Vitória chega a R$ 15.905/m²; alta é quase tripla da média
Imóveis anunciados na capital capixaba valorizaram 12,04% de janeiro a setembro de 2026, ante 4,04% no conjunto das 56 cidades do FipeZAP.







Vitória registrou o metro quadrado residencial anunciado mais caro entre as 56 cidades acompanhadas pelo FipeZAP em setembro de 2026: R$ 15.905. De janeiro a setembro, a valorização na capital capixaba chegou a 12,04%, quase três vezes os 4,04% do índice geral, segundo reportagem da Forbes Brasil publicada em 1º de outubro.
A liderança combina preço elevado e aceleração mensal. Em setembro, os imóveis anunciados em Vitória ficaram 1,63% mais caros, depois de uma alta de 1,31% em agosto. No mesmo mês, Balneário Camboriú avançou 0,17%, enquanto Itapema recuou 0,41%, ampliando a distância entre a capital capixaba e os dois mercados catarinenses.
Imóveis em Vitória: o que significa a alta quase tripla
A expressão “quase três vezes” se refere à valorização acumulada em 2026. A divisão dos 12,04% de Vitória pelos 4,04% do conjunto pesquisado resulta em 2,98 vezes. A diferença entre as taxas é de 8 pontos percentuais, conforme os cálculos apresentados na pesquisa com dados da Exame.
Essa relação não significa que o metro quadrado de Vitória custe três vezes o dos concorrentes. Balneário Camboriú registrou R$ 15.369/m², e Itapema, R$ 15.340/m². Sobre esses valores, a vantagem da capital capixaba foi de R$ 536, ou 3,49%, e de R$ 565, ou 3,68%, respectivamente.
Mercado imobiliário: Vitória e Vila Velha se destacam
Vitória também apresentou a maior valorização entre as capitais na janela de 12 meses encerrada em setembro: 11,93%, contra 5,51% do índice geral, segundo a Exame. Esse recorte deve ser distinguido do acumulado de janeiro a setembro, no qual a alta da cidade foi de 12,04%.
Vila Velha reforçou o destaque capixaba no levantamento. Segundo a Forbes Brasil, o município acumulou valorização de 11,53% em 2026, atrás apenas de Vitória, e de 14,76% em 12 meses, a maior entre as cidades pesquisadas. Seu preço médio anunciado foi de R$ 11.533/m², o nono mais elevado do ranking.
Preços dos imóveis sobem em 46 cidades pesquisadas
No conjunto acompanhado pelo FipeZAP, a alta mensal passou de 0,53% em agosto para 0,58% em setembro. Houve aumento em 46 das 56 cidades, incluindo 19 das 22 capitais, conforme reportagem do Portas. Entre as capitais, Fortaleza liderou o avanço mensal, com 1,67%, seguida por Vitória, com 1,63%, e Recife, com 1,49%.
O movimento não foi uniforme: Campo Grande teve queda de 1,55%, Manaus recuou 0,31% e Belém, 0,14%. Em São Paulo, segundo a Exame, os preços subiram 0,52% no mês, 2,60% no acumulado do ano e 3,64% em 12 meses.
FipeZAP e inflação: comparação exige atenção ao período
A alta geral de 0,58% em setembro ficou abaixo do IPCA-15 do mês, de 0,70%, de acordo com o Portas. No acumulado do ano, porém, o avanço de 4,04% do FipeZAP superou a referência inflacionária de 3,83% utilizada na reportagem.
Essa referência reúne o IPCA até agosto e o IPCA-15 de setembro. Portanto, a comparação incorpora uma prévia da inflação no último mês, distinção necessária para interpretar os resultados apresentados.
Preço anunciado delimita a liderança de Vitória
Segundo a página institucional da Fipe, o indicador utiliza amostras de anúncios dos portais ZAP, Viva Real e OLX, do Grupo OLX. No segmento residencial, acompanha apartamentos prontos, com abrangência de até 56 cidades e 22 capitais. A liderança de Vitória se refere a esse universo pesquisado.
Os valores são os pedidos nos anúncios, e não os efetivamente pagos nas transações imobiliárias, como ressalta o Portas. Assim, o levantamento documenta o avanço dos preços anunciados em Vitória e sua distância em relação aos concorrentes, mas não informa por quanto os imóveis foram vendidos.



























