Imóveis em São Paulo: Parelheiros lidera alta, com 26,2%
Levantamento da Loft mostra avanço dos preços anunciados na periferia; mudanças na metragem ajudam a explicar diferenças entre bairros.







Parelheiros liderou a alta do preço médio dos imóveis anunciados em São Paulo no terceiro trimestre de 2026, com avanço de 26,2% em relação ao mesmo período de 2025. O valor médio pedido chegou a R$ 691.399. O resultado integra um levantamento da Loft sobre 114 localidades da capital, divulgado em reportagem do InfoMoney em 15 de outubro de 2026.
A periferia concentrou os maiores aumentos, enquanto bairros de alto padrão registraram queda no preço médio anunciado. Ao todo, 95 localidades tiveram alta, e o aumento médio da amostra foi de 4,3%. Os números, porém, retratam ofertas de venda: não correspondem aos valores efetivamente pagos pelos compradores.
Periferia lidera alta dos imóveis em São Paulo
Depois de Parelheiros, os maiores avanços ocorreram em Grajaú, Capão Redondo e Guaianases. As quatro localidades tiveram aumentos superiores à média do levantamento, embora apresentem preços totais distintos. Os valores e as variações foram publicados pelo BNews São Paulo, com base nos dados da pesquisa.
- Parelheiros: alta de 26,2%, com preço médio anunciado de R$ 691.399.
- Grajaú: avanço de 25,6%, para R$ 760.867.
- Capão Redondo: aumento de 24,9%, para R$ 545.533.
- Guaianases: alta de 24,4%, para R$ 286.119.
Na capital, o preço médio anunciado foi de R$ 1.133.049, com área média de 121,8 m². Assim, mesmo após os aumentos, os preços médios das quatro localidades que lideraram a alta ficaram abaixo da média paulistana. Essa comparação descreve os conjuntos de imóveis ofertados, sem estabelecer equivalência entre suas características.
Metragem muda a leitura dos preços em Parelheiros
A área dos imóveis anunciados é um elemento importante para interpretar o resultado. Em Parelheiros, a metragem média chegou a 259,3 m², com crescimento de 20,2% na comparação entre os terceiros trimestres. O preço por metro quadrado também aumentou, em 17,5%, segundo a reportagem do InfoMoney sobre o levantamento da Loft.
No Capão Redondo, os indicadores seguiram direções diferentes: a área média cresceu 23,1%, mas o preço por metro quadrado caiu 2,2%. Ainda assim, o preço total médio anunciado subiu 24,9%. O contraste mostra por que a variação do valor total precisa ser lida junto com a metragem dos imóveis disponíveis.
Bairros de alto padrão têm queda no preço médio anunciado
No Jardim Paulistano, o preço médio dos anúncios recuou 17,4%, acompanhado de uma redução de 17,7% na área média ofertada. Já o preço por metro quadrado aumentou 3,7%. Na Vila Nova Conceição, o valor total caiu 10,4%, a metragem diminuiu 16,8% e o metro quadrado avançou 5,1%.
A Loft associa o recuo do preço total nesses bairros principalmente à menor metragem dos imóveis ofertados. Portanto, a queda da média anunciada não comprova, por si só, que uma mesma unidade tenha perdido valor. Nos dois casos, o indicador por metro quadrado subiu apesar da redução do preço total.
Como interpretar o levantamento do mercado imobiliário
A pesquisa reuniu 5,3 milhões de anúncios: 3,5 milhões referentes ao terceiro trimestre de 2025 e 1,8 milhão ao mesmo período de 2026. As tabelas consideram bairros com pelo menos 300 anúncios em cada trimestre, conforme os critérios apresentados pelo InfoMoney.
O levantamento revela um encarecimento disseminado dos preços pedidos em São Paulo, com os maiores avanços na periferia. Seu alcance, contudo, exige atenção à composição da amostra: imóveis de tamanhos diferentes podem alterar as médias entre os períodos. Para interpretar o mercado imobiliário, preço total, área e valor por metro quadrado devem ser observados em conjunto, preservando a distinção entre anúncio e negócio concluído.



























