Vitória lidera capitais com m² mais caro do Brasil
FipeZAP de maio mostra preço médio residencial de R$ 14.965/m² em Vitória, acima de Florianópolis, São Paulo e Rio.







Vitória consolidou em maio de 2026 a posição de capital brasileira com o metro quadrado residencial mais caro entre as 22 capitais monitoradas pelo Índice FipeZAP de Venda Residencial. O preço médio chegou a R$ 14.965/m², segundo o informe mensal da Fipe, citado também pela Forbes Brasil em 15 de junho de 2026.
No ranking das capitais, a capital capixaba ficou à frente de Florianópolis, com R$ 13.288/m², São Paulo, com R$ 12.045/m², Curitiba, com R$ 11.763/m², Rio de Janeiro, com R$ 10.982/m², Belo Horizonte, com R$ 10.680/m², e Brasília, com R$ 10.085/m². O dado desloca o eixo tradicional Rio-São Paulo do topo nacional quando o recorte é preço médio residencial por metro quadrado entre capitais.
Mercado imobiliário de Vitória supera grandes capitais
No ranking geral das 56 cidades acompanhadas pelo FipeZAP, Vitória aparece em 3º lugar em preço médio residencial. A cidade fica atrás apenas de Itapema, em Santa Catarina, com R$ 15.226/m², e Balneário Camboriú, também em Santa Catarina, com R$ 15.215/m².
A valorização em Vitória também ficou acima da média nacional medida pelo índice. Em maio de 2026, a capital registrou alta mensal de 0,99%, avanço acumulado de 5,41% no ano e valorização de 11,40% em 12 meses. No Brasil, o Índice FipeZAP nacional subiu 0,42% em maio, acumulou 1,96% em 2026 e avançou 5,59% em 12 meses, com preço médio de R$ 9.809/m² nas 56 cidades monitoradas.
Entre as capitais, a alta anual de Vitória, de 11,40%, ficou atrás de Fortaleza, com 12,99%, e Salvador, com 12,52%, no recorte de 12 meses. Ainda assim, o preço médio final colocou Vitória no topo das capitais brasileiras no levantamento de maio.
Bairros de Vitória puxam o preço dos imóveis
Dentro da cidade, os bairros mais representativos no cálculo do FipeZAP mostram diferenças relevantes de preço. Enseada do Suá teve o maior valor médio entre os bairros listados, a R$ 18.194/m², com alta de 19,0% em 12 meses. Praia do Canto veio em seguida, com R$ 17.789/m² e valorização de 15,9% no mesmo período.
A Forbes Brasil registrou que Enseada do Suá tinha preço médio aproximado de R$ 18,1 mil/m² e Praia do Canto de R$ 17,7 mil/m², em linha com os dados do FipeZAP. Esses valores ajudam a explicar por que Vitória passou a figurar no topo do mercado imobiliário residencial entre capitais.
Outros bairros listados pelo FipeZAP também mostram patamares elevados. Mata da Praia apareceu com R$ 15.831/m² e alta de 1,1% em 12 meses; Barro Vermelho, com R$ 14.960/m² e queda de 0,5%; Aeroporto, com R$ 14.746/m² e alta de 10,7%; Ilha do Boi, com R$ 13.969/m² e queda de 43,6%; Jardim Camburi, com R$ 13.287/m² e alta de 15,5%; Bento Ferreira, com R$ 12.896/m² e alta de 19,1%; Santa Lúcia, com R$ 12.849/m² e alta de 18,9%; e Jardim da Penha, com R$ 11.024/m² e alta de 9,5%.
Como o FipeZAP mede os preços dos imóveis
A Fipe informa que o Índice FipeZAP calcula variações de preços com base em amostras de anúncios de imóveis para venda e locação veiculados nos portais do Grupo OLX, incluindo Zap, Viva Real e OLX. Nos índices de venda e locação residencial, os resultados acompanham preços de apartamentos prontos em até 56 cidades, incluindo 22 capitais.
Na página específica de Vitória no informe de maio de 2026, o FipeZAP registrou amostra de 7.890 anúncios. O relatório também informa, com base em dados associados ao município, população residente de 323 mil pessoas em 2022, área territorial de 97 km², 129 mil domicílios, 63 mil apartamentos e renda média domiciliar estimada em R$ 9.126 em 2023.
Grande Vitória também amplia obras em produção
O movimento de preços ocorre em um contexto de expansão da produção imobiliária regional. O 46º Censo Imobiliário do Sinduscon-ES, citado por A Gazeta em 30 de março de 2026, informou que a Grande Vitória passou de 14.885 unidades residenciais e comerciais em construção em dezembro de 2024 para 19.469 unidades no fim de 2025, alta de 30,8%.
No mesmo levantamento, Vitória aumentou de 3.552 para 4.455 unidades em produção entre dezembro de 2024 e o fim de 2025. O dado mostra que a capital participa da expansão regional, embora o FipeZAP indique que seu preço médio já se distanciou da maior parte das capitais brasileiras.
Vila Velha acompanha valorização no entorno de Vitória
O município vizinho de Vila Velha também aparece em destaque no FipeZAP de maio de 2026. A cidade registrou preço médio de R$ 11.062/m², alta mensal de 1,29%, valorização acumulada de 6,98% em 2026 e avanço de 14,26% em 12 meses.
Com Vitória no topo entre capitais e Vila Velha em forte valorização anual, os dados de maio reforçam a centralidade da Grande Vitória no mercado imobiliário residencial monitorado pelo FipeZAP. Para compradores, vendedores e gestores públicos, o retrato é de um mercado em que os imóveis da capital capixaba passaram a competir, em preço por metro quadrado, com os endereços mais caros do país.



























