ao crédito habitacional durante a transição e reduziu o compulsório da poupança de 20% para 15% no período transitório.
Para proprietários, compradores e investidores, a alta do metro quadrado tem efeito direto sobre decisões de compra, venda, financiamento e acompanhamento patrimonial. Também reforça a importância de observar custos associados aos imóveis, como IPTU, condomínio e despesas de manutenção, ainda que os dados do FipeZAP tratem de preços anunciados de venda residencial.
Como o FipeZAP mede o preço dos imóveis
O Índice FipeZAP acompanha variações de preços a partir de amostras de anúncios de imóveis para venda e locação publicados nos portais Zap, Viva Real e OLX. No índice residencial de venda e locação, a cobertura considera apartamentos prontos em até 56 cidades, incluindo 22 capitais.
Os números indicam que Salvador atravessa um ciclo de valorização relevante no mercado imobiliário residencial. O paradoxo é claro: a capital baiana avança mais do que mercados historicamente caros, como São Paulo e Rio de Janeiro, mesmo em um cenário de crédito seletivo e Selic elevada.
Na Bahia, o começo de 2026 também foi positivo segundo a Ademi-BA. Em janeiro, o mercado imobiliário baiano teve crescimento de 41% no Valor Geral de Vendas e de 32% em unidades vendidas ante janeiro de 2025. A pesquisa Brain Inteligência Estratégica registrou 1.400 unidades lançadas no mês, alta de 20%, e VGL de R$ 736 milhões, avanço de 30%.
Fontes
- Fipe - Índice FipeZAP
- FipeZAP - Residencial venda, abril de 2026
- FipeZAP - Residencial venda, maio de 2026
- A Tarde - Salvador registra valorização de imóveis
- Agência Brasil - Copom reduz taxa Selic para 14,25% ao ano
- Agência Brasil - Novo modelo de crédito imobiliário
- Ademi-BA - Mercado imobiliário baiano inicia 2026 com crescimento



























