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Mercado imobiliário Shenzhen

Shenzhen arma socorro de US$ 2,3 bi a obras travadas

Acordos preliminares somam 15,5 bilhões de yuans para 12 projetos de renovação urbana em meio à crise imobiliária chinesa.

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Shenzhen obteve acordos preliminares para direcionar 15,5 bilhões de yuans, cerca de US$ 2,3 bilhões, a 12 projetos de renovação urbana paralisados ou sob pressão de financiamento. O pacote foi apresentado após a conferência Shenzhen Urban Renewal Project Industry-Finance Matchmaking Conference, realizada em 17 de junho de 2026 no distrito de Luohu, segundo a Caixin Global e o 21Jingji/Nanfang+.

A iniciativa coloca bancos comerciais e companhias de gestão de ativos diante de empreendimentos que dependem de crédito para avançar. Para o mercado imobiliário de Shenzhen, a rodada indica uma intervenção direta de órgãos municipais e reguladores financeiros para tentar destravar imóveis e obras em um setor ainda afetado pela retração nacional.

Shenzhen mobiliza bancos para 12 projetos de renovação urbana

No evento, 12 projetos de renovação urbana assinaram acordos de intenção de financiamento com bancos comerciais e companhias de gestão de ativos, com valor total de 15,5 bilhões de yuans. A conferência foi coorganizada pelo Escritório Financeiro do Comitê Municipal de Shenzhen, pela Administração Reguladora Financeira de Shenzhen e pelo Departamento de Habitação e Construção de Shenzhen, também identificado como Bureau de Renovação Urbana de Shenzhen.

Os projetos contemplados incluem obras novas, projetos em continuidade, expansão de financiamento e reaproveitamento por extensão de prazo, além de categorias ligadas à renovação urbana e à coordenação de interesses em preparação fundiária, conforme a Caixin. A lista de assinatura foi escolhida pelas instituições financeiras após avaliação da situação de financiamento dos projetos, da base de avanço e da adequação de cada empreendimento.

Além dos 12 contratos de intenção, outros 11 projetos prioritários de renovação urbana participaram de rodadas paralelas de conexão aprofundada com bancos comerciais e companhias de gestão de ativos, segundo o 21Jingji/Nanfang+.

Mercado imobiliário de Shenzhen busca crédito contra obras travadas

O encontro reuniu cerca de 150 representantes de órgãos financeiros e de renovação urbana distritais, bancos comerciais, companhias de gestão de ativos, donos de projetos e prestadores de serviços profissionais. O vice-secretário-geral do Governo Popular Municipal de Shenzhen, Wu Kunsheng, compareceu ao evento, de acordo com a Sina Finance/Securities Times.

O pacote foi a primeira rodada de projetos de serviço do Grupo de Consultores Financeiros de Investimento e Financiamento de Shenzhen, criado havia pouco mais de dois meses. O grupo foi lançado em 8 de abril de 2026, quando 12 instituições financeiras foram oficialmente contratadas como consultoras e assinaram pareamentos com departamentos distritais de desenvolvimento e reforma, finanças, habitação, construção e renovação urbana, segundo a Administração Financeira Local de Shenzhen.

Entre as instituições iniciais estavam as filiais em Shenzhen do China Development Bank, Export-Import Bank of China, Agricultural Development Bank of China, Agricultural Bank of China, Bank of China, China Construction Bank, China Merchants Bank, Ping An Bank e China CITIC Bank, além da China Orient Asset Management Shenzhen Branch, CITIC Securities e CICC.

Grupo financeiro mira socorro a imóveis e ativos públicos

A estrutura do grupo foi desenhada para atuar em quatro frentes: socorro a projetos imobiliários, integração entre títulos especiais e crédito bancário, ativação de ativos estatais e emissão de dívida por estatais, e novos instrumentos financeiros de política pública. A primeira carteira envolvia 82 projetos prioritários de investimento e financiamento em Shenzhen.

No subfórum de socorro imobiliário de abril, especialistas discutiram problemas práticos de projetos de renovação urbana, incluindo isolamento de dívidas e créditos, regras de supervisão de fundos e soluções como isolamento societário e reestruturação judicial.

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O esforço ocorre depois de sinais de travamento em obras de renovação urbana na cidade. Em setembro de 2024, a Yicai Global registrou que mais de 10 projetos em Shenzhen enfrentavam obstáculos como suspensão de obras e atrasos no pagamento de compensações temporárias de reassentamento. A publicação citou Kaisa Group Holdings, Shenzhen Xinhuacheng Real Estate e Shenzhen Hengyu Industry Group entre incorporadoras envolvidas em projetos afetados por dificuldades.

Crise imobiliária na China pressiona vendas e financiamento

O pano de fundo é uma retração ampla do setor. Entre janeiro e maio de 2026, o investimento imobiliário na China somou 3,0356 trilhões de yuans, queda anual de 16,2%, enquanto os recursos recebidos por incorporadoras chegaram a 3,2756 trilhões de yuans, baixa anual de 19,0%, informou o National Bureau of Statistics of China.

No mesmo período, as vendas de imóveis comerciais novos somaram 313,20 milhões de metros quadrados, queda anual de 10,8%. O valor vendido alcançou 2,9366 trilhões de yuans, recuo anual de 13,5%.

A resposta local também se encaixa em uma política nacional mais ampla. Em 22 de maio de 2026, o Conselho de Estado da China emitiu o Plano de Renovação Urbana do 15º Plano Quinquenal, com metas para 2026-2030 e objetivo declarado de avançar na transformação do modo de desenvolvimento urbano até 2030. O plano prevê ativar recursos urbanos existentes, classificar e tratar terrenos fornecidos mas não desenvolvidos e projetos em construção, e acelerar a construção de um novo modelo de desenvolvimento imobiliário.

Renovação urbana ganha apoio fiscal em Shenzhen

Em 2026, o Ministério das Finanças e o Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural definiram que o apoio fiscal central à renovação urbana selecionaria até 15 cidades de nível prefeitura ou superior. Shenzhen entrou na lista pública de 15 cidades propostas para receber apoio fiscal central em renovação urbana, segundo o People’s Daily Shenzhen.

Para cidades do leste da China, o subsídio fiscal central de renovação urbana em 2026 é limitado a 800 milhões de yuans por cidade, com desembolso parcelado conforme o avanço dos trabalhos, de acordo com o Ministério das Finanças da China.

Também em 2026, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma informou que a China destinou 97 bilhões de yuans do orçamento central a projetos de renovação urbana, com foco em comunidades residenciais antigas e moradias urbanas deterioradas. Outros 160 bilhões de yuans em títulos especiais ultralongos do Tesouro foram direcionados à modernização de redes subterrâneas de gás, drenagem, água e aquecimento, segundo o China Daily.

O socorro de Shenzhen, portanto, combina política urbana, crédito bancário e coordenação pública para tentar destravar projetos de imóveis em uma das principais cidades chinesas. O resultado dependerá da conversão dos acordos preliminares em financiamento efetivo e da capacidade dos projetos de avançar sob regras de supervisão e reestruturação financeira.

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