Vitória fica a R$ 18/m² de Balneário no pódio imobiliário
FipeZAP de junho mostra Vitória em 3º lugar no país, com R$ 15.210/m², atrás só de Itapema e Balneário Camboriú.







Vitória entrou em junho de 2026 no grupo mais caro do mercado imobiliário residencial brasileiro. No Índice FipeZAP de Venda Residencial, divulgado em 01/07/2026 segundo o UOL, a capital capixaba apareceu em terceiro lugar no ranking geral de preço médio, com R$ 15.210/m².
A distância para o segundo lugar foi mínima: Balneário Camboriú registrou R$ 15.228/m², apenas R$ 18/m² acima de Vitória. A líder Itapema marcou R$ 15.327/m², diferença de R$ 117/m² em relação à capital do Espírito Santo. O resultado coloca Vitória no pódio nacional entre as 56 cidades monitoradas pelo FipeZAP.
Vitória no mercado imobiliário: capital mais cara do FipeZAP
O dado chama atenção porque o topo do ranking é dominado por cidades catarinenses associadas a imóveis de alto valor. Em junho, os cinco maiores preços médios por cidade foram Itapema, Balneário Camboriú, Vitória, Florianópolis e Itajaí, com R$ 15.327/m², R$ 15.228/m², R$ 15.210/m², R$ 13.365/m² e R$ 13.263/m², respectivamente.
No recorte das 22 capitais monitoradas, Vitória ficou na liderança isolada. Florianópolis apareceu como a segunda capital mais cara, com R$ 13.365/m², seguida por São Paulo, com R$ 12.055/m². Assim, a capital capixaba não apenas entrou no pódio geral, mas também superou as demais capitais acompanhadas pelo índice.
Preço dos imóveis em Vitória supera a média nacional
A média ponderada do Índice FipeZAP em junho de 2026 foi de R$ 9.853/m². Com R$ 15.210/m², o preço médio residencial de Vitória ficou 54,37% acima dessa referência nacional, cálculo feito a partir da divisão do valor local pela média do índice, menos 1.
O FipeZAP acompanha preços de imóveis residenciais com base em anúncios veiculados na internet. Em Vitória, a amostra de junho de 2026 teve 8.028 anúncios, segundo o relatório do índice. Esse universo ajuda a dimensionar a relevância do resultado para a leitura do mercado imobiliário local.
Alta em Vitória contrasta com Itapema e Balneário Camboriú
Além do nível de preço, a velocidade de valorização diferencia Vitória das duas cidades que ainda aparecem à frente no ranking. Em junho de 2026, a capital capixaba subiu 1,64%. No acumulado do ano, avançou 7,14%. Em 12 meses, a alta chegou a 10,24%.
Balneário Camboriú, por sua vez, avançou 0,09% em junho, 1,59% no acumulado de 2026 e 2,13% em 12 meses. Itapema teve altas de 0,67% no mês, 3,15% no ano e 5,25% em 12 meses. O contraste mostra Vitória acelerando em ritmo superior ao das duas líderes catarinenses, embora ainda permaneça em terceiro lugar no preço médio por metro quadrado.
O movimento local também ficou acima do desempenho geral do índice. O FipeZAP nacional avançou 0,45% em junho de 2026, 2,42% no primeiro semestre e 5,59% em 12 meses. Nos três recortes temporais, Vitória teve variação maior que a média do indicador.
Bairros de Vitória reforçam patamar elevado dos imóveis
O relatório também mostra preços mais altos em bairros representativos da capital. Em junho de 2026, Enseada do Suá registrou R$ 18.285/m², enquanto Praia do Canto marcou R$ 18.209/m². Esses valores ficam acima da média da própria cidade e ajudam a explicar o patamar alcançado por Vitória no ranking nacional.
Como o índice se baseia em anúncios, seus números refletem os preços pedidos no mercado residencial, não necessariamente os valores efetivamente fechados em transações. Ainda assim, o FipeZAP é uma referência pública para acompanhar a evolução dos preços de imóveis nas cidades brasileiras monitoradas.
O que o ranking indica para imóveis e IPTU em Vitória
O levantamento não trata de IPTU nem de arrecadação municipal. Seu foco é o preço anunciado de venda residencial. Mesmo assim, para proprietários, compradores e investidores, a posição de Vitória no FipeZAP oferece um retrato objetivo do nível de preço dos imóveis na cidade em junho de 2026.
O ponto central é que Vitória aparece praticamente empatada com Balneário Camboriú e próxima de Itapema no topo nacional. A diferença de R$ 18/m² para o segundo lugar e de R$ 117/m² para a liderança mostra que a capital capixaba deixou de ser apenas destaque entre capitais e passou a disputar espaço com os mercados residenciais mais caros do país.



























