IFIX sobe 5,74% na semana no Brasil e se aproxima dos 4 mil
Índice de fundos imobiliários fecha em 3.988,54 pontos em 9 de outubro; fundos de tijolo avançam mais que os de papel no levantamento semanal da XP.







O IFIX, índice de fundos imobiliários da B3, encerrou a semana de 5 a 9 de outubro de 2026 com alta de 5,74%, aos 3.988,54 pontos, no Brasil. O ganho acumulado foi de 216,69 pontos. Na sexta-feira, o indicador avançou 0,98% e terminou a sessão a 11,46 pontos da marca dos 4 mil, segundo cotações publicadas pela Suno Notícias.
A valorização semanal levou o índice de 3.771,85 para 3.988,54 pontos. O movimento teve intensidades diferentes entre os segmentos: os fundos de tijolo integrantes do IFIX subiram 6,97%, enquanto os de papel ganharam 3,84%, conforme levantamento da XP Investimentos.
IFIX registra maior fechamento de 2026 no Brasil
Na sexta-feira, o índice abriu em 3.949,65 pontos, patamar que também foi a mínima da sessão, e alcançou 3.991,07 pontos durante o pregão. Essa foi a máxima de 52 semanas, de acordo com a Suno. No ponto mais alto do dia, faltaram 8,93 pontos para os 4 mil, diferença calculada a partir da cotação divulgada.
O fechamento representou um acréscimo diário de 38,90 pontos sobre os 3.949,64 pontos da sessão anterior. A tabela de recordes anuais da B3, consultada em 11 de outubro, registra o resultado de 9 de outubro como o maior fechamento nominal de 2026.
Para comparação, os maiores fechamentos apresentados pela B3 para os anos anteriores foram 3.775,56 pontos em 26 de dezembro de 2025, 3.423,95 pontos em 12 de abril de 2024 e 3.311,43 pontos em 28 de dezembro de 2023. Esses registros se referem ao encerramento das sessões, enquanto os 3.991,07 pontos de sexta-feira foram atingidos durante as negociações.
Fundos imobiliários de tijolo lideram os ganhos semanais
O relatório da XP Investimentos, assinado por Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar e publicado em 9 de outubro, mostra uma diferença de 3,13 pontos percentuais entre o desempenho dos fundos de tijolo e o dos fundos de papel integrantes do índice. A distância foi calculada com base nas altas de 6,97% e 3,84%, respectivamente.
Entre os segmentos do mercado imobiliário acompanhados no levantamento, lajes corporativas tiveram valorização semanal de 9,10%, e shopping centers, de 6,96%. Fundos multiestratégia e fundos de fundos, conhecidos como FOFs, registraram ganhos médios próximos de 7,10%.
Há uma diferença interna no relatório: além dos 3,84% atribuídos aos fundos de papel componentes do IFIX, o texto menciona posteriormente alta de 3,88% para fundos de recebíveis, sem esclarecer a razão da diferença nessa passagem. A comparação entre tijolo e papel nesta matéria utiliza os percentuais apresentados para os integrantes do índice.
TGAR11 se destaca no pregão dos fundos imobiliários
Nos resultados individuais de sexta-feira publicados pela Suno, o TGAR11 — TG Ativo Real avançou 6,36%, encerrando a R$ 52,87. Na ponta negativa, o ICRI11 — Itaú Crédito Imobiliário IPCA caiu 1,85%, para R$ 93,08, e o BLMG11 — Bluemacaw Logística recuou 1,57%, para R$ 31,60.
Entre os fundos mais movimentados, segundo dados da SpaceMoney, com informações da Suno Notícias, o MXRF11 negociou 2,36 milhões de cotas e subiu 1,07%, fechando a R$ 9,45. O SNEL11 movimentou 1,76 milhão de cotas, com alta de 0,88%, a R$ 8,03; o GGRC11 teve 1,50 milhão de cotas negociadas e ganhou 0,43%, também a R$ 9,45.
O que o IFIX mede no mercado imobiliário
Segundo a B3, o IFIX representa uma carteira teórica de cotas de fundos imobiliários negociados em bolsa e busca medir seu desempenho médio. Sua metodologia é de retorno total: incorpora tanto a variação das cotações quanto os rendimentos distribuídos pelos fundos.
Assim, a alta de 5,74% na semana deve ser lida como o resultado desses dois componentes. O indicador terminou o período próximo dos 4 mil pontos, com maior avanço dos fundos de tijolo no levantamento da XP e diferenças de desempenho entre as cotas no último pregão.



























