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Wagner compra 2º imóvel de luxo em Salvador, diz UOL

Senador teria adquirido unidade no Mansão Victory Tower; prédio no Corredor da Vitória tem anúncios de imóveis por R$ 9 milhões.

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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, adquiriu recentemente um segundo imóvel no edifício Mansão Victory Tower, no Corredor da Vitória, em Salvador, segundo reportagem da coluna de Mariana Barbosa no UOL, publicada em 18 de junho de 2026 e atualizada no dia seguinte. A informação, de acordo com a coluna, foi confirmada por funcionários do prédio, e Wagner não se manifestou até a publicação.

O imóvel citado fica no 14º andar do Mansão Victory Tower, exatamente acima do apartamento nº 1302, comprado por Wagner em 2011 por R$ 1,45 milhão e ainda registrado como propriedade dele, segundo matrícula consultada pela reportagem. A unidade nº 1402 já pertenceu ao publicitário Washington Olivetto, morto em 2024, mas o nome de Wagner ainda não constava na matrícula do imóvel, informou o UOL.

Imóveis de luxo em Salvador e o Mansão Victory Tower

O caso chama atenção pelo perfil do empreendimento e pelo valor de mercado de unidades semelhantes no mesmo endereço. Um anúncio de apartamento identificado como "Victoria Tower", em Salvador, informa preço de R$ 9.000.000, área de 280 m², 4 suítes e 4 vagas, conforme página do portal Comprar Imóvel em Salvador, acessada em 24 de junho de 2026.

Segundo o UOL, o Mansão Victory Tower é um condomínio de frente para o mar no Corredor da Vitória, com apartamentos de 278 m², duas unidades por andar, quatro suítes, três vagas de garagem, piscinas, spa, cinema, teleférico privado e píer exclusivo. O conjunto de características situa o prédio entre os endereços de alto padrão do mercado imobiliário de Salvador.

Operação Compliance Zero mira outro apartamento em Salvador

A revelação sobre o segundo imóvel no Victory Tower ocorreu no mesmo dia de buscas da Polícia Federal contra Wagner na Operação Compliance Zero. O UOL, porém, afirmou que a busca e apreensão de 18 de junho de 2026 não fazia referência ao apartamento do Victory Tower, mas a outro imóvel: a unidade nº 1.702 do empreendimento Poème Horto, em Salvador, avaliada em R$ 2,45 milhões.

Na decisão de 17 de junho de 2026, na Petição 16.229, o ministro André Mendonça, do STF, registrou que a Polícia Federal apura crimes financeiros, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos conexos atribuídos a gestores e operadores ligados ao Banco Master. A decisão afirma que a PF sustenta que Wagner teria encaminhado a Augusto Ferreira Lima dados do empreendimento Poème Horto, do corretor responsável e da unidade nº 1.702, avaliada em aproximadamente R$ 2.450.000,00.

A decisão também registra que a compra formal do Poème Horto teria sido realizada pela Epítome S.A., representada por Luiz Antônio Lombardi, com recursos de estruturas de fundos vinculadas ao grupo econômico investigado. Segundo o documento, a PF considerou essa dinâmica compatível com ocultação do beneficiário final.

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O que dizem PF, Folha e documentos do STF

A Folha de S.Paulo informou que, segundo a PF, a unidade do Poème Horto foi adquirida formalmente pela Epítome S.A. com recursos de fundos ligados ao Master, de Daniel Vorcaro, e que investigadores suspeitam que Wagner seria o dono de fato. A Folha também informou que o Poème Horto fica no Horto Florestal, tem torre única com 36 pavimentos e duas unidades por andar, e que a unidade atribuída a Wagner fica no 17º andar, com 203,91 m².

Na mesma decisão, o STF menciona repasse de R$ 3.500.000,00 à BN Financeira Ltda. pela PKL One Participações S.A., empresa vinculada ao núcleo de Augusto Ferreira Lima, e planilhas com registros de pagamentos superiores a R$ 2.340.000,00 a pessoa identificada como "Dudu", apontada pela investigação como Eduardo Mendonça Sodré Martins.

O documento também afirma que a PF citou uso gratuito de aeronaves ligadas a Augusto Ferreira Lima ou ao Banco Master e ingressos para shows no exterior comprados por R$ 63.339,00 como vantagens laterais investigadas. André Mendonça determinou medidas cautelares contra Wagner, incluindo proibição de contato com investigados e com pessoas ligadas à comercialização, negociação, obras ou tratativas da unidade nº 1.702 do Poème Horto. A decisão ainda determinou a suspensão das atividades econômicas e financeiras da BN Financeira Ltda., da BN Representações Tecnológicas Ltda. e da Epítome S.A.

Wagner nega irregularidades e diz não ser acusado

A Agência Brasil publicou em 18 de junho de 2026 que Wagner negou irregularidades em entrevista à BandNews e afirmou não ser réu, culpado ou acusado no caso. Segundo a agência, o senador admitiu ter pedido a Augusto Lima que comprasse um apartamento no Poème Horto, dizendo que tinha interesse em ajudar a filha a comprar o imóvel e que pretendia recomprá-lo depois.

A Agência Senado informou, também em 18 de junho de 2026, que a assessoria de Wagner divulgou nota afirmando que ele não era réu, denunciado ou acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados e que nunca atuou em favor do Banco Master ou de qualquer instituição financeira.

No mercado imobiliário de Salvador, a sobreposição de endereços de alto padrão, valores milionários e investigações patrimoniais ampliou a repercussão do caso. Até aqui, a reportagem do UOL atribui a Wagner a aquisição recente de um segundo imóvel no Mansão Victory Tower, enquanto a decisão do STF e as apurações da PF tratam do Poème Horto, outro empreendimento de luxo na capital baiana.

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